A briga na procissão da via-sacra
22/04/2011
por Leonardo Boff
Sexta-feira Santa é dia de seriedade pela morte de Jesus na cruz. Sábado Santo, antigamente chamado de Sabado de Aleluia, é dia de alegria antecipando o clarão da Ressurreição no Domingo de Páscoa. Neste espírito – para rir mesmo – publico esse cordel que me foi dado por um pastor envangélico do Sul da Bahia, cujo nome esqueci. Ele o sabia de cor e me fez rir a mais não poder. O autor do cordel é Chico Pedrosa. Bom proveito lb
Quando Palmeiras das Antas
Pertencia ao Capitão
Justino Bento da Cruz
Não faltava diversão,
Vaquejada, cantoria,
Procissão e romaria:
Sexta-Feira da Paixão.
Na quinta-feira maior,
Dona Maria das Dores
No salão paroquial
Reunia os moradores
E após uma preleção
Ao lado do Capitão
Escalava a seleção
De atrizes e de atores.
O papel de cada um
O Capitão escolhia.
A roupa e a maquiagem
Eram com Dona Maria.
E o resto era disccutido,
Aprovado e resolvido
Na sala da sacristia.
Todo ano era um Jesus,
Um Caifás e um Pilatos.
Só não mudava a Cruz
E o verdugo e os maus tratos.
O Cristo daquele ano
Foi o Quincas Beija Flor,
Caifás foi Cipriano
E Pilatos, Nicanor.
Duas cordas paralelas
Separavam a multidão,
Pra que pudesse entre eles
Caminhar a procissão.
O Cristo carregando a cruz,
Foi não foi, advertia
O centurão perverso
Que com força lhe batia.
Era pra bater maneiro
Mas ele não entendia
Devido ao grande pifão
Que tomou naquele dia
Do vinho que o capelão
Guardava na sacristia.
E o Cristo dizia:
“Oh, rapaz vê se bate devagar”.
“Já to todo encalombado,
Assim não vou agüentar,
Ta com gota pra doer.
Ou tu pára de bater
Ou a gente vai brigar.
Jogo já esta cruz fora,
To ficando revoltado,
Vou morrer antes da hora
De morrer crucificado”?
Mas o pior que o malvado
Fingia que não ouvia,
Alem de bater com força
Ainda se divertia.
Espiava pra Jesus
Carregando aquela cruz,
Fazia pouco e dizia:
“Que Cristo frouxo é você
Que chora na procissão”?
E Jesus, pelo que se sabe,
Não era mole assim não.
“Eu to é com pena,
Tu vai ver o que é bom
É na subida da ladeira
Da venda de Fenelon
Que o couro vai ser dobrado
Até chegar no mercado
A cuíca muda o tom”.
Neste momento ouviu-se
Um grito na multidão.
Era Quincas que com raiva
Sacudiu a cruz no chão
E partiu feito maluco
Pra cima do Bastião.
Se travaram no tabefe
Pontapé e cabeçada.
Madalena levou pancada,
Deram um bofete em Caifás
Que até hoje não faz
Nem sente gosto de nada.
Desmancharam a procissão
O cacete foi pesado.
São Tomé levou um tranco
Que ficou desacordado.
Acertaram um cocorote
Na careca do Timote
Que até hoje está aluado.
Até mesmo São José
Que não é de confusão,
Na ânsia de defender
O filho de criação,
Aproveitou a guararapa
Pra dar um monte de tapa
Na cara do bom ladrão.
A briga só terminou
Quando o doutor
Delegado
Interveio e separou:
Cada um pro seu lado!
Desde que o mundo se fez
Foi esta a primeira vez
Que o Cristo foi pro xadrez
Mas não foi crucificado.
22/04/2011
por Leonardo Boff
Sexta-feira Santa é dia de seriedade pela morte de Jesus na cruz. Sábado Santo, antigamente chamado de Sabado de Aleluia, é dia de alegria antecipando o clarão da Ressurreição no Domingo de Páscoa. Neste espírito – para rir mesmo – publico esse cordel que me foi dado por um pastor envangélico do Sul da Bahia, cujo nome esqueci. Ele o sabia de cor e me fez rir a mais não poder. O autor do cordel é Chico Pedrosa. Bom proveito lb
Quando Palmeiras das Antas
Pertencia ao Capitão
Justino Bento da Cruz
Não faltava diversão,
Vaquejada, cantoria,
Procissão e romaria:
Sexta-Feira da Paixão.
Na quinta-feira maior,
Dona Maria das Dores
No salão paroquial
Reunia os moradores
E após uma preleção
Ao lado do Capitão
Escalava a seleção
De atrizes e de atores.
O papel de cada um
O Capitão escolhia.
A roupa e a maquiagem
Eram com Dona Maria.
E o resto era disccutido,
Aprovado e resolvido
Na sala da sacristia.
Todo ano era um Jesus,
Um Caifás e um Pilatos.
Só não mudava a Cruz
E o verdugo e os maus tratos.
O Cristo daquele ano
Foi o Quincas Beija Flor,
Caifás foi Cipriano
E Pilatos, Nicanor.
Duas cordas paralelas
Separavam a multidão,
Pra que pudesse entre eles
Caminhar a procissão.
O Cristo carregando a cruz,
Foi não foi, advertia
O centurão perverso
Que com força lhe batia.
