29 de maio de 2010

Bar da Nazaré é multado pela prefeitura de Natal


Foto do bar da Nazaré em dia de evento cultural



Soube hoje que o bar da Nazaré no Beco da Lama foi multado por colocar mesas na rua, a multa no valor de R$ 500,00. Nada contra a legislação que disciplina o uso de espaços públicos, o problema é que a prefeita só usa sua força contra os mais fracos, falo isso porque moro em Capim Macio onde praças e canteiros são ocupados por bares e restaurantes com poluição sonora e a prefeitura nada faz, porque só o Beco da Lama? Qual alternativa a prefeitura tem para aquele espaço da cultura de Natal? Qual projeto para a área? Duvido muito que tenham alguma proposta, aliás, essa gestão não tem projeto para nada da cidade. Uma vergonha!

27 de maio de 2010

Alzeny Nelo e Sérgio Farias “Comemoração com sotaque nordestino”

Alzeny Nelo e Sérgio Farias “Comemoração com sotaque nordestino”



Vencedora do primeiro prêmio no Concurso de Canto lírico/ Ópera promovido pela UFRJ e convidada para estrear nas principais salas de concerto do Rio de Janeiro, Alzeny Nelo comemora nesta sexta-feira com o show “Caymmi, Capiba e Gonzaga”. Neste show, a soprano se imerge no repertório popular do nordeste brasileiro trazendo a singularidade de suas interpretações em duo com o arranjador e diretor musical do espetáculo Sérgio Farias.

Em ultima apresentação no próximo dia 28 de maio no TCP, o Duo traz ao palco três ícones da música brasileira: Luiz Gonzaga, O Rei do Baião, Capiba, O Rei do Frevo e Dorival Caymmi, O Rei das canções. O show pretende revelar aspectos menos conhecidos destes compositores em versões e arranjos para voz e violão ressaltando as particularidades de ritmos, melodias e estilos inerentes a cada um. O show mistura o jazz, o ritmo brasileiro e o lirismo entrelaçados pela narração de belos versos cheios de mar e sertão do poeta Carlos Drummond de Andrade. O público presente poderá apreciar grandes clássicos como: “Coqueiro de Itapoã”, “A feira de Caruaru”, “Olinda”, “A morte do vaqueiro”, “Marina”... Interpretados na voz ensolarada da soprano Alzeny Nelo acompanhada pelos ricos acordes do compositor e violonista Sérgio Farias.

O show conta ainda com a participação de músicos como Antônio de Pádua (violão sete cordas), Dudu Campos (percussão), Gilberto Cabral (Trombone) e do poeta Carlos Braga que assina e recita o roteiro da noite. O cenário fica por conta da artista Sayonara Pinheiro e arranjos musicais de Sérgio Farias.

Após quase cinco anos na França, o duo Alzeny Nelo e Sérgio Farias fez importantes shows dentro e fora de Paris recebendo grandes elogios da crítica francesa. Em 2003 teve grande destaque ao ser a principal atração da Sala Villa-Lobos (Embaixada do Brasil) na “Fête de la Musique” contando com a participação do pianista francês Dominique FILLON. O duo tem como objetivo pesquisar e apresentar a música brasileira em uma versão mais camerística com arranjos para canto e violão. No repertório, grandes compositores e obras primas da música brasileira, algumas conhecidas e outras ainda pouco reveladas ao grande público.

O show “Caymmi, Capiba e Gonzaga” acontecerá no Teatro de Cultura Popular dia 28 de maio às 20h30.



SERVIÇO:

Data: 28 de maio às 20h30

Local: Teatro de Cultura Popular - TCP

(Anexo da Fundação José Augusto)

Rua Jundiaí, 641, Tirol

Ingressos no local: R$ 20,00 Meia: R$10,00

Informações: 9144-0639

24 de maio de 2010

A potiguar Alzeny Nelo vence Concurso Nacional de Canto

Alzeny Nelo vence Concurso Nacional de Canto

Escrito por Andrea Pestana e Francisco Conte
Dom, 23 de Maio de 2010 00:00

Bravo, bravíssimo! Com uma atuação irretocável a soprano Alzeny Nelo venceu ontem, 23, o Concurso Nacional de Canto Lírico/Ópera promovido pela Escola de Música (EM) com objetivo de incentivar o surgimento de novos talentos nessa área tradicional da música de concerto. Última a se apresentar, Nelo levantou o público que lotou o Salão Leopoldo Miguez ao interpretar com segurança e maturidade as áreas "Grazie – Nel grave tormento", da ópera Mitridate, rè di Ponto, de Mozart, e "Air des Clochettes", da Lakmé, de Delibes. Pela vitória, além de um prêmio em dinheiro de R$8 mil, recebeu convites para a participação na temporada 2010 do Theatro Municipal, na temporada 2010/2011 da Sala Cecília Meireles e na temporada 2010/2011 da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF. Ao agradecer os aplausos da plateia, Alzeny Nelo enfatizou que eventos como estes são importantes, pois podem abrir portas e ampliar os espaços de trabalho dos cantores líricos nacionais.

