6 de maio de 2015

Coisa de Preto - Khrystal

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS


Ponto de partida

Perguntas norteadoras: O que é o projeto (o que se pretende fazer)? Por que foi pensado e proposto (importância do projeto)? Quem o desenvolverá (principais envolvidos e suas funções)? Como será realizado? Quando e onde? Quanto custará? Como será divulgado?
Tenha o cuidado de escrever no máximo 01 página para cada item, com texto sempre claro e objetivo.

ÍTENS DE UM PROJETO

Apresentação

Na apresentação é preciso descrever o objeto do projeto.
Atenção: O objeto é, em última instância, uma “ação ou atividade cultural” e, por isso, acontece em um lugar, em determinado período, é realizado por uma pessoa ou um grupo de pessoas, por determinadas razões, podendo estar associado a conceitos ou a movimentos artístico-culturais tradicionais ou contemporâneos.
Como fazer: A apresentação ou descrição é uma síntese do projeto. Comece com um histórico do projeto (da ação ou atividade a ser realizada), descreva como surgiu a idéia de realizá-lo, qual a sua importância, número de pessoas envolvidas, principais objetivos, a qual público se destina e, finalmente, em que período e local ocorrerá.

Justificativa

Na justificativa devem ser apresentadas as razões para a realização do projeto.

Atenção: Além de explicitar as razões pelas quais se tomou a iniciativa de realizar o projeto proposto, é preciso enfatizar quais circunstâncias favorecem a sua execução, o justificam e o diferenciam, e também quais suas contribuições para o desenvolvimento cultural do público ao qual se destina ou da localidade/região na qual se insere.
Como fazer: Este é o momento de convencimento da importância do projeto e da capacidade do proponente em realizá-lo. Cuidado para não se perder em detalhes que não estão diretamente vinculados ao projeto, dê ênfase aos seus principais atributos. Lembre-se que o projeto deve ser justificado culturalmente. Fale dos seus principais atributos tais como: sua criatividade, contemporaneidade, tradição, irreverência, popularidade, entre outros.

Objetivos

Os objetivos devem expor os resultados que se pretende atingir, os produtos finais a serem elaborados, benefícios da ação ou atividade cultural proposta, se possível a curto, médio e longo prazo.
Atenção: Um projeto pode ter mais de um objetivo, geralmente tem-se um objetivo geral e outros específicos (decomposição do geral), mencione todos, tendo o cuidado de formular objetivos específicos que contribuam para o alcance do objetivo geral e que, também, possibilitem verificação do cumprimento do projeto.
Como fazer: Faça um pequeno parágrafo com o objetivo geral e organize em tópicos os específicos. Os objetivos devem iniciar com um verbo, ser claros e sucintos.

Público alvo

Identifique, em tópicos, o(s) público(s) ao qual o projeto se destina, presumindo, sempre que possível, uma quantidade direta e indireta do público a ser atingido.
Atenção: As características do projeto ou mesmo a trajetória do proponente podem já ter ou indicar um determinado público, que já possua um envolvimento com a ação ou atividade cultural proposta ou, ao contrário, a desconheça ou não tenha acesso e possa dela se beneficiar de alguma forma.
Como fazer: Alguns aspectos podem auxiliar na definição do público: onde o projeto será desenvolvido, a linguagem a que se refere (artes visuais, dança, musica, teatro, etc), sua proposta (experimental, popular, massiva, erudita, etc), entre outros.
Se o proponente conhecer seu público pode ainda detalhar aspectos como faixa etária, área de atuação, condições de vida, etc.

Resultados previstos

Apresentar os resultados a serem atingidos pelo projeto, os benefícios produzidos a partir da sua realização.
Atenção: Os resultados devem ser mensuráveis e revelar o alcance dos objetivos específicos.
Se possível apresentar dados quantitativos, como: número de espetáculos ou mostras, público atingido, cidades abrangidas, etc.
Como fazer: Volte ao item “objetivos” e tente traduzi-lo em resultados práticos ou produtos, que possam ser vistos ou experimentados. Busque resultados para cada objetivo específico, analisando os que, de fato, são viáveis de se concretizarem.

