20 de dezembro de 2010

Diz o novo testamento

Mote: Diz o novo testamento

Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento

Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento

Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem

Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento

Zé Limeira - O poeta do absurdo

19 de dezembro de 2010

Allan Sales em Literatura de Cordel e Xilogravura


Allan Sales em Literatura de Cordel e Xilogravura.
Allan Sales,músico, poeta cordelista e compositor, lança no dia 21 de janeiro de 2011,sexta feira, a partir das 17h, na Cachaçaria Matulão, no Mercado da Boa Vista sua coletânea de 15 folhetos de cordel, agora ilustrados com xilogravuras de sua autoria. As xilogravuras são fruto de seu aprendizado numa oficina ministrada em outubro deste ano pelo poeta cordelista e xilogravurista Marcelo Soares.
Autor de mais de 500 cordéis versando sobre os mais variados temas, sempre os ilustrou com recursos de programas de computador que processam imagens. Agora agregando à obra uma expressão gráfica que foi incorporada ao folheto de cordel como solução de ilustração que os cordelistas ancestrais encontraram no desenvolvimento da arte do cordel no Nordeste Brasileiro.
Por ocasião do lançamento os cordéis estarão à venda, haverá também um recital poético musical eclético do autor acompanhado do seu grupo musical Inclusão Social, estando o microfone aberto aos que desejarem apresentar sua poesia ou música aos presentes ao evento.

18 de dezembro de 2010

A PENA

A PENA

Eu queria apenas uma pena
Leve para esse poema,
Pelo crime de sedução

Praticado sobre você!
Foi apenas paixão sem querer,
Eu sei! Na lesão do coração

Ainda se procura descobrir
Os versos escritos para esculpir
Um só momento de ilusão!

Gilberto Costa

14 de dezembro de 2010

D`elineando

Deputada comemora tombamento do centro de Natal e da Festa de Sant’Ana pelo IPHAN

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) destacou na tribuna da Câmara dos Deputados o tombamento pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na semana passada, o centro histórico de Natal e da Festa de Sant’Ana, em Caicó. “Tombar o centro histórico da cidade de Natal é preservar a nossa memória, é preservar a história da cidade. Ali está a origem da cidade. Na verdade, andar por aquelas ruas, como diz o arquiteto Haroldo Maranhão, é como ouvir a história da cidade.”

Agora, a expectativa da deputada Fátima é que prefeitura de Natal apresente projetos para restaurar prédios em degradação no centro da cidade. “Espero que a prefeitura recupere o tempo perdido e apresente bons projetos para que possamos, de fato, preservar aquela área. Há vários imóveis no centro histórico de Natal em estágio inclusive de degradação. Foi lançado o Pacto pelas Cidades, exatamente um motivo para a prefeitura tomar a iniciativa de apresentar bons projetos para que possamos, com o tombamento, recuperar esses prédios e preservar a história.”

O tombamento da Festa de Sant’Ana também foi motivo de comemoração no discurso da deputada Fátima. “E o outro tombamento foi o da Festa de SantAna, que é seguramente uma das mais tradicionais festas do Seridó potiguar, rica em manifestações culturais, com destaque para o artesanato sertanejo, os famosos bordados de Caicó e de Timbaúba. Quem já não ouviu falar dos bordados de Caicó, de Timbaúba, do Seridó? É rica, também, na gastronomia, nas comidas típicas. Durante a Festa de SantAna acontece a chamada feirinha, é um momento de muita alegria, de celebração.”, destacou.

“Os seridoenses, os caicoenses estão em festa, porque essa medida do IPHAN de tombar a Festa de Sant’Ana é uma medida muito, muito importante, por tudo que representa, pelo simbolismo que tem a tradicional Festa de Sant’Ana lá no semiárido potiguar, na querida cidade de Caicó.”, acrescentou.