Era pra bater maneiro
Mas ele não entendia
Devido ao grande pifão
Que tomou naquele dia
Do vinho que o capelão
Guardava na sacristia.
E o Cristo dizia:
“Oh, rapaz vê se bate devagar”.
“Já to todo encalombado,
Assim não vou agüentar,
Ta com gota pra doer.
Ou tu pára de bater
Ou a gente vai brigar.
Jogo já esta cruz fora,
To ficando revoltado,
Vou morrer antes da hora
De morrer crucificado”?
Mas o pior que o malvado
Fingia que não ouvia,
Alem de bater com força
Ainda se divertia.
Espiava pra Jesus
Carregando aquela cruz,
Fazia pouco e dizia:
“Que Cristo frouxo é você
Que chora na procissão”?
E Jesus, pelo que se sabe,
Não era mole assim não.
“Eu to é com pena,
Tu vai ver o que é bom
É na subida da ladeira
Da venda de Fenelon
Que o couro vai ser dobrado
Até chegar no mercado
A cuíca muda o tom”.
Neste momento ouviu-se
Um grito na multidão.
Era Quincas que com raiva
Sacudiu a cruz no chão
E partiu feito maluco
Pra cima do Bastião.
Se travaram no tabefe
Pontapé e cabeçada.
Madalena levou pancada,
Deram um bofete em Caifás
Que até hoje não faz
Nem sente gosto de nada.
Desmancharam a procissão
O cacete foi pesado.
São Tomé levou um tranco
Que ficou desacordado.
Acertaram um cocorote
Na careca do Timote
Que até hoje está aluado.
Até mesmo São José
Que não é de confusão,
Na ânsia de defender
O filho de criação,
Aproveitou a guararapa
Pra dar um monte de tapa
Na cara do bom ladrão.
A briga só terminou
Quando o doutor
Delegado
Interveio e separou:
Cada um pro seu lado!
Desde que o mundo se fez
Foi esta a primeira vez
Que o Cristo foi pro xadrez
Mas não foi crucificado.
22 de abril de 2011
12 de abril de 2011
Se a vida lhe der limão
Se a vida lhe der limão
Azedinho uma morrinha
Você faz uma limonada
Uma coisa arretadinha
Mas melhor pode fazê-lo
Com cachaça, açúcar e gelo
Bem melhor: caipirinha
ALLAN SALES
Azedinho uma morrinha
Você faz uma limonada
Uma coisa arretadinha
Mas melhor pode fazê-lo
Com cachaça, açúcar e gelo
Bem melhor: caipirinha
ALLAN SALES
9 de abril de 2011
No lançamento da Frente Parlamentar de Cultura, Fátima cita Câmara Cascudo
No lançamento da Frente Parlamentar de Cultura, Fátima cita Câmara Cascudo
Brasília, 6 de abril de 2011
Na sua fala, hoje de manhã (6/4), durante o relançamento da Frente Parlamentar de Cultura, a presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputada Fátima Bezerra, reafirmou o papel da cultura para a melhoria da educação. “Não vamos ter uma educação republicana, inclusiva e democrática, se não trabalharmos em parceria com a cultura. Venho aqui reafirmar o papel da Comissão de Educação e Cultura, em parceria com esta Frente parlamentar, para trabalhamos na consolidação e aprovação dos projetos relativos à agenda cultural que tramitam nesta Casa. Queremos que esses projetos cheguem ao plenário”, afirmou.
A deputada Fátima Bezerra citou o folclorista potiguar Câmara Cascudo. “Ele, quando dizia que o melhor do Brasil era o brasileiro, certamente estava se referindo à identidade, diversidade e riqueza cultural do nosso país”, enfatizou.
O lançamento da Frente Parlamentar de Cultura contou com a participação de vários artistas, como as cantoras Rita Ribeiro, Margareth Menezes e Sandra de Sá; do cantor Betinho de Paula e outros representantes das artes brasileiras. A ministra de Cultura, Ana de Holanda, presente ao evento, falou sobre os projetos do ministério e pediu o apoio dos parlamentares para os projetos de interesse da cultura que tramitam no Congresso Nacional. O lançamento foi prestigiado por deputados e senadores.
Fonte: www.fatimabezerra.com.br
Brasília, 6 de abril de 2011
Na sua fala, hoje de manhã (6/4), durante o relançamento da Frente Parlamentar de Cultura, a presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputada Fátima Bezerra, reafirmou o papel da cultura para a melhoria da educação. “Não vamos ter uma educação republicana, inclusiva e democrática, se não trabalharmos em parceria com a cultura. Venho aqui reafirmar o papel da Comissão de Educação e Cultura, em parceria com esta Frente parlamentar, para trabalhamos na consolidação e aprovação dos projetos relativos à agenda cultural que tramitam nesta Casa. Queremos que esses projetos cheguem ao plenário”, afirmou.
A deputada Fátima Bezerra citou o folclorista potiguar Câmara Cascudo. “Ele, quando dizia que o melhor do Brasil era o brasileiro, certamente estava se referindo à identidade, diversidade e riqueza cultural do nosso país”, enfatizou.
O lançamento da Frente Parlamentar de Cultura contou com a participação de vários artistas, como as cantoras Rita Ribeiro, Margareth Menezes e Sandra de Sá; do cantor Betinho de Paula e outros representantes das artes brasileiras. A ministra de Cultura, Ana de Holanda, presente ao evento, falou sobre os projetos do ministério e pediu o apoio dos parlamentares para os projetos de interesse da cultura que tramitam no Congresso Nacional. O lançamento foi prestigiado por deputados e senadores.