Estratégia de Ação

A estratégia de ação, ou memorial descritivo, ou base operacional, explica como o projeto será realizado, detalhando suas etapas.
Atenção: A estratégia de ação irá demonstrar a proximidade que o proponente possui com a linguagem do projeto e com a produção cultural. Este item deve apresentar uma coerência com o orçamento e com o cronograma.
Como fazer: Para elaborar a estratégia de ação volte aos itens “objetivos” e “resultados previstos” e liste todas as atividades que serão necessárias para atingi-los. Ordene as ações por etapa de realização e preveja o tempo de duração de cada uma. Liste também os profissionais envolvidas em cada etapa.

Cronograma

O cronograma situa no tempo as ações ou procedimentos necessários para a realização do projeto. Deve ser apresentado em forma de tabela, por itens e não em texto.
Atenção: Algumas ações são comuns a vários projetos, como: reserva do local de realização do projeto, impressão das peças gráficas, divulgação, inscrições, ensaios, montagem, estréia, pagamento de serviços e profissionais, prestação de contas, entre outros.
Em algumas ocasiões os editais e mecanismos de financiamento indicam um período de execução, o que significa que não se pode propor um cronograma que o extrapole.
Como fazer: O cronograma é conseqüência da “estratégia de ação”. Desenhe uma tabela contendo as etapas do projeto e seu período de execução (semana, quinzena ou mês).
O cronograma geralmente está dividido em pré-produção, produção e pós-produção, que significam, respectivamente, o momento prévio da execução do projeto, a sua execução de fato e o momento posterior.

Orçamento
O orçamento deve indicar todos os recursos financeiros necessários à execução do projeto, com valores unitários e totais.

Atenção: A maioria dos editais possui uma cota limite de financiamento. Caso o projeto extrapole o valor determinado, deverá comprovar a existência de outras fontes de financiamento. Neste caso, divida os totais em valor solicitado ao edital e valor total do projeto.
Como fazer: O orçamento também deve ser apresentado em forma de tabela, por itens e não em texto. Sugere-se que o orçamento pelo menos indique: item, valor unitário, quantidade e valor total. O valor total do projeto é a multiplicação de todos os itens anteriores.
Remeta-se às ações indicadas no cronograma e veja quais gastos estão implícitos em cada uma delas. Geralmente os projetos prevêem recursos para: pessoal e serviços; infra-estrutura e montagem; material de consumo; material gráfico; custos administrativos; comunicação e divulgação; impostos e taxas.

Plano de contrapartida
Deve indicar, com precisão, ações e atividades culturais a serem realizadas pelo proponente e demais envolvidos no projeto a título de contrapartida social.

Atenção: As ações e/ou atividades culturais indicadas devem estar articuladas com o projeto proposto e com as diretrizes da política cultural da instância a qual o projeto solicita financiamento.

Toda ação ou atividade cultural incide em um contexto econômico, social e político. Por esta razão, o proponente deverá pensar em como atuar neste contexto, tendo como princípio o compromisso cidadão.

Como fazer: Considere o público alvo indicado e proponha ações ou atividades que estimulem a participação do mesmo no projeto proposto ou que complementem ou potencializem os seus resultados.

Outras informações e Anexos

Fique atento a outras informações e anexos que podem ser solicitados.

Plano de Comunicação: indicar em quais veículos de comunicação o projeto será divulgado. Em outras palavras, o plano irá apresentar a publicidade, marketing e assessoria de imprensa do projeto. É possível formular um plano de comunicação alternativo, mais barato e eficiente se o proponente conhecer o seu público.

Plano de Cotas: quando o proponente estiver adaptando o seu projeto para a captação de recursos, deverá indicar cotas de patrocínio para que a empresa possa escolher. As cotas são níveis hierárquicos de parcerias: patrocínio, co-patrocínio, apoio, promoção, colaboração, etc. Para cada cota determine um custo e uma divulgação da marca diferenciados.