Foto: Renan Salotto

Alzeny Nelo se apresenta

Não foi, porém, uma escolha fácil como destacou a soprano Ruth Staerk, presidente do banca integrada também por André Heller, João Guilherme Ripper, Céline Imbert e Silvio Viegas, já que o nível elevado dos candidatos que disputaram a final obrigou que se reunissem por mais de uma hora para deliberar os laureados.

Em segundo lugar ficou a soprano Gabriela Rossi, que obteve o prêmio de R$ 5 mil, convite para a temporada 2010/2011 da Orquestra Petrobrás Sinfônica e o Prêmio Música no Museu - participação na temporada 2010. Em terceiro, Maíra Laurert, ganhou R$ 3 mil em dinheiro e convite para a temporada 2010/2011 da Orquestra Sinfônica da UFRJ e o Prêmio Música no Museu - participação na temporada 2010.

As sopranos Manuela Vieira e Chiara Santoro ficaram, respectivamente, com os Prêmios IBAM, participação na temporada 2010, e Música no Museu, temporada 2010.

Prometendo mais iniciativas do gênero, André Cardoso, diretor da EM, elogiou o nível dos candidatos e enfatizou que o evento confirma que "felizmente a ópera no Brasil continua viva e tem um grande futuro".

O concurso contou com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio de instituições como o Theatro Municipal, a Sala Cecília Meireles e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM); da Série Música no Museu e das Orquestras Petrobras Sinfônica, da Sinfônica Nacional da UFF e da Sinfônica da UFRJ. A organização do evento ficou à cargo do Setor Artístico da EM e sua comissão executiva foi composta por Heliana Farah, Homero Velho, Veruschka Mainhard, professores, e André Garcez, Andréa Pestana e Neilton Cardoso, funcionários.

Após uma pré-seleção que escolheu 23 dos 82 inscritos, a fase final do concurso se desenvolveu em três etapas. No dia 21 de maio se apresentaram os 23 candidatos pré-selecionados que, segundo as normas do concurso, executaram uma ária de ópera escrita até o final do século XVIII (1800) e outra de livre escolha - obrigatoriamente em línguas distintas. No dia seguinte, 22, foi a vez da semifinal, quando 12 candidatos selecionados no dia anterior pela banca mostraram duas áreas de livre escolha, sendo uma necessariamente de compositor brasileiro, composta ou não em português. Na final, 23, os oito melhores candidatos retornaram ao palco do Leopoldo Miguez para duas árias de livre escolha, que agora puderam ser em um mesmo idioma.

23 de maio de 2010

Prefeita sanciona o FIC de Natal - Vamos fazer valer agora.

DECRETO Nº. 9.076 DE 19 DE MAIO DE 2010.

Regulamenta o Fundo de Incentivo à Cultura – FIC, instituído pela Lei Nº. 4.838. 09 de julho de 1997 e dá outras providências.



A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso VI do art. 55 de Lei Orgânica do Município do Natal e de acordo com os artigos 16 e 17 da Lei Nº. 4.838 de 09 de julho de 1997,



DECRETA:



Art. 1º - O Fundo de Incentivo à Cultura – FIC, de natureza contábil e financeira, tem por objetivo promover a produção cultural da Cidade do Natal, exclusivamente através de bens culturais públicos, bem como viabilizar ações de interesse coletivo dos diversos segmentos da cultura.

Parágrafo Único – os bens culturais resultantes de projetos financiados pelo FIC não podem ser comercializados, nem mesmo estabelecer qualquer tipo de contraprestação do público.



Art. 2º - O Fundo de Incentivo à Cultura – FIC será gerenciado pelo Conselho Municipal de Cultura, a quem cabe decidir sobre sua aplicação, acompanhando e fiscalizando a execução de projetos aprovados pelo mesmo;

§ 1º - As decisões do Conselho Municipal de Cultura têm caráter deliberativo, com a atribuição de aprovar a aplicação dos recursos constitutivos do Fundo de Incentivo à Cultura – FIC.

§ 2º - As decisões relativas ao Fundo de Incentivo à Cultura - FIC, de conformidade com o parágrafo anterior, serão aprovadas através de resoluções do Conselho Municipal de Cultura.



Art. 3º - Anualmente, o Conselho Municipal de Cultura, definirá e publicará, através de edital, a destinação dos recursos do Fundo de Incentivo à Cultura – FIC com base na dotação estabelecida na Lei Orçamentária Anual (LOA) e no saldo do FIC do ano anterior.

§ 1º - O edital referido no caput será divulgado até 30 dias após a publicação da LOA.

§ 2º - Os recursos aplicados no ano anterior serão divulgados através de demonstrativos

enviados à Controladoria Geral do Município e publicado no Diário Oficial do Município até o

último dia útil do mês de fevereiro do ano corrente.



Art. 4º - Constituem receitas do Fundo de Incentivo à Cultura - FIC:

I. As provenientes das dotações orçamentárias;

II. Os valores captados por projetos aprovados no Programa Municipal de Incentivos Fiscais a

Projetos Culturais - Djalma Maranhão - inferiores ao percentual mínimo estipulado no art. 2º da

Lei Nº. 5323/2001, bem como multa decorrente da aplicação indevida de recursos do mesmo Programa.

Bem como as eventuais multas decorrentes.

III. Os recursos de cessão de galerias, teatros, auditórios, salas e outros espaços culturais próprios do Município, suas bilheterias, taxas, mensalidades, participação na venda de produtos em feiras, sorteios e leilões;

IV. Recursos oriundos de participação na venda de obras de arte, livros, publicações, periódicos, discos, filmes, vídeos, DVDs, trabalhos editados ou co-editados pela Prefeitura, através de um de seus órgãos:

V. Recursos de arrecadação direta de valores públicos originados na prestação de serviços pela FUNCARTE e de multas aplicadas em conseqüência de danos praticados a bens de valor artístico, histórico ou cultural;

VI. O rendimento proveniente da aplicação de seus recursos disponíveis, subvenções, imóveis, valores de relíquias e obras de acervos oriundos de espólio de qualquer cidadão ou família cujos descendentes legais inexistirem;

VII. Doações de entidades culturais ou não, inclusive de organismos internacionais.

Parágrafo Único – Não constituem receitas do Fundo de Incentivo à Cultura – FIC os recursos

revertidos a títulos de cachês e direitos autorais.



Art. 5º - Todas as receitas destinadas ao FIC serão obrigatoriamente depositadas em conta exclusiva em instituição financeira oficial de crédito da Prefeitura Municipal do Natal.

§ 1º - Os valores financeiros repassados aos projetos desenvolvidos através de recursos do FIC, serão igualmente movimentados através de contas exclusivas de instituição financeira oficial de crédito da Prefeitura Municipal do Natal.

§ 2º - A prestação de contas dos valores citados no inciso anterior deverá ser realizada até 60 (sessenta) dias após a conclusão dos projetos e seguir os preceitos legais aplicados à espécie.



Art. 6º - Constituem despesas do Fundo de Incentivo à Cultura - FIC:

I. Financiamento total ou parcial de projetos culturais aprovados pelo Conselho Municipal de

Cultura, através de Editais;

II. Execução de benfeitorias necessárias em imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico e Cultural do município em caráter urgente e inadiável;

III. Custeio de apoio logístico ao funcionamento do Conselho Municipal de Cultura que não deverá exceder a 10% da dotação anual do FIC, compreendido por pessoal para apoio administrativo, móveis e equipamentos e material de expediente.

IV. Prestação de serviços referentes a pareceres técnicos que fundamentarão as decisões do Conselho quando a Prefeitura não dispuser de técnico da área em questão, cujo montante não poderá exceder a 2% da dotação orçamentária anual.

§ 1º - Os projetos financiados pelo FIC devem ser iniciados no ano da aprovação e não excederá 12 (doze) meses de execução.

§ 2º - A proposição de projetos ao Fundo de Incentivo à Cultura é condicionada à inscrição no Cadastro Municipal de Entidades Culturais.

§ 3º - Aos projetos culturais de que trata o inciso I é vedada a proposição por membro do Conselho Municipal de Cultura ou de seus parentes diretos ou afins até segundo grau.

§ 4º - Os editais de que trata o inciso I deverão, obrigatoriamente, estabelecer critérios objetivos de seleção, execução, acompanhamento e fiscalização.

§ 5º - Os móveis e os equipamentos adquiridos com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura serão tombados como patrimônio da Fundação Cultural Capitania das Artes, conforme vinculação normatizada no Art. 2º da Lei 5.760/2006, e serão de usufruto do Conselho Municipal de Cultura.



Art. 7º - Compete ao Conselho Municipal de Cultura a gestão do Fundo de Incentivo à Cultura - FIC e especificamente;

I. Autorizar a realização de despesas;

II. Aprovar o plano anual de aplicação de recursos do Fundo de Incentivo à Cultura - FIC;

III. Aprovar quanto ao mérito e encaminhar ao Prefeito, até o último dia do ano fiscal vigente, relatório circunstanciado da utilização dos recursos do Fundo de Incentivo à Cultura - FIC;

IV. Elaborar e publicar, até 60 (sessenta) dias da publicação da Lei Orçamentária Anual, edital de seleção dos projetos a serem contemplados com recursos do FIC no ano corrente.



Art. 8º - Fica o Conselho Municipal de Cultura, no limite de suas competências, autorizado a baixar atos necessários à fiel execução deste Decreto, podendo contar com o auxílio dos demais órgãos da Administração Pública Direta e Indireta do Município.



Art. 9º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente o Decreto N.º 6.124 de 11 de dezembro de 1997.



Palácio Felipe Camarão, em Natal, 19 de maio de 2010.

Micarla de SousaPrefeita

Depende de nós!

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS

Ponto de partida

Perguntas norteadoras: O que é o projeto (o que se pretende fazer)? Por que foi pensado e proposto (importância do projeto)? Quem o desenvolverá (principais envolvidos e suas funções)? Como será realizado? Quando e onde? Quanto custará? Como será divulgado?
Tenha o cuidado de escrever no máximo 01 página para cada item, com texto sempre claro e objetivo.

ÍTENS DE UM PROJETO

Apresentação

Na apresentação é preciso descrever o objeto do projeto.
Atenção: O objeto é, em última instância, uma “ação ou atividade cultural” e, por isso, acontece em um lugar, em determinado período, é realizado por uma pessoa ou um grupo de pessoas, por determinadas razões, podendo estar associado a conceitos ou a movimentos artístico-culturais tradicionais ou contemporâneos.
Como fazer: A apresentação ou descrição é uma síntese do projeto. Comece com um histórico do projeto (da ação ou atividade a ser realizada), descreva como surgiu a idéia de realizá-lo, qual a sua importância, número de pessoas envolvidas, principais objetivos, a qual público se destina e, finalmente, em que período e local ocorrerá.

Justificativa

Na justificativa devem ser apresentadas as razões para a realização do projeto.

Atenção: Além de explicitar as razões pelas quais se tomou a iniciativa de realizar o projeto proposto, é preciso enfatizar quais circunstâncias favorecem a sua execução, o justificam e o diferenciam, e também quais suas contribuições para o desenvolvimento cultural do público ao qual se destina ou da localidade/região na qual se insere.
Como fazer: Este é o momento de convencimento da importância do projeto e da capacidade do proponente em realizá-lo. Cuidado para não se perder em detalhes que não estão diretamente vinculados ao projeto, dê ênfase aos seus principais atributos. Lembre-se que o projeto deve ser justificado culturalmente. Fale dos seus principais atributos tais como: sua criatividade, contemporaneidade, tradição, irreverência, popularidade, entre outros.

Objetivos

Os objetivos devem expor os resultados que se pretende atingir, os produtos finais a serem elaborados, benefícios da ação ou atividade cultural proposta, se possível a curto, médio e longo prazo.
Atenção: Um projeto pode ter mais de um objetivo, geralmente tem-se um objetivo geral e outros específicos (decomposição do geral), mencione todos, tendo o cuidado de formular objetivos específicos que contribuam para o alcance do objetivo geral e que, também, possibilitem verificação do cumprimento do projeto.
Como fazer: Faça um pequeno parágrafo com o objetivo geral e organize em tópicos os específicos. Os objetivos devem iniciar com um verbo, ser claros e sucintos.

Público alvo

Identifique, em tópicos, o(s) público(s) ao qual o projeto se destina, presumindo, sempre que possível, uma quantidade direta e indireta do público a ser atingido.
Atenção: As características do projeto ou mesmo a trajetória do proponente podem já ter ou indicar um determinado público, que já possua um envolvimento com a ação ou atividade cultural proposta ou, ao contrário, a desconheça ou não tenha acesso e possa dela se beneficiar de alguma forma.
Como fazer: Alguns aspectos podem auxiliar na definição do público: onde o projeto será desenvolvido, a linguagem a que se refere (artes visuais, dança, musica, teatro, etc), sua proposta (experimental, popular, massiva, erudita, etc), entre outros.
Se o proponente conhecer seu público pode ainda detalhar aspectos como faixa etária, área de atuação, condições de vida, etc.

Resultados previstos

Apresentar os resultados a serem atingidos pelo projeto, os benefícios produzidos a partir da sua realização.
Atenção: Os resultados devem ser mensuráveis e revelar o alcance dos objetivos específicos.
Se possível apresentar dados quantitativos, como: número de espetáculos ou mostras, público atingido, cidades abrangidas, etc.
Como fazer: Volte ao item “objetivos” e tente traduzi-lo em resultados práticos ou produtos, que possam ser vistos ou experimentados. Busque resultados para cada objetivo específico, analisando os que, de fato, são viáveis de se concretizarem.

Estratégia de Ação

A estratégia de ação, ou memorial descritivo, ou base operacional, explica como o projeto será realizado, detalhando suas etapas.
Atenção: A estratégia de ação irá demonstrar a proximidade que o proponente possui com a linguagem do projeto e com a produção cultural. Este item deve apresentar uma coerência com o orçamento e com o cronograma.
Como fazer: Para elaborar a estratégia de ação volte aos itens “objetivos” e “resultados previstos” e liste todas as atividades que serão necessárias para atingi-los. Ordene as ações por etapa de realização e preveja o tempo de duração de cada uma. Liste também os profissionais envolvidas em cada etapa.

Cronograma

O cronograma situa no tempo as ações ou procedimentos necessários para a realização do projeto. Deve ser apresentado em forma de tabela, por itens e não em texto.
Atenção: Algumas ações são comuns a vários projetos, como: reserva do local de realização do projeto, impressão das peças gráficas, divulgação, inscrições, ensaios, montagem, estréia, pagamento de serviços e profissionais, prestação de contas, entre outros.
Em algumas ocasiões os editais e mecanismos de financiamento indicam um período de execução, o que significa que não se pode propor um cronograma que o extrapole.
Como fazer: O cronograma é conseqüência da “estratégia de ação”. Desenhe uma tabela contendo as etapas do projeto e seu período de execução (semana, quinzena ou mês).
O cronograma geralmente está dividido em pré-produção, produção e pós-produção, que significam, respectivamente, o momento prévio da execução do projeto, a sua execução de fato e o momento posterior.

Orçamento
O orçamento deve indicar todos os recursos financeiros necessários à execução do projeto, com valores unitários e totais.

Atenção: A maioria dos editais possui uma cota limite de financiamento. Caso o projeto extrapole o valor determinado, deverá comprovar a existência de outras fontes de financiamento. Neste caso, divida os totais em valor solicitado ao edital e valor total do projeto.
Como fazer: O orçamento também deve ser apresentado em forma de tabela, por itens e não em texto. Sugere-se que o orçamento pelo menos indique: item, valor unitário, quantidade e valor total. O valor total do projeto é a multiplicação de todos os itens anteriores.
Remeta-se às ações indicadas no cronograma e veja quais gastos estão implícitos em cada uma delas. Geralmente os projetos prevêem recursos para: pessoal e serviços; infra-estrutura e montagem; material de consumo; material gráfico; custos administrativos; comunicação e divulgação; impostos e taxas.

Plano de contrapartida
Deve indicar, com precisão, ações e atividades culturais a serem realizadas pelo proponente e demais envolvidos no projeto a título de contrapartida social.

Atenção: As ações e/ou atividades culturais indicadas devem estar articuladas com o projeto proposto e com as diretrizes da política cultural da instância a qual o projeto solicita financiamento.

Toda ação ou atividade cultural incide em um contexto econômico, social e político. Por esta razão, o proponente deverá pensar em como atuar neste contexto, tendo como princípio o compromisso cidadão.

Como fazer: Considere o público alvo indicado e proponha ações ou atividades que estimulem a participação do mesmo no projeto proposto ou que complementem ou potencializem os seus resultados.

Outras informações e Anexos

Fique atento a outras informações e anexos que podem ser solicitados.