Fonte: www.fatimabezerra.com.br
8 de abril de 2011
Ana de Hollanda pede aprovação dos programas vale-cultura e Procultura
Ana de Hollanda pede aprovação dos programas vale-cultura e Procultura
Ao participar do relançamento da Frente Mista da Cultura, na Câmara, a ministra Ana de Hollanda disse ontem que o Congresso e o Executivo devem ser parceiros para fazer avançar propostas que valorizem a cultura e tenham como foco o cidadão. Ela apontou como propostas prioritárias para o setor o vale-cultura (PL 5798/09), que depende de inclusão na pauta do Plenário, e o Programa Nacional de Fomento à Cultura - Procultura (PL 6722/10), que substitui a Lei Rouanet (8.313/91) e está em discussão na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
“O vale-cultura é importantíssimo neste momento, porque vai garantir ao trabalhador R$ 50 que ele poderá usar para ir ao teatro, comprar um livro. Há outras medidas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150/03, que destina 2% do Orçamento da União para a cultura. Há projetos na área do circo, do cinema e outros”, destacou a ministra.
Ana de Hollanda afirmou ainda que a proposta de revisão da Lei de Direitos Autorais (9.610/90) será novamente colocada em discussão pelo Executivo, porque alguns aspectos foram considerados vagos, como o tratamento dado à internet. No ano passado, o anteprojeto passou por consulta pública no Ministério da Cultura por quase três meses e recebeu mais de oito mil sugestões.
Desafios - Para a presidente da frente parlamentar, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), um dos principais desafios do grupo, que já tem a adesão de mais de 300 deputados e senadores, é acelerar a pauta e fazer a mediação do Parlamento com a sociedade e com os diversos governos. “Precisamos que essa pauta ganhe relevância, não apenas em torno dos projetos que já estão aqui, mas também de grandes questões que a sociedade precisa debater”, avaliou.
A deputada criticou o fato de a Cultura ter sempre o menor orçamento e ser a primeira pasta atingida pelos cortes. “Além disso, não é uma prioridade para o conjunto de gestões dos estados e dos municípios”, lamentou. Neste ano, a frente terá coordenadores estaduais e do DF para colaborar com o levantamento de demandas e na mobilização dos atores culturais locais, e também para auxiliar o conselho executivo na condução de propostas a serem apreciadas pelo grupo. O conselho foi composto suprapartidariamente.
Demandas - O deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), um dos vice-presidentes da Frente Parlamentar da Cultura, defendeu prioridade para dois itens: a mão-de-obra e o acesso aos bens culturais. “Quando se quer colocar a cultura num contexto econômico, não se pode esquecer da classe trabalhadora. Também é importante facilitar e democratizar o acesso aos bens culturais para a maior parte da população”, argumentou.
Presidente da Comissão de Educação e Cultura, a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) destacou que a área, “durante muito tempo relegada a segundo plano pelos governos”, tem ganhado espaço nos últimos anos. Segundo ela, a comissão será parceira da frente no sentido de assegurar mais avanços para o setor. “É obrigação da comissão acompanhar os projetos de cultura em toda sua tramitação para que eles não se percam nas gavetas do Congresso. Mas é importante lembrar que a questão do dinheiro também é vital para o setor”, disse.
Rachel Librelon - Jornal da Câmara
Ao participar do relançamento da Frente Mista da Cultura, na Câmara, a ministra Ana de Hollanda disse ontem que o Congresso e o Executivo devem ser parceiros para fazer avançar propostas que valorizem a cultura e tenham como foco o cidadão. Ela apontou como propostas prioritárias para o setor o vale-cultura (PL 5798/09), que depende de inclusão na pauta do Plenário, e o Programa Nacional de Fomento à Cultura - Procultura (PL 6722/10), que substitui a Lei Rouanet (8.313/91) e está em discussão na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
“O vale-cultura é importantíssimo neste momento, porque vai garantir ao trabalhador R$ 50 que ele poderá usar para ir ao teatro, comprar um livro. Há outras medidas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150/03, que destina 2% do Orçamento da União para a cultura. Há projetos na área do circo, do cinema e outros”, destacou a ministra.
Ana de Hollanda afirmou ainda que a proposta de revisão da Lei de Direitos Autorais (9.610/90) será novamente colocada em discussão pelo Executivo, porque alguns aspectos foram considerados vagos, como o tratamento dado à internet. No ano passado, o anteprojeto passou por consulta pública no Ministério da Cultura por quase três meses e recebeu mais de oito mil sugestões.
Desafios - Para a presidente da frente parlamentar, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), um dos principais desafios do grupo, que já tem a adesão de mais de 300 deputados e senadores, é acelerar a pauta e fazer a mediação do Parlamento com a sociedade e com os diversos governos. “Precisamos que essa pauta ganhe relevância, não apenas em torno dos projetos que já estão aqui, mas também de grandes questões que a sociedade precisa debater”, avaliou.