--
Assessoria de Imprensa
Dep. Federal Fátima Bezerra - PT/RN

10 de dezembro de 2010

Centro histórico de Natal ganha título de patrimônio cultural do Brasil


Centro histórico de Natal ganha título de patrimônio cultural do Brasil


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou hoje proposta de tombamento do Centro Histórico de Natal apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. O Conselho que está reunido hoje e amanhã (10) no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro tem oito candidaturas na pauta de discussão. Grande parte da história social, econômica, política e urbana de Natal, no Rio Grande do Norte, pode ser contada por seu centro histórico que mescla uma malha urbana colonial com um conjunto arquitetônico de todas as épocas, mas em que o século XX deixou a sua maior marca. Apesar das intervenções contemporâneas incorporadas ao longo dos anos, a área que deu início à cidade ainda conserva conjuntos de edifícios e bairros com suficiente representatividade histórica, justificando o de sua preservação como patrimônio cultural brasileiro.


O parecer elaborado pelo Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização – Depam/Iphan ressalta que já existe uma tendência entre urbanistas de que é na heterogeneidade fragmentária, ou seja, no conjunto entre os monumentos antigos e o traço moderno, que se pode ter, no tecido urbano, um sentido de passado. Desta forma, a necessidade e a justificativa para o tombamento não se restringe apenas a um aspecto estático do patrimônio cultural, mas a um conjunto de fatores que incluem o sentimento de pertencimento da sociedade em relação a seus bens culturais. É com base nessas considerações que o Iphan propõe o tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade de Natal, englobando a Cidade Alta e parte do Bairro da Ribeira. O Depam reforça ainda a importância histórica e paisagística do rio Potengi para a cidade e o fato de que ele ainda representa importante papel no transporte de mercadorias e pessoas.

A origem da cidade de Natal

Implantada para defesa das incursões francesas na América do Sul, promovidas para a conquista do território no extremo norte do continente, durante a união das coroas de Portugal e Espanha, no século XVI, a cidade teve origem militar-estratégica a partir da construção do Forte dos Reis Magos, em 1599, na foz do rio Potengi, e uma pequena ocupação próxima, em área inundável. Neste local ficou definida a edificação da primeira igreja, em uma elevação há aproximados 10 km do forte, onde hoje está erguida a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação. A cidade formada no alto dessa elevação, paralela ao rio, teve como marco zero o largo em frente à igreja.

A Cidade Alta concentrava o poder religioso, administrativo e o uso residencial, numa ocupação marcada pelos vazios dos largos e quintais. Na parte baixa, uma ocupação de chácaras se estendia ao longo do caminho para o Forte. Até quase meados do século XVIII, um braço do rio Potengi representou um obstáculo na ligação da cidade alta com a baixa. As duas áreas foram ligadas em 1732, com a construção de uma ponte de 132 metros. A parte baixa, o bairro da Ribeira, historicamente serviu ao comércio e ao trânsito de pessoas para a capital. A Ribeira por varias ocasiões representou o local de cultura e lazer da cidade.

Analisando os dois bairros, o poder religioso permanece representado na Cidade Alta, que ainda mantém uma ocupação mais arejada, com espaços abertos das praças, ruas, pátios e quintais. Em contraponto, o bairro da Ribeira é adensado com uma configuração urbana predominantemente colonial. A arquitetura no Centro Histórico de Natal reúne todos os estilos, do colonial ao contemporâneo, sendo a grande maioria das edificações construídas no século XX, com exceção das igrejas do século XVIII e alguns monumentos do final do século XIX.

O caráter militar da região foi mantido no século XX. A década de 1940 se caracterizou pela implantação de complexos militares em Natal, justificados pela segunda guerra mundial e pela situação geográfica estratégica no Atlântico, no extremo leste da América do Sul. Em 1941 a marinha criou uma base naval no Refoles, trazendo navios e caçasubmarinos americanos. Em 1942, a Força Aérea Brasileira - FAB instalou uma base em Parnamirim e no mesmo ano, militares americanos, com o apoio do governo brasileiro, montaram uma base próxima, a Parnamirim Field. Foi também instalada a chamada Base da Rampa, nas Rocas, área contígua à Ribeira, onde atracavam principalmente hidroaviões.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Além do Centro Histórico de Natal, a pauta da reunião do Conselho Consultivo inclui a proposta de registro como Patrimônio Cultural da Festa de Sant’Ana do Caicó. Os conselheiros avaliarão também a possibilidade de tombamento do Conjunto Histórico do Município de Paracatu, em Minas Gerais; da Igreja Positivista, na cidade do Rio de Janeiro; do Conjunto Urbanístico e Paisagístico do Município de Cáceres, em Mato Grosso, e do Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga, em São Paulo. Integra a pauta da reunião do Conselho Consultivo a proposta de tombamento para o patrimônio naval do Brasil, protegendo o acervo do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul – Santa Catarina, a Canoa de Tolda Luzitânia, de Sergipe, o Saveiro de Vela de Içar Sombra da Lua, da Bahia, a Canoa Costeira Dinamar, do Maranhão, e a Canoa de Pranchão Tradição, do Rio Grande do Sul.



Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 2024-6194
(61) 9972-0050
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Saudade é tudo que fica Daquilo que não ficou

MOTE
Saudade é tudo que fica
Daquilo que não ficou

GLOSA
Um adeus não justifica
Que a gente leve saudade...
Porque na realidade
Saudade é tudo que fica
Na memória não se explica
O que, esse adeus provocou
Sabe apenas que marcou
Um momento na existência
Pra sentir a sua ausência
Daquilo que não ficou

RENATO CALDAS - Poeta Potiguar

9 de dezembro de 2010

Centro Histórico de Natal recebe título de patrimônio cultural

Tribuna do Norte | Centro Histórico de Natal recebe título de patrimônio cultural

Fátima se solidariza com luta de jornalistas do RN

Fátima se solidariza com mobilização de jornalistas do RN por melhores salários

A deputada Fátima Bezerra se solidarizou à mobilização dos jornalistas do Rio Grande do Norte que estão na luta por um reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Fátima ressaltou os baixos salários desses profissionais. “Os jornalistas do meu Estado, o Rio Grande Norte, infelizmente recebem o mais baixo salário da categoria no País, apenas 900 reais. Diante desse quadro, os jornalistas estão mais uma vez em campanha salarial, lutando tanto por melhoria salarial, por melhores condições de trabalho.”

Fátima disse esperar que empresários e jornalistas cheguem a um entendimento o mais rápido possível. “Quero mais uma vez reiterar o nosso apelo para que as empresas de comunicação cheguem a um acordo e que, de fato, possam tirar os jornalistas do Rio Grande do Norte desse patamar de receberem hoje infelizmente os mais baixos salários da categoria de jornalistas no nosso País. Os jornalistas continuam mobilizados, repito, lutando. Daí a nossa expectativa para que os empresários da comunicação cheguem a um acordo a fim de melhorar os salários e as condições de trabalho desses profissionais. Profissionais, todos sabemos, enfrentam forte estresse, trabalham sob pressão do horário de fechamento dos meios de comunicação, muitas vezes com até 12 horas de trabalho diário.”, ressaltou a deputada.

Outro ponto de destaque no discurso da deputada foi a necessidade de aprovação de projeto de lei na Câmara dos Deputados que regulamenta a contratação de jornalistas profissionais na administração pública. “Importante passo para a valorização profissional dos jornalistas é a necessidade de esta Casa aprovar projetos de lei, como o do companheiro deputado Paulo Pimenta, o qual disciplina a admissão de jornalistas profissionais no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Quero inclusive saudar o companheiro deputado estadual do PT, Fernando Mineiro, e parabenizar a Assembleia Legislativa do meu Estado, Rio Grande do Norte, que aprovou iniciativa semelhante”.

7 de dezembro de 2010

Alzeny Nelo interpretando os clássicos da música francesa

Alzeny Nelo interpretando os clássicos da música francesa

“Chansons”, espetáculo musical entre a França e o Brasil, na voz da premiada soprano Alzeny Nelo, acompanhada por grandes nomes da cena musical potiguar. Sergio Farias na direção musical e os músicos: Darlan Marley (bateria), José Fontes (baixo), Eduardo Taufic (piano) e o próprio Sérgio (Violão e guitarra jazz).
O show reúne canções como “Ne me quitte pas”, “Non, je ne regrette rien”, “Les moulins de mon coeur”,”La vie em rose”, entre outras que marcaram época através de grandes compositores e interpretes como Edith Piaf, Barbara, Jacques Brel entre outros nomes.
O espetáculo estará na Casa da Ribeira nos dias 09 e 10 de dezembro para o lançamento do DVD gravado ao vivo em 2009, ano cultural da França no Brasil.
O DVD "Chansons" estará disponível ao público dos shows exclusivamente nas noites de lançamento, na Casa da Ribeira 09 e 10/12. Quem sabe, um presente natalino original!