Ficha técnica: número de profissionais envolvidos, com respectivas funções.

Currículo: resumido do proponente e dos principais envolvidos no projeto, com ênfase na área cultural. É interessante ressaltar a experiência do proponente em temas relacionados aos editais, quando for o caso.

Carta de anuência: comprovando a participação dos profissionais envolvidos indicados na ficha técnica.

Material gráfico: folders, matérias de jornal, dvd’s, entre outros materiais que indiquem outros projetos do proponente.

EXERCÍCIO

Se junte a um grupo de pessoas que tenham experiência ou interesse na mesma área cultural que você – música, teatro, dança, artes visuais, literatura ou cultura popular. O grupo deve escolher um “projeto” para elaborar (pode ser um “projeto” que já exista ou o grupo pode criar um novo). Veja as possibilidades de atuação do seu projeto na tabela a seguir.

Sugestões
• Defina, em conjunto com seu grupo, quem será o artista (vai criar o projeto), o produtor (vai elaborar a parte conceitual), o administrador (vai elaborar o orçamento) e o responsável pela comunicação (vai pensar nas melhores formas de divulgar o projeto).
• Trabalhe a partir de uma idéia simples, de preferência em uma única área cultural, com um único produto – isso facilitará o entendimento do processo de elaboração.

ITENS DE UM PROJETO

Apresentação
• O que é o projeto?
• Qual sua missão?
• Quando e onde será realizado?
• Quem são os principais envolvidos e quais suas funções?
• Qual o público-alvo?

Justificativa
Em que contexto se insere?
Qual sua importância/oportunidade neste contexto?
Por que foi pensado e proposto?
Qual seu histórico?
Qual a experiência do proponente?
Qual o diferencial do projeto?
Já foram desenvolvidas outras ações para este público pelo proponente?

Objetivos
Que impacto se pretende causar com este projeto?
Que ações se pretende realizar para alcançar este impacto?

Público alvo
Onde vive?
Qual escolaridade?
Qual idade?
Qual gênero e classe social?
Qual sua relação com o projeto?
Qual estimativa da quantidade de público?

Resultados previstos
Quais serão as metas para cada um dos objetivos?
Quais são os benefícios culturais, sociais e econômicos?

Estratégia de ação
Qual a programação do projeto?
Como ele será realizado? Existem etapas distintas? Quais?
Quem são os responsáveis por cada etapa?

Cronograma
Quais ações culturais do projeto?
Como elas se dividem nas etapas?
Qual o período de cada etapa?

Orçamento
Qual o custo de cada etapa do cronograma?
Quais são as fontes previstas?
Quanto será solicitado a cada fonte?
Qual o valor total do projeto?

Plano de contrapartida
Quais são as contrapartidas?
Como serão realizadas?
Quando e onde?

Fundação Cultural da Bahia.

ONDE A CORUJA DORME BEZERRA DA SILVA / INTEIRO SEM CORTES

16 de abril de 2015

Fátima irá lançar a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca.

Na próxima quinta-feira (23), às 8h30, no restaurante do anexo IV, da Câmara dos Deputados, será lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca.  A frente será coordenada pela Senadora Fátima Bezerra (PT-RN) e pelo deputado José Stédile (PSB-RS).

Entre as prioridades da Frente, que teve a adesão de mais de 200 parlamentares, estão acompanhar a política governamental; os projetos e programas direcionados à preservação, promoção e incentivo da produção literária, de natureza material e imaterial; além de  promover e fomentar mecanismos de incentivo à prática da leitura; discutir o papel estratégico da biblioteca no acesso à leitura e no processo de desenvolvimento do cidadão; e defender a aprovação de medidas legislativas de interesse das populações, direta ou indiretamente ligadas à área de leitura e à produção de obras literárias.

O relançamento da Frente contará com a participação do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e de representantes de toda cadeia produtiva do livro, da leitura e da biblioteca do país.  