A deputada criticou o fato de a Cultura ter sempre o menor orçamento e ser a primeira pasta atingida pelos cortes. “Além disso, não é uma prioridade para o conjunto de gestões dos estados e dos municípios”, lamentou. Neste ano, a frente terá coordenadores estaduais e do DF para colaborar com o levantamento de demandas e na mobilização dos atores culturais locais, e também para auxiliar o conselho executivo na condução de propostas a serem apreciadas pelo grupo. O conselho foi composto suprapartidariamente.
Demandas - O deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), um dos vice-presidentes da Frente Parlamentar da Cultura, defendeu prioridade para dois itens: a mão-de-obra e o acesso aos bens culturais. “Quando se quer colocar a cultura num contexto econômico, não se pode esquecer da classe trabalhadora. Também é importante facilitar e democratizar o acesso aos bens culturais para a maior parte da população”, argumentou.
Presidente da Comissão de Educação e Cultura, a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) destacou que a área, “durante muito tempo relegada a segundo plano pelos governos”, tem ganhado espaço nos últimos anos. Segundo ela, a comissão será parceira da frente no sentido de assegurar mais avanços para o setor. “É obrigação da comissão acompanhar os projetos de cultura em toda sua tramitação para que eles não se percam nas gavetas do Congresso. Mas é importante lembrar que a questão do dinheiro também é vital para o setor”, disse.
Rachel Librelon - Jornal da Câmara
2 de abril de 2011
Encontros Rumo à Cidadania Cultural
Encontros Rumo à Cidadania Cultural
MinC faz série de oito reuniões regionais sobre os programas Cultura Viva e Brasil Plural
O Ministério da Cultura (MinC) começa, na quinta-feira, 7 de abril, uma série de oito encontros regionais com diversos segmentos sociais, como artistas, produtores, gestores, coletivos e grupos do setor cultural, universidades e participantes dos programas Cultura Viva e Brasil Plural.
Batizadas de Encontros Rumo à Cidadania Cultural, as reuniões têm como objetivo discutir os caminhos para as políticas públicas no campo da cidadania e da diversidade cultural, além de apresentar as propostas da nova Secretaria da pasta, resultado da fusão das secretarias de Cidadania Cultural (SCC) e Identidade e Diversidade (SID).
As discussões também se propõem a ampliar o diálogo com fóruns e dirigentes de cultura de estados e municípios de todo o país, a fim de fortalecer as parcerias existentes, repactuar estratégias e abrir novos caminhos.
Para a secretária Marta Porto, “os encontros representam um primeiro momento de apresentação das diretrizes pensadas para a nova Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural, sendo ainda um espaço de afirmação do diálogo da nova gestão com a sociedade”, ressaltou.
O calendário foi definido em conjunto com os chefes das representações regionais do MinC.
Calendário dos encontros
Os encontros começam em Belo Horizonte (MG) no dia 7 de abril. No dia 12, será a vez de Salvador (BA). São Paulo (SP) será a terceira capital a receber o Encontros Rumo à Cidadania Cultural.
A região sul encerra o mês de abril com dois encontros: Florianópolis (SC) no dia 19 e Porto Alegre (RS) no dia 20 de abril.
Em maio, os encontros começam pelo norte do Brasil, chegando a Belém (PA) no dia 10.
Recife (PE) terá a chance de dialogar com a nova SCDC/MinC no dia 17 de maio. O último encontro acontecerá em Goiânia (GO), dia 24, fechando a agenda nacional na região Centro-Oeste.
Informações sobre locais e horários dos Encontros Rumo à Cidadania Cultural estarão disponíveis nos próximos dias na página do MinC: www.cultura.gov.br/.
Abril 2011
Dia 7: Belo Horizonte, MG
Dia 12: Salvador, Bahia
Dia 14: São Paulo, SP
Dia 19: Florianópolis, SC
Dia 20: Porto Alegre, RS
Maio 2011
Dia 10: Belém, PA
Dia 17: Recife, PE ( Para todo o NE)
Dia 24: Goiânia, GO
MinC faz série de oito reuniões regionais sobre os programas Cultura Viva e Brasil Plural
O Ministério da Cultura (MinC) começa, na quinta-feira, 7 de abril, uma série de oito encontros regionais com diversos segmentos sociais, como artistas, produtores, gestores, coletivos e grupos do setor cultural, universidades e participantes dos programas Cultura Viva e Brasil Plural.
Batizadas de Encontros Rumo à Cidadania Cultural, as reuniões têm como objetivo discutir os caminhos para as políticas públicas no campo da cidadania e da diversidade cultural, além de apresentar as propostas da nova Secretaria da pasta, resultado da fusão das secretarias de Cidadania Cultural (SCC) e Identidade e Diversidade (SID).
As discussões também se propõem a ampliar o diálogo com fóruns e dirigentes de cultura de estados e municípios de todo o país, a fim de fortalecer as parcerias existentes, repactuar estratégias e abrir novos caminhos.
Para a secretária Marta Porto, “os encontros representam um primeiro momento de apresentação das diretrizes pensadas para a nova Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural, sendo ainda um espaço de afirmação do diálogo da nova gestão com a sociedade”, ressaltou.
O calendário foi definido em conjunto com os chefes das representações regionais do MinC.
Calendário dos encontros
Os encontros começam em Belo Horizonte (MG) no dia 7 de abril. No dia 12, será a vez de Salvador (BA). São Paulo (SP) será a terceira capital a receber o Encontros Rumo à Cidadania Cultural.