QUANDO: 09 e 10 de dezembro 2010 às 20h
ONDE: Centro Cultural Casa da Ribeira
Rua Frei Miguelinho, 52 • Ribeira Natal/RN
INGRESSO + DVD: R$ 15,00
(Informações e reservas: 84 3211.7710)

Salve o Mias Querido, ABC FC

Lançamento de "Canções de abril" de Rizolete Fernandes

5 de dezembro de 2010

2 de dezembro de 2010

Viva o dia do SAMBA

Festival Dosol 2010 - Júlio Lima (RN)

O Plano Nacional de Cultura é do Brasil e dos/as Brasileiros/as

O Plano Nacional de Cultura é do Brasil e dos/as Brasileiros/as

É com muita alegria que assistiremos a sanção da Lei do Plano Nacional de Cultura pelo Presidente Lula. Não é o primeiro plano para a área da Cultura, já que durante a ditadura militar outros documentos de planejamento mereceram este título, em especial na década de 70. Mas é o primeiro que foi construído com ampla participação da sociedade, com debates em todos os estados da federação e tendo passado pelo crivo de duas Conferências Nacionais de Cultura em 2005 e 2010.

Sendo fruto de um processo tão amplo, o Plano é mais um instrumento da Sociedade do que propriamente do Governo. Para o Executivo, as leis são obrigações a cumprir, cabendo a nós, militantes e ativistas da Cultura, fiscalizar sua implementação bem como contribuir com a avaliação das suas diretrizes através do Conselho Nacional de Políticas Culturas, dos Colegiados Setoriais e de diversos fóruns da sociedade.

Assim como no caso do Plano, o momento que vivemos é especial porque é fruto de ampla participação da sociedade. Um momento em que editais, programas, leis e ideias são construídas por meio de consultas públicas, debates intensos e sem distinção de local ou posicionamento político. Ainda assim, para que tais políticas públicas sejam levadas como Política de Estado é necessário unir mobilização social com a resolução política dos que fazem no dia-a-dia a disputa pelos governos e pelo poder para a condução do Estado. E a instituição que disputa o poder na sociedade, a partir de programas constituídos, são os Partidos Políticos.

Nesse sentido, o Partido dos Trabalhadores trabalha intensamente desde sua fundação para construir junto aos movimentos sociais e culturais políticas públicas de Cultura. É reconhecida em nossa trajetória a participação nas gestões de Cultura em cidades e Estados com referências importantes que ajudaram a constituir parte do que é o Sistema Nacional de Cultura, a valorização de Fundos de Cultura e a participação social como eixo fundamental de todo o processo.

Não é por acaso que a ampla maioria dos projetos de lei que tramitam na Câmara ou no Senado tenha autoria de parlamentares petistas, que atuam com protagonismo na Frente Parlamentar da Cultura.

É legítimo, portanto, neste momento importante de definição do novo governo, que partidos políticos e movimentos coloquem seus principais quadros à disposição da composição da nova gestão. E para um Partido que tem não só bons quadros, mas também uma atuação decisiva na área, isto se torna ainda mais uma obrigação.

Não podemos nos condicionar à lógica das indicações de nomes, condicionando a luta e a busca pela consolidação do projeto ao modelo de que em não tendo um personagem específico se acaba a novela. Consolidar políticas públicas demanda projeto e mobilização. O mais importante é a manutenção e a ampliação de tudo o que tem sido feito até aqui. Somos governo, estaremos juntos e seguiremos sempre na luta por mais cultura para o Brasil seguir mudando.