Além de trabalhar pela aprovação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em fase de elaboração pelo governo federal, a Frente se debruçará nas seguintes proposições legislativas:

PLS 28/2015, que institui a Política Nacional de Biblioteca;
PLS 49/2015, de autoria da senadora Fátima Bezerra, que trata da Lei do Preço Fixo do livro no Brasil;  
PL 1321/2011, que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura (FNPL);
PEC 150/2003, que trata da destinação de recursos à cultura, e
PL 4534 /12, que atualiza a definição do livro e altera a lista de equiparados a livro. ( Livro Digital)
                                                   

24 de fevereiro de 2015

83 Anos do voto feminino. O RN foi pioneiro

Hoje (24), serão comemorados os 83 anos de conquista do voto feminino no Brasil. A data traz em sua história uma série de lutas envidadas por mulheres e homens para garantir esse direito às mulheres, desde o século XVIII, quando na Revolução Francesa o Marques de Condorcet, em atitude considerada surreal para a época, ocupou a Assembleia Nacional, no ano de 1790, e criticou os políticos que impediam as mulheres de participarem do voto universal.
Esse passo pioneiro foi suficiente para que se alastrasse por toda a Europa a bandeira do voto universal feminino. Na Inglaterra, a luta tomou ares de movimento sufragista depois da publicação de textos de John Stuart Mill. O grande economista inglês escreveu o livro The Subjection of Women (1869) no qual revelava que a subjugação legal das mulheres é uma discriminação, devendo ser substituída pela igualdade total de direitos. A partir daí a campanha pelo voto feminino ultrapassou os limites territoriais europeus, e em pouco mais de duas décadas (1893), a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o sufrágio feminino.
No Brasil, o movimento tomou corpo através da ativista e bióloga Bertha Maria Julia Lutz (1894-1976). Em viagens pela Europa, onde estudou, e Estados Unidos ela acompanhou a luta dos movimentos feministas. Mulher corajosa e determinada, ela criou e participou de movimentos como a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher e foi representante do Brasil na Liga das Mulheres Eleitoras. Com o advento da Revolução de 1930 e dez anos depois da criação por Bertha Lutz da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, instituída por Berta Lutz, o movimento sufragista conseguiu a grande vitória em 1932.
O voto feminino foi garantido através do Decreto nº 21.076, de 24/02/1932, assinado pelo, então, presidente Getúlio Vargas, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Pioneirismo no Rio Grande do Norte
Em 1926, quando a Constituição brasileira foi revisada, os legisladores não incluíram uma disposição consagrando, explicitamente, a igualdade de direitos para ambos os sexos. Tal falha gerou protestos do então senador Juvenal Lamartine, um candidato ao Governo que defendia a inclusão dos direitos e deveres cívicos para homens e mulheres. Neste sentido, foi feita a seguinte emenda no Artigo 77, das Disposições Gerais:
No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por esta lei.
No dia 25 de outubro de 1927, passou a vigorar a Lei Estadual nº 660, com a emenda Regular o Serviço Eleitoral do Estado, que estabelecia a não distinção de sexo para o exercício do sufrágio e, tampouco, como condição básica de elegibilidade. Assim, em 25 de novembro de 1927, Celina Guimarães Viana deu entrada em uma petição, mediante a qual requeria sua inclusão na lista de eleitores. Ao receber do juiz um parecer rápido e favorável, fez um apelo ao presidente do Senado Federal para que todas as mulheres tivessem o mesmo direito. Em seu telegrama, lia-se:
Peço nome mulher brasileira seja aprovado projeto institui voto feminino amparando seus direitos políticos reconhecidos Constituição Federal – Saudações Celina Guimarães Viana – Professora Escola Normal Mossoró.
Pioneiras