A região sul encerra o mês de abril com dois encontros: Florianópolis (SC) no dia 19 e Porto Alegre (RS) no dia 20 de abril.
Em maio, os encontros começam pelo norte do Brasil, chegando a Belém (PA) no dia 10.
Recife (PE) terá a chance de dialogar com a nova SCDC/MinC no dia 17 de maio. O último encontro acontecerá em Goiânia (GO), dia 24, fechando a agenda nacional na região Centro-Oeste.
Informações sobre locais e horários dos Encontros Rumo à Cidadania Cultural estarão disponíveis nos próximos dias na página do MinC: www.cultura.gov.br/.
Abril 2011
Dia 7: Belo Horizonte, MG
Dia 12: Salvador, Bahia
Dia 14: São Paulo, SP
Dia 19: Florianópolis, SC
Dia 20: Porto Alegre, RS
Maio 2011
Dia 10: Belém, PA
Dia 17: Recife, PE ( Para todo o NE)
Dia 24: Goiânia, GO
29 de março de 2011
MinC começa a saldar dívidas
CORREIO BRAZILIENSE - DF | DIVERSÃO E ARTE
28/03/2011
MinC começa a saldar dívidas
Pontos de CULTURA estão entre as prioridades do ministério. Vitor Ortiz afirma que não há estresse entre a POLÍTICA CULTURAL de Lula e a de Dilma
Tiago Pariz
Leonardo Santos
Sem conseguir se livrar de polêmicas neste início de governo, o MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC) deixou a defensiva. A ordem é rever convênios e acelerar o processo para quitar dívidas e compromissos assumidos na época em que a pasta era comandada por Juca Ferreira. O secretário-executivo da CULTURA, Vitor Ortiz, insiste que a decisão demonstra que a ministra ANA DE HOLLANDA representa a continuidade e não o rompimento. Segundo ele, as críticas que se acumularam em menos de três meses de trabalho são frutos de ansiedades desnecessárias.
"Estamos afirmando que daremos continuidade a todas essas políticas, inclusive vamos cumprir compromissos que não foram honrados", afirmou o secretário-executivo em entrevista ao Correio. Segundo ele, o MINC vai retomar editais abertos no PROGRAMA Procultura que tiveram prazos postergados. "E colocar em dia o PROGRAMA CULTURA Viva, além das demais pendências que foram assumidas", emendou Ortiz. A pasta pretende quitar neste mês pagamentos de convênios aprovados, mas pendentes. Tem chamado esse movimento de "processo de regularização" do CULTURA Viva. Além disso, diz estar quitando dívidas com os pontos de CULTURA com estados e prefeituras. Estão sendo destinados a São Paulo, por exemplo, RS $ 3 milhões. A dívida deixada pela gestão anterior será saldada, segundo a pasta, até novembro.
O secretário-executivo afirmou que os desembolsos só saem para convênios regulares. Ele evitou detalhar qual tipo de reavaliação será feita nos compromissos assumidos pela pasta. "Pode haver a exigência de reavaliação de algum PROGRAMA, PROJETO ou convênio. Isso é natural, caso o convênio tenha algum tipo de questionamento", afirmou.
Discriminação
Antes mesmo de completar três meses à frente do cargo, ANA DE HOLLANDA acumula polêmicas. A última dela foi a permissão, graças à LEI ROUANET, dada a Maria Bethânia de captar R$ 1,3 milhão junto à iniciativa privada (por meio de renúncia fiscal, dinheiro que iria aos cofres públicos) para criar um blog. O ministério esquivou-se da polêmica dizendo que o PROJETO foi aprovado pela Comissão Nacional de INCENTIVO à CULTURA (Cnic). E disse que a decisão foi descentralizada - numa tentativa de tirar o foco da ministra - por um grupo de artistas, empresários e outros representantes da sociedade civil. "Esta aprovação, que seguiu estritamente a legislação, não garante, apenas autoriza a captação de recursos junto à sociedade. Os critérios da Cnic são técnicos e jurídicos; assim, rejeitar um proponente pelo fato de ser famoso, ou não, configuraria óbvia e insustentável discriminação", afirmou a pasta em nota.
Sobre a questão dos DIREITOS AUTORAIS, Ortiz limitou-se a dizer que a briga começou porque a classe musical é mais organizada que o resto das atividades artísticas do país. "O que houve foi uma precipitação de insegurança e de ansiedade e isso existe dos dois lados, principalmente dos que temem perder direitos, como compositores, autores e outros artistas, que vivem de DIREITO AUTORAL. A reformulação da lei está relacionada com a mudança de tecnologia, como internet", afirmou. O secretário-executivo disse ser favorável a uma mudança no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e à diminuição do repasse para os artistas para baratear o acesso a conteúdo na internet. "Entendemos que existe um debate sobre a questão do acesso que precisa ser melhor esclarecido no âmbito de uma nova lei de DIREITOS AUTORAIS para que se possa consensuar as partes. O ideal é buscar a flexibilização dos DIREITOS AUTORAIS para ampliar o acesso a conteúdos criativos na internet", afirmou Ortiz.