Morgana Eneile é secretária nacional de Cultura do PT.

27 de novembro de 2010

Programa "Casseta & Planeta" sai do ar

Programa "Casseta & Planeta" sai do ar

Decisão de encerrar o humorístico semanal, após quase 20 anos, foi tomada pelo grupo há cerca de dois meses

Média de audiência da atração caiu de 37 pontos em 2007 para 23,1 pontos de janeiro a setembro deste ano

KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA
SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um dos humorísticos mais antigos da TV, o "Casseta & Planeta, Urgente!" chamou o intervalo. De vez. Há quase 20 anos no ar, a atração vai deixar definitivamente a grade da Globo no próximo dia 21 de dezembro.
A decisão de sair do ar foi tomada pelo grupo há cerca de dois meses e comunicada à Globo em várias reuniões. Na tarde de ontem, o término do programa foi divulgado de forma oficial.
"Sabe o que são 20 anos no ar, com um mês de férias aqui, outro ali? Eles estão precisando desse tempo para descansar, repensar o que querem fazer na TV. Será uma espécie de período sabático", diz o empresário do grupo, Manfredo Barreto.
"Serão aproximadamente seis meses fora do ar. No segundo semestre eles devem voltar com um novo programa. Mas não têm essa obrigatoriedade."
Oficialmente, a Globo informou que "o grupo sentiu necessidade de pensar em um novo formato e pediu para esticar o período de férias e trabalhar nisso, pois o compromisso semanal no ar compromete essa tarefa".
Apesar dos boatos, a produção do programa fora avisada somente dias atrás.
"Foi uma decisão em conjunto, mas até eles precisam de um tempo para digerir a ideia", falou Manfredo.
Livres das gravações, os humoristas devem trabalhar em seus projetos individuais, mas nada ligado à TV, garante o empresário.
"O Hubert e Marcelo [Madureira] vão filmar em fevereiro o filme do Agamenon, mas isso já estava previsto", disse Manfredo.
Hélio de La Peña não acha que o grupo ficará muito tempo longe da TV.
"A gente não está vendo isso como um término, mas como uma parada para repensar o programa", afirma.

AUDIÊNCIA
Ele também não atribui a decisão à má fase de audiência enfrentada pelo formato. A atração da Globo, que batia 30 pontos de ibope com a sátira de "Caminho das Índias" (2009), amarga hoje médias modestas. Caiu de 37 pontos (2007) para 23,1 pontos (média de janeiro a setembro deste ano). Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP.
Segundo o empresário do grupo, a atração sairá do ar sem grandes despedidas.
Procurada, a Globo diz não saber o que substituirá o "Casseta" na grade. Na tarde de ontem, as apostas estavam na exibição da primeira temporada da série musical norte-americana "Glee".


Decisão de encerrar o humorístico semanal, após quase 20 anos, foi tomada pelo grupo há cerca de dois meses

Média de audiência da atração caiu de 37 pontos em 2007 para 23,1 pontos de janeiro a setembro deste ano

KEILA JIMENEZ
COLUNISTA DA FOLHA
SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um dos humorísticos mais antigos da TV, o "Casseta & Planeta, Urgente!" chamou o intervalo. De vez. Há quase 20 anos no ar, a atração vai deixar definitivamente a grade da Globo no próximo dia 21 de dezembro.
A decisão de sair do ar foi tomada pelo grupo há cerca de dois meses e comunicada à Globo em várias reuniões. Na tarde de ontem, o término do programa foi divulgado de forma oficial.
"Sabe o que são 20 anos no ar, com um mês de férias aqui, outro ali? Eles estão precisando desse tempo para descansar, repensar o que querem fazer na TV. Será uma espécie de período sabático", diz o empresário do grupo, Manfredo Barreto.
"Serão aproximadamente seis meses fora do ar. No segundo semestre eles devem voltar com um novo programa. Mas não têm essa obrigatoriedade."
Oficialmente, a Globo informou que "o grupo sentiu necessidade de pensar em um novo formato e pediu para esticar o período de férias e trabalhar nisso, pois o compromisso semanal no ar compromete essa tarefa".
Apesar dos boatos, a produção do programa fora avisada somente dias atrás.
"Foi uma decisão em conjunto, mas até eles precisam de um tempo para digerir a ideia", falou Manfredo.
Livres das gravações, os humoristas devem trabalhar em seus projetos individuais, mas nada ligado à TV, garante o empresário.
"O Hubert e Marcelo [Madureira] vão filmar em fevereiro o filme do Agamenon, mas isso já estava previsto", disse Manfredo.
Hélio de La Peña não acha que o grupo ficará muito tempo longe da TV.
"A gente não está vendo isso como um término, mas como uma parada para repensar o programa", afirma.