É importante lembrar que Celina Guimarães Viana, natural de Mossoró, não foi a primeira mulher a requerer inclusão no alistamento eleitoral. Em verdade, tal pioneirismo coube à professora Júlia Alves Barbosa, nascida em Natal, em 24 de novembro de 1927. Entretanto, na época, dada à sua condição de solteira, o juiz da 1ª vara da Capital retardou o deferimento do pleito de Júlia, e este só saiu publicado, no Diário Oficial do Estado, no dia 1º de dezembro do mesmo ano. Por outro lado, o despacho de Celina foi rapidamente aprovado, pelo fato de ser casada com um advogado e professor. Logo, por ser esposa de alguém importante, Celina se tornou a primeira eleitora não apenas do Rio Grande do Norte e do Brasil, porém, de toda a América Latina. E Júlia Alves Barbosa ficou sendo a segunda eleitora. Seja como for, pode-se observar como o movimento sufragista potiguar era atuante, na época.
Com a promulgação da Lei Estadual n. 660, explicitando os direitos políticos e civis das mulheres e, em particular, o direito ao voto, Celina passou a conscientizar as mulheres acerca da importância de se votar; e, somente na década seguinte, aquela Lei foi ampliada para os demais Estados da Federação. Em pouco tempo, a notícia corria o mundo, sendo aclamada em vários jornais feministas. Para poder votar, é importante frisar, as mulheres precisavam ter mais de 21 anos, não ser analfabetas, ter uma profissão que garantisse renda, não viver de mendicância, e tampouco ser religiosas com voto de obediência.
Júlia Alves Barbosa Cavalcanti nasceu em 1898, em Natal/RN. Era uma líder nata, educadora e catedrática da Escola Normal de Natal, pioneira em movimentos pela emancipação da mulher, e engajada em lutas contra os preconceitos. Diplomada professora, ela foi a primeira mulher a ensinar matemática na Escola Normal do Estado, tendo entrado por meio de concurso.
Júlia poderia ter sido a primeira eleitora do Brasil, pois requereu seu alistamento eleitoral no dia 22 de novembro de 1927, pouco menos de um mês depois de sancionada a Lei Estadual de nº 660, que consolidou a vitória dos direitos políticos da mulher norte-rio-grandense. Porém, a taça do pioneirismo ficou com Celina Guimarães Viana, nascida na cidade de Mossoró/RN, que, na época, por ser casada e contar com o apoio do marido - um advogado e professor - teve seu requerimento despachado com rapidez e publicado no Diário Oficial do Estado, antes que o de Júlia.
Cabe registrar que, em seus 45 anos de vida, Júlia Alves Barbosa Cavalcanti quebrou barreiras e enfrentou preconceitos, tendo sido uma das fundadoras da Associação de Eleitoras Norte-rio-grandenses, entidade que teve um papel pioneiro no Estado, no tocante à conscientização da mulher como cidadã.
A importância de Júlia Alves Barbosa Cavalcanti se traduz no seu pioneirismo de ter sido a primeira vereadora a ter assento na Câmara Municipal de Natal no mandato que se iniciou em 1928, sendo a primeira mulher vereadora da América Latina.Pioneirismo reconhecido e divulgado na Cartilha: Presença Feminina na Câmara Municipal de Natal – 2012.
Júlia foi casada com o professor e poeta Francisco Ivo Cavalcanti. Ela faleceu em Natal, em 1943.
Pesquisa: Udymar Pessoa
Fonte:
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VAINSENCHER, Semira Adler. Júlia Alves Barbosa. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: 24 de fevereiro de 2014.
CARDOSO, Udymar Pessoa Dantas,Câmara Municipal de Natal: 400 anos de trabalho, 400 anos de História – 2012.
De lá pra cá muitas foram os avanços que permitiram a mulher maior liberdade para lutar por causas sociais, e com isso conquistar mais espaço no cenário político nacional, proporcionando que hoje existam mulheres em praticamente todos os cargos eletivos. Números publicados pelo Instituto Patrícia Galvão em 2012 revelam que na Câmara dos Deputados, existem 44 deputadas. No Senado Federal, dos 81 cargos eletivos 13 são ocupados por mulheres; nas prefeituras as mulheres são menos de 10% das prefeitas e, nas Câmaras de Vereadores, as políticas são menos de 12% dos vereadores.
Cabe a nós, mulheres do século XXI, então, mudarmos esses números e percentuais no poder público, mas com a condição de uma representação que venha junto aos anseios de todas e modifique, com nosso apoio, a realidade que ainda subjuga as mulheres - com salários ainda inferiores aos dos homens e a violência em todas as suas formas -, e priorize políticas públicas de saúde, educação e moradia.
Enfim, cabe a cada uma de nós, refletir e lutar unidas para mudar nossa realidade.
Pesquisa: Udymar Pessoa
Fontes:
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VAINSENCHER, Semira Adler. Júlia Alves Barbosa. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: 24 de fevereiro de 2014.