28/03/2011
MinC começa a saldar dívidas
Pontos de CULTURA estão entre as prioridades do ministério. Vitor Ortiz afirma que não há estresse entre a POLÍTICA CULTURAL de Lula e a de Dilma
Tiago Pariz
Leonardo Santos
Sem conseguir se livrar de polêmicas neste início de governo, o MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC) deixou a defensiva. A ordem é rever convênios e acelerar o processo para quitar dívidas e compromissos assumidos na época em que a pasta era comandada por Juca Ferreira. O secretário-executivo da CULTURA, Vitor Ortiz, insiste que a decisão demonstra que a ministra ANA DE HOLLANDA representa a continuidade e não o rompimento. Segundo ele, as críticas que se acumularam em menos de três meses de trabalho são frutos de ansiedades desnecessárias.
"Estamos afirmando que daremos continuidade a todas essas políticas, inclusive vamos cumprir compromissos que não foram honrados", afirmou o secretário-executivo em entrevista ao Correio. Segundo ele, o MINC vai retomar editais abertos no PROGRAMA Procultura que tiveram prazos postergados. "E colocar em dia o PROGRAMA CULTURA Viva, além das demais pendências que foram assumidas", emendou Ortiz. A pasta pretende quitar neste mês pagamentos de convênios aprovados, mas pendentes. Tem chamado esse movimento de "processo de regularização" do CULTURA Viva. Além disso, diz estar quitando dívidas com os pontos de CULTURA com estados e prefeituras. Estão sendo destinados a São Paulo, por exemplo, RS $ 3 milhões. A dívida deixada pela gestão anterior será saldada, segundo a pasta, até novembro.
O secretário-executivo afirmou que os desembolsos só saem para convênios regulares. Ele evitou detalhar qual tipo de reavaliação será feita nos compromissos assumidos pela pasta. "Pode haver a exigência de reavaliação de algum PROGRAMA, PROJETO ou convênio. Isso é natural, caso o convênio tenha algum tipo de questionamento", afirmou.
Discriminação
Antes mesmo de completar três meses à frente do cargo, ANA DE HOLLANDA acumula polêmicas. A última dela foi a permissão, graças à LEI ROUANET, dada a Maria Bethânia de captar R$ 1,3 milhão junto à iniciativa privada (por meio de renúncia fiscal, dinheiro que iria aos cofres públicos) para criar um blog. O ministério esquivou-se da polêmica dizendo que o PROJETO foi aprovado pela Comissão Nacional de INCENTIVO à CULTURA (Cnic). E disse que a decisão foi descentralizada - numa tentativa de tirar o foco da ministra - por um grupo de artistas, empresários e outros representantes da sociedade civil. "Esta aprovação, que seguiu estritamente a legislação, não garante, apenas autoriza a captação de recursos junto à sociedade. Os critérios da Cnic são técnicos e jurídicos; assim, rejeitar um proponente pelo fato de ser famoso, ou não, configuraria óbvia e insustentável discriminação", afirmou a pasta em nota.
Sobre a questão dos DIREITOS AUTORAIS, Ortiz limitou-se a dizer que a briga começou porque a classe musical é mais organizada que o resto das atividades artísticas do país. "O que houve foi uma precipitação de insegurança e de ansiedade e isso existe dos dois lados, principalmente dos que temem perder direitos, como compositores, autores e outros artistas, que vivem de DIREITO AUTORAL. A reformulação da lei está relacionada com a mudança de tecnologia, como internet", afirmou. O secretário-executivo disse ser favorável a uma mudança no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e à diminuição do repasse para os artistas para baratear o acesso a conteúdo na internet. "Entendemos que existe um debate sobre a questão do acesso que precisa ser melhor esclarecido no âmbito de uma nova lei de DIREITOS AUTORAIS para que se possa consensuar as partes. O ideal é buscar a flexibilização dos DIREITOS AUTORAIS para ampliar o acesso a conteúdos criativos na internet", afirmou Ortiz.
Prova de fogo
CORREIO BRAZILIENSE - DF
28/03/2011
Prova de fogo
Em meio a ataques em diversas frentes, ANA DE HOLLANDA se esforça para tocar uma agenda positiva no MINC
Nahima Maciel
A ministra ANA DE HOLLANDA completou 90 dias de MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC) num cenário de crise e polêmicas pautadas por questões como DIREITOS AUTORAIS, convites seguidos de demissões, ataques por conta da LEI ROUANET e uma mudança nos rumos da POLÍTICA CULTURAL. Se Dilma Rousseff representa a continuidade de Lula, Ana está longe de manter a linha da gestão passada. Ainda que a turma do ex-presidente no MINC estivesse em sintonia com as ideias de governo para a POLÍTICA CULTURAL, a irmã de Chico Buarque já acenou que não seguirá o mesmo caminho.
ANA DE HOLLANDA não fala sobre casos específicos. Só responde sobre DIREITOS AUTORAIS quando pressionada em aparições durante eventos públicos e concorda em conceder entrevistas somente sobre temas que não estejam na pauta das polêmicas. O fato é que as opiniões sobre os primeiros três meses de governo ficaram polarizadas em grupos contra ou a favor. Para Antonio Grassi, presidente da FUNARTE, que teria sido um dos articuladores da indicação do nome de Ana para a CULTURA, as polêmicas não são nada diferentes do que aconteceu no início da gestão de Gilberto Gil, em 2002.