AUDIÊNCIA
Ele também não atribui a decisão à má fase de audiência enfrentada pelo formato. A atração da Globo, que batia 30 pontos de ibope com a sátira de "Caminho das Índias" (2009), amarga hoje médias modestas. Caiu de 37 pontos (2007) para 23,1 pontos (média de janeiro a setembro deste ano). Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP.
Segundo o empresário do grupo, a atração sairá do ar sem grandes despedidas.
Procurada, a Globo diz não saber o que substituirá o "Casseta" na grade. Na tarde de ontem, as apostas estavam na exibição da primeira temporada da série musical norte-americana "Glee".

FEITO HEMORRAGIA

Não sou poeta; faço poesias!
Nada de palavras nadam
Em mim. O mar se reparte
Em partes e parte em busca
De uma arte no encarte do sem fim...
Não faço poesias; faço amor!
A ponta do fragmento de seu olhar
Me acompanha na ponta
Dos pés, até me ver desaparecer
Na montanha. Quando se fecha
E sonha com sua cegonha!
Eu sou a poesia na menopausa!
Um de teus seios me olhou
Por sobre o muro do sutiã,
E numa leve piscadela sã
Lacrimejou! Em fração de segundos
O mundo da blusa censurou,
Que intrusa se fechou em dúvida!
Sou um lobisomem sem lua cheia!
Eu te olho como em sendo uma
Paisagem que se move menina,
Até o deslocamento total
Da minha retina! Aí, você é apenas
Um vulto desprovido de beleza,
Estética que não mais me fascina!

Gilberto Costa

26 de novembro de 2010

Uma piadinha para animar a sexta

Terremoto em Caicó


O recém-criado Centro Sísmico Nacional detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país.

Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Caicó, uma cidade no interior do Estado do Rio Grande do Norte. Dizia a mensagem:

'Urgente - Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso,
Richter 7. Epicentro a 3km da cidade. Tomem medidas e informem resultados com urgência.'

Após uma semana o Centro Sísmico recebe a resposta.

O telegrama dizia:

"Aqui é da Poliça de Caicó. Movimento sísmico totalmente desarticulado, Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas, todas as prostitutas estão presas.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos. Não respondemos antes porque teve um saculejo do carai aqui, foi uma mulesta, os doidinhos curiam e choravam pela cidade, um grande apereio."

Atenciosamente Dr. Chefe da Poliça.

23 de novembro de 2010

Alô Deus, a Frasqueira te agradece!

MAC – Niterói e Casa da Ribeira promovem Leitura de Acervo

MAC – Niterói e Casa da Ribeira promovem Leitura de Acervo

Workshop gratuito sobre a arte brasileira dos últimos 50 anos entre os dias 23 e 25/11.





O Museu de Arte Contemporânea de Niterói em parceria com a Casa da Ribeira apresentam “Em torno de novas histórias – leituras de um acervo” um workshop inédito na cidade e gratuito com a curadora e crítica de arte Gabriela Motta. O workshop sobre arte contemporânea brasileira acontece de 23 a 25 de novembro.



O projeto, “Em torno de novas histórias – leituras de um acervo” visa apresentar, sob forma de curso de curta duração, uma leitura da arte brasileira dos últimos 50 anos, os 3 dias de workshop (entre 23 e 25 de novembro) serão ministrados pela curadora e crítica de arte Gabriela Motta, que integra um grupo dedicado ao estudo das coleções MAC – Niterói e João Sattamini (ambas abrigadas no Museu de Arte Contemporânea de Niterói) e futura curadora do Itau Cultural Rumos edição 2011 e 2012. O evento possibilitará aos participantes a partir de observações e discussões, fomentar novos olhares críticos sobre a história da arte brasileira e a contemporaneidade e leitura de portfólio dos próprios participantes.