9 de fevereiro de 2015

Banda do siri - 27 anos de folia na Redinha




Fundada em 05 de Dezembro de 1988, (este ano completando 27 anos) a Banda do siri se tornou o ponto alto do carnaval da praia da Redinha, um dos melhores carnavais de Natal, sua proposta consiste em levar o autentico carnaval do frevo a veranistas e moradores durante as tardes e noites dos quatro dias do reinado de momo, sem cordas e cordões, resgatando a liberdade e a irreverência do nosso povo com sua orquestra de metais este ano comandada pelo maestro Paulo Henrique com 50 músicos, seus bonecos gigantes e estandartes coloridos contagiando milhares de foliões pelas ruas becos e vielas da Praia da Redinha, onde se tornou a maior atração do carnaval. “Somos talvez o único bloco carnavalesco do estado que sai os quatro dias de folia de momo. É muito trabalhoso, porém gratificante pela alegria estampada nos rostos das pessoas por onde a nossa banda passa” comentou Fábio Henrique, Diretor e um dos fundadores da banda do siri, ao lado de João Alfredo (em memória) e Helio Rocha, que também continua dirigindo a banda com toda força e alegria

PERIODO: 14, 15, 16 e 17 de Fevereiro de 2015 (Todos os dias de carnaval)

Hora : 17h

Local – Início Praça do Cruzeiro

Final – Largo João Alfredo – Redinha Velha

Patrocinadores: Prefeitura do Natal, Pitú, Sesc/Fecomercio e Água Mineral Santa Maria

Contatos:

Fábio Henrique Lima de Almeida - 9982 9796
Hélio Rocha - 96199223

ESTIMATIVA DE PUBLICO:
20.000 PESSOAS (5.000 a cada dia).

7 de maio de 2014

A VIOLÊNCIA, O QUE PODE EXPLICAR ?

A VIOLÊNCIA, O QUE PODE EXPLICAR ?

Mesmo com a ascensão social de milhões de brasileiros nos últimos 12 anos, ainda resta outro tanto. São séculos de exclusão socioeconômica dos pobres do benefício da ciência, das tecnologias, da educação, da civilização. Penso que essa variável faz parte da explicação desse relevante fato social.

Outra dimensão desse problema está relacionada ao estímulo do consumo, a valorização dos símbolos materiais como conferidores de status social: consumir e ostentar tornou-se expressão de sucesso, de vitória pessoal.
Como uma parte não dispõe dos meios necessários a esse tipo de conquista, aí transgridem as normas, as leis para conseguí-la.

Acrescente-se, também, a profunda instabilidade emocional das pessoas, no mundo moderno, diante das rápidas mudanças dos valores que orientavam, das perdas de referências de determinadas instituições, como a família, a escola, a religião.

Além da extrema valorização do sucesso. Hoje, a ninguém é dado o direito de ter uma vida simples, de viver modestamente, essa condição de vida caracteriza o fracasso.

E mais, a instabilidade emocional, conduz a droga, lícita ou ilícita.

O capitalismo é uma estrutura político-econômica cruel. Os Estados Unidos da América é a sociedade capitalista exemplo desse modo de produção, no entanto, é a que tem a maior população carcerária do mundo. Será porque lá se prende ou por que se pratica o crime ?

Amigo, na gênese do capitalismo está a violência. A extração da Mais Valia se faz pela violência, sendo ela um roubo...

Geraldo Margela - Professor da UFRN