Grassi participou da concepção da POLÍTICA CULTURAL inserida no PROGRAMA das primeiras eleições de Lula e lembra de como a própria indicação de Gil foi alvo de polêmica. "Mas agora sinto que o processo está muito radicalizado, não sei se porque foi um processo eleitoral muito radicalizado ou se foi a própria mudança no MINC, onde havia movimentos para permanência do antigo ministro (Juca Ferreira). Acho importante que a pasta consiga ter uma visão acima dessas discussões, que consiga ter tranquilidade de maneira a não estar se misturando a essas discussões", defende. "Não existe crise, existe um clima de polêmica."
ANA DE HOLLANDA já recebeu chamada do Palácio do Planalto para se livrar da "agenda negativa". Também foi acusada de "autista" por Emir Sader, que foi convidado para assumir a FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA, mas foi desconvidado em seguida ao comentário. Para piorar, Ana soltou algumas declarações infelizes que acirraram as discussões, como as afirmativas de que não iria ler o anteprojeto da Lei de DIREITO AUTORAL, retirado da Casa Civil porque isso seria função dos técnicos e de que não gostava da LEI ROUANET. na internet", afirmou Ortiz.
28/03/2011
Prova de fogo
Em meio a ataques em diversas frentes, ANA DE HOLLANDA se esforça para tocar uma agenda positiva no MINC
Nahima Maciel
A ministra ANA DE HOLLANDA completou 90 dias de MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC) num cenário de crise e polêmicas pautadas por questões como DIREITOS AUTORAIS, convites seguidos de demissões, ataques por conta da LEI ROUANET e uma mudança nos rumos da POLÍTICA CULTURAL. Se Dilma Rousseff representa a continuidade de Lula, Ana está longe de manter a linha da gestão passada. Ainda que a turma do ex-presidente no MINC estivesse em sintonia com as ideias de governo para a POLÍTICA CULTURAL, a irmã de Chico Buarque já acenou que não seguirá o mesmo caminho.
ANA DE HOLLANDA não fala sobre casos específicos. Só responde sobre DIREITOS AUTORAIS quando pressionada em aparições durante eventos públicos e concorda em conceder entrevistas somente sobre temas que não estejam na pauta das polêmicas. O fato é que as opiniões sobre os primeiros três meses de governo ficaram polarizadas em grupos contra ou a favor. Para Antonio Grassi, presidente da FUNARTE, que teria sido um dos articuladores da indicação do nome de Ana para a CULTURA, as polêmicas não são nada diferentes do que aconteceu no início da gestão de Gilberto Gil, em 2002.
Grassi participou da concepção da POLÍTICA CULTURAL inserida no PROGRAMA das primeiras eleições de Lula e lembra de como a própria indicação de Gil foi alvo de polêmica. "Mas agora sinto que o processo está muito radicalizado, não sei se porque foi um processo eleitoral muito radicalizado ou se foi a própria mudança no MINC, onde havia movimentos para permanência do antigo ministro (Juca Ferreira). Acho importante que a pasta consiga ter uma visão acima dessas discussões, que consiga ter tranquilidade de maneira a não estar se misturando a essas discussões", defende. "Não existe crise, existe um clima de polêmica."
ANA DE HOLLANDA já recebeu chamada do Palácio do Planalto para se livrar da "agenda negativa". Também foi acusada de "autista" por Emir Sader, que foi convidado para assumir a FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA, mas foi desconvidado em seguida ao comentário. Para piorar, Ana soltou algumas declarações infelizes que acirraram as discussões, como as afirmativas de que não iria ler o anteprojeto da Lei de DIREITO AUTORAL, retirado da Casa Civil porque isso seria função dos técnicos e de que não gostava da LEI ROUANET. na internet", afirmou Ortiz.
Mudanças na Lei Rouanet beneficiariam o circo, diz coordenador da Funarte
Mudanças na Lei Rouanet beneficiariam o circo, diz coordenador da Funarte
Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Brasília – Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirmação é do responsável pela Coordenação de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e reforça as atuais críticas feitas à lei de estímulo à produção artística criada em 1991.
Procurado pela Agência Brasil para comentar, por telefone, algumas das críticas e reivindicações feitas por artistas e representantes da classe circense, Teixeira defendeu que as mudanças na lei propostas pelo Ministério da Cultura, ao qual a Funarte é vinculada, mudaria a “lógica perversa” pela qual as empresas que decidem investir em cultura em troca de isenção de impostos priorizam os espetáculos ou iniciativas aprovadas pelo Ministério da Cultura que lhes dê maior retorno publicitário.
“O circo vive exclusivamente de sua bilheteria. Raramente ele consegue algum patrocínio e ele não se utiliza da Lei Rouanet. É necessário vender o almoço para comprar o jantar. Se não há espetáculo, não há dinheiro sequer para deixar uma cidade e seguir viagem”, declarou Teixeira, garantindo que a Funarte tem aumentado ano a ano os recursos destinados à produção, fortalecimento, capacitação e valorização das atividades circenses.
Teixeira mencionou, por exemplo, o auxílio aos circos que, em 2008, foram prejudicados pelas fortes chuvas que alagaram o estado de Santa Catarina. E as oficinas que desde 2009 já capacitaram mais de 350 profissionais de todo o país. Realizadas em uma capital de cada uma das cinco regiões brasileiras, as oficinas já abordaram aspectos como elaboração de projetos, planejamento estratégico, legislação, segurança, direção cênica, expressão corporal, figurino e iluminação.