As inscrições serão gratuitas e podem ser feitas pelo casa@casadaribeira.com.br. basta enviar as seguintes informações: Nome completo, contato e profissão, ou na Casa da Ribeira até o dia 23 de novembro.



Com essa programação, a Casa da Ribeira democratiza o acesso à arte e educação de qualidade. Este mês não tem desculpa, quer Cultura e Educação através da arte? É só olhar a programação e ir pra Casa da Ribeira.



Serviço



O que: Workshop "Em torno de novas histórias – leituras de um acervo"
Quando: Terça, quarta e quinta, dias 23, 24 e 25 de novembro, das 15h às 18h
Onde: Sala Petrobras Vídeo – Arte na Casa da Ribeira

Quanto: Entrada gratuita. Inscrições no casa@casadaribeira.com.br, agregar as seguintes informações: Nome completo, contato e profissão, ou na Casa da Ribeira até o dia 23 de novembro.





Mais informações sobre tudo que vai acontecer em novembro na Casa da Ribeira:

www.casadaribeira.com.br

(84) 3211.7710



PS: Em Dezembro, continuará a temporada de espetáculos a R$5,00. No período do Carnatal tem uma peça que, em época de ditadura silenciosa, ta dando o que falar, aguardem...

TUDO PRONTO PARA A ENTREGA DO XVII PRÊMIO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS

TUDO PRONTO PARA A ENTREGA DO XVII PRÊMIO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS E XIV PRÊMIO JORNALÍSTICO



O Centro de Direitos Humanos e Memória Popular-CDHMP estará realizando no próximo dia 02 de Dezembro de 2010, das 08:30 às 12:30h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do RN, a solenidade de entrega do XVII Prêmio Estadual de Direitos Humanos “Emmanuel Bezerra dos Santos” e o XIV Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos.



Esse ano o XVII Prêmio Estadual de Direitos Humanos será entregue, in memoriam, ao operário JOSÉ PRAXEDES DE ANDRADE, um militante social que lutou durante a Insurreição Comunista de 1935 em defesa da liberdade democrática e de uma nova sociedade, e que em 2010 está se comemorando o seu Centenário de nascimento. Já o XIV Prêmio Jornalístico será entregue ao jornalista AÍLTON MEDEIROS, militante comprometido com a defesa da liberdade de expressão e dos Direitos Humanos na mídia. O evento também irá conceder um Prêmio Especial a MARIA NAZARÉ TAVARES ZENAIDE, educadora e uma valorosa humanista dedicada à promoção dos Direitos Humanos no nosso país, com ênfase em Educação e Cidadania.



O Prêmio Estadual de Direitos Humanos foi criado em 1994, em homenagem ao militante e ex-desaparecido político Emmanuel Bezerra dos Santos, e tem o objetivo de agraciar aquelas pessoas ou Entidades comprometidas com os Direitos Humanos, as liberdades democráticas e a defesa da vida. Já o Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos foi criado em 1997, com o intuito de homenagear os jornalistas identificados com a causa e a promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania.



Durante a Solenidade de Entrega dos Prêmios será também homenageado, in memoriam, o militante social FRANCISCO GUILHERME DE SOUSA, operário que também lutou durante a Insurreição Comunista de 1935, e que este ano se comemora o seu Centenário de nascimento.



Maiores informações contatar o CDHMP – 3221-5932 / Roberto Monte - 9977-8702 / 3201-4359 ou Aluízio Matias – 9999-7480

19 de novembro de 2010

NPD/FJA OFERECEM QUATRO CURSOS GRATUITOS

O Núcleo de Produção Digital - NPD Natal está com inscrições abertas para quatro oficinas na área do audiovisual a serem realizados entre os dias 26 de novembro a 05 de dezembro de 2010. Elas são: Edição Básica, Preparação de ator para o audiovisual, Direção de Fotografia e Elaboração de projetos culturais para leis de incentivo ao audiovisual. Todas as oficinas têm carga horária de 20 horas e as duas últimas desta lista acontecem em parceria com o Festival Goiamum Audiovisual. Segundo a coordenadora do NPD Natal, Mary Land Brito, “estamos tentando preparar alunos em diferentes habilidades para que o audiovisual potiguar tenha pessoas capacitadas nos diversos setores que formam a cadeia produtiva audiovisual”.

E é justamente para dar oportunidade ao maior número possível de alunos é que cada pessoa só pode se candidatar a um destes quatro cursos. Qualquer inscrição repetida inviabiliza o aluno de participar do processo seletivo de qualquer uma destas oficinas. Assim espera-se oferecer o conhecimento de acordo com uma área de real interesse do aluno, uma vez que cada uma destas oficinas tem um público alvo bastante específico.

A ficha de inscrição destas oficinas pode ser obtida através do site da Fundação José Augusto (www.fja.rn.gov.br) ou neste e-mail em anexo. O processo seletivo será por análise do currículo e da carta de interesse e, como em todas as oficinas do NPD Natal, será feito pelos membros do Conselho Gestor que forma o NPD Natal: UFRN, UNP, UERN, IFRN, Secretaria Estadual de Educação, Fundação José Augusto, Cineclube Natal e ONG Zoon.

Os NPDs – Núcleos de Produção Digital são locais de apoio à produção independente, implantados através de convênios entre o Ministério da Cultura, dentro do Programa Olhar Brasil. As oficinas e cursos realizados pelo NPD são todos gratuitos, aqui no Rio Grande do Norte foram realizados três cursos através do NPD: Linguagem Cinematográfica, Produção para vídeo e cinema e Roteiro de Ficção. Qualquer informação sobre as oficinas podem ser obtidas através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com.

O NPD Natal também está com uma mostra de vídeo na programação do Goiamum Audiovisual. No dia 03 de dezembro às 18h30 os potiguares poderão conhecer um pouco do que está sendo produzido por outros NPDs do Brasil que já receberam os equipamentos de gravação e edição. Durante a mostra também acontecerá a palestra “Os NPDs e os objetivos estratégicos do Programa Olha Brasil” com a coordenadora do NPD Natal Mary Land Brito e o coordenador do Programa Olhar Brasil Hermano Figueiredo.



Abaixo seguem informações específicas de cada oficina:

Oficina: Edição Básica

Professora: Fernanda Gurgel

Data: 26 a 28/11 (sexta feira: noite; sábado e domingo: manhã e tarde)

Número de Vagas: Quinze

Pré-Requisito: Preferencialmente ter noções de photoshop e programas básicos de edição

Inscrição: através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com entre os dias 18 e 21/11/2010. Ficha de inscrição no site www.fja.rn.gov.br



Oficina: Preparação de ator para o audiovisual

Professor: Makários Maia Barbosa

Data: 03 a 05/12 (sexta feira: noite; sábado e domingo: manhã e tarde)

Número de Vagas: Quinze

Pré-Requisito: Ser ator atuante em qualquer área artística ou diretor audiovisual

Inscrição: através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com entre os dias 22 a 26/11/2010. Ficha de inscrição no site www.fja.rn.gov.br



Oficina: Direção de Fotografia para Cinema

Professor: Alexandre Ramos

Data: 29/11 a 03/12 – (tarde)

Número de Vagas: trinta

Pré-Requisito: Ter noções de planos e enquadramento. Preferencialmente ter experiência como cinegrafista, fotógrafo ou diretor de fotografia.

Inscrição: sede da ZooN (edifício 21 de Março, 4º andar, sala 410 - rua Vigário Bartolomeu, 635, Cidade Alta – 3211 2921) até o dia 19/11/2010.

Obs. Curso realizado em parceria com o Goiamum Audiovisual



Oficina: Elaboração de Projetos Culturais para Leis de Incentivo ao Audiovisual

Professor: Izadora Fernandes

Data: 29/11 a 03/12 – (tarde)