Plano de Comunicação: indicar em quais veículos de comunicação o projeto será divulgado. Em outras palavras, o plano irá apresentar a publicidade, marketing e assessoria de imprensa do projeto. É possível formular um plano de comunicação alternativo, mais barato e eficiente se o proponente conhecer o seu público.

Plano de Cotas: quando o proponente estiver adaptando o seu projeto para a captação de recursos, deverá indicar cotas de patrocínio para que a empresa possa escolher. As cotas são níveis hierárquicos de parcerias: patrocínio, co-patrocínio, apoio, promoção, colaboração, etc. Para cada cota determine um custo e uma divulgação da marca diferenciados.

Ficha técnica: número de profissionais envolvidos, com respectivas funções.

Currículo: resumido do proponente e dos principais envolvidos no projeto, com ênfase na área cultural. É interessante ressaltar a experiência do proponente em temas relacionados aos editais, quando for o caso.

Carta de anuência: comprovando a participação dos profissionais envolvidos indicados na ficha técnica.

Material gráfico: folders, matérias de jornal, dvd’s, entre outros materiais que indiquem outros projetos do proponente.

EXERCÍCIO

Se junte a um grupo de pessoas que tenham experiência ou interesse na mesma área cultural que você – música, teatro, dança, artes visuais, literatura ou cultura popular. O grupo deve escolher um “projeto” para elaborar (pode ser um “projeto” que já exista ou o grupo pode criar um novo). Veja as possibilidades de atuação do seu projeto na tabela a seguir.

Sugestões
• Defina, em conjunto com seu grupo, quem será o artista (vai criar o projeto), o produtor (vai elaborar a parte conceitual), o administrador (vai elaborar o orçamento) e o responsável pela comunicação (vai pensar nas melhores formas de divulgar o projeto).
• Trabalhe a partir de uma idéia simples, de preferência em uma única área cultural, com um único produto – isso facilitará o entendimento do processo de elaboração.

ITENS DE UM PROJETO

Apresentação
• O que é o projeto?
• Qual sua missão?
• Quando e onde será realizado?
• Quem são os principais envolvidos e quais suas funções?
• Qual o público-alvo?

Justificativa
Em que contexto se insere?
Qual sua importância/oportunidade neste contexto?
Por que foi pensado e proposto?
Qual seu histórico?
Qual a experiência do proponente?
Qual o diferencial do projeto?
Já foram desenvolvidas outras ações para este público pelo proponente?

Objetivos
Que impacto se pretende causar com este projeto?
Que ações se pretende realizar para alcançar este impacto?

Público alvo
Onde vive?
Qual escolaridade?
Qual idade?
Qual gênero e classe social?
Qual sua relação com o projeto?
Qual estimativa da quantidade de público?

Resultados previstos
Quais serão as metas para cada um dos objetivos?
Quais são os benefícios culturais, sociais e econômicos?

Estratégia de ação
Qual a programação do projeto?
Como ele será realizado? Existem etapas distintas? Quais?
Quem são os responsáveis por cada etapa?

Cronograma
Quais ações culturais do projeto?
Como elas se dividem nas etapas?
Qual o período de cada etapa?

Orçamento
Qual o custo de cada etapa do cronograma?
Quais são as fontes previstas?
Quanto será solicitado a cada fonte?
Qual o valor total do projeto?

Plano de contrapartida
Quais são as contrapartidas?
Como serão realizadas?
Quando e onde?

Fundação Cultural da Bahia.

15 de maio de 2010

Viva o Bardallos

IBGE mostra que menos de 10% das cidades têm secretaria exclusiva de cultura IBGE -

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta (13) a Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009.

A pesquisa traz dados sobre a Administração Municipal, Habitação, Esporte, Cultura, Segurança, Transporte, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Saúde e Políticas de Gênero. A primeira pesquisa foi realizada em 1999.

O questionário foi respondido por 5.565 prefeituras. O estudo constatou, por exemplo, a pouca atenção dada à cultura pelos municípios brasileiros.

Em 2009, apenas 9,4% dos municípios tinham secretaria exclusiva de cultura, e 1,9% tinha órgão da administração indireta para essa área. Em educação, menos de 50% das cidades possuem órgão exclusivo para a área.

Outro dado preocupante é referente à segurança pública: em 275 municípios os Guardas Municipais recebem menos que um salário mínimo.

A pesquisa também constatou que 95,1% dos municípios dispunham de equipes profissionais voltadas para a saúde da família. No entanto, 33,8% dos titulares dos órgãos gestores municipais de Saúde ainda não tinham curso superior completo.