Além disso, Teixeira garante que, desde 2007, a Funarte já distribuiu, por meio de editais públicos, mais de 150 lonas novas a circos de todo o país. E, para ele, os valores disponibilizados por meio de editais não são pequenos. Citando como exemplo o Prêmio Carequinha, um dos mais importantes do segmento, cada contemplado na categoria de circo itinerante de pequeno porte, com capacidade de até 600 pessoas, recebe R$ 25 mil. O médio, até mil lugares, R$ 40 mil. Mesmo valor entregue ao beneficiado na categoria grande porte, com capacidade para receber mais de mil pessoas.
“Isso é um estímulo, uma ajuda para que o circo possa comprar sua lona. Não significa que temos que pagar por ela. Precisamos levar em consideração quem nós de fato vamos beneficiar, pois a realidade é que a maioria dos circos brasileiros é de pequeno e médio porte”.
Quanto às críticas de que falta uma política nacional para o setor, Teixeira concorda em partes. Diz que as atividades de estímulo à cargo da Funarte beneficiam grupos de todo o país, mas reconheceu que não há leis federais que estabeleçam, por exemplo, a obrigatoriedade da realização de editais anuais ou que tratem da questão da aposentadoria. “Não há, por exemplo, uma lei que garanta a aplicação de recursos. Nem que trate da questão da aposentadoria, que é um problema sério. Mas isso extrapola o universo circense. Isso atinge as manifestações artísticas em geral”.
O coordenador também garantiu que embora caiba às prefeituras oferecer condições atraentes para os circos, a Funarte tem uma campanha nacional para sensibilizar os prefeitos para que eles resguardem terrenos adequados onde um circo possa se instalar. “Mostramos que o circo é uma atividade cultural. Muitos prefeitos acham que o circo chega a sua cidade para levar o dinheiro embora. Nosso papel é demonstrar que o circo é uma atividade cultural que traz benefícios à população, que tem o direito de recebê-la”.
Edição: Rivadavia Severo
Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Brasília – Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirmação é do responsável pela Coordenação de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e reforça as atuais críticas feitas à lei de estímulo à produção artística criada em 1991.
Procurado pela Agência Brasil para comentar, por telefone, algumas das críticas e reivindicações feitas por artistas e representantes da classe circense, Teixeira defendeu que as mudanças na lei propostas pelo Ministério da Cultura, ao qual a Funarte é vinculada, mudaria a “lógica perversa” pela qual as empresas que decidem investir em cultura em troca de isenção de impostos priorizam os espetáculos ou iniciativas aprovadas pelo Ministério da Cultura que lhes dê maior retorno publicitário.
“O circo vive exclusivamente de sua bilheteria. Raramente ele consegue algum patrocínio e ele não se utiliza da Lei Rouanet. É necessário vender o almoço para comprar o jantar. Se não há espetáculo, não há dinheiro sequer para deixar uma cidade e seguir viagem”, declarou Teixeira, garantindo que a Funarte tem aumentado ano a ano os recursos destinados à produção, fortalecimento, capacitação e valorização das atividades circenses.
Teixeira mencionou, por exemplo, o auxílio aos circos que, em 2008, foram prejudicados pelas fortes chuvas que alagaram o estado de Santa Catarina. E as oficinas que desde 2009 já capacitaram mais de 350 profissionais de todo o país. Realizadas em uma capital de cada uma das cinco regiões brasileiras, as oficinas já abordaram aspectos como elaboração de projetos, planejamento estratégico, legislação, segurança, direção cênica, expressão corporal, figurino e iluminação.
Além disso, Teixeira garante que, desde 2007, a Funarte já distribuiu, por meio de editais públicos, mais de 150 lonas novas a circos de todo o país. E, para ele, os valores disponibilizados por meio de editais não são pequenos. Citando como exemplo o Prêmio Carequinha, um dos mais importantes do segmento, cada contemplado na categoria de circo itinerante de pequeno porte, com capacidade de até 600 pessoas, recebe R$ 25 mil. O médio, até mil lugares, R$ 40 mil. Mesmo valor entregue ao beneficiado na categoria grande porte, com capacidade para receber mais de mil pessoas.
“Isso é um estímulo, uma ajuda para que o circo possa comprar sua lona. Não significa que temos que pagar por ela. Precisamos levar em consideração quem nós de fato vamos beneficiar, pois a realidade é que a maioria dos circos brasileiros é de pequeno e médio porte”.
Quanto às críticas de que falta uma política nacional para o setor, Teixeira concorda em partes. Diz que as atividades de estímulo à cargo da Funarte beneficiam grupos de todo o país, mas reconheceu que não há leis federais que estabeleçam, por exemplo, a obrigatoriedade da realização de editais anuais ou que tratem da questão da aposentadoria. “Não há, por exemplo, uma lei que garanta a aplicação de recursos. Nem que trate da questão da aposentadoria, que é um problema sério. Mas isso extrapola o universo circense. Isso atinge as manifestações artísticas em geral”.
O coordenador também garantiu que embora caiba às prefeituras oferecer condições atraentes para os circos, a Funarte tem uma campanha nacional para sensibilizar os prefeitos para que eles resguardem terrenos adequados onde um circo possa se instalar. “Mostramos que o circo é uma atividade cultural. Muitos prefeitos acham que o circo chega a sua cidade para levar o dinheiro embora. Nosso papel é demonstrar que o circo é uma atividade cultural que traz benefícios à população, que tem o direito de recebê-la”.
Edição: Rivadavia Severo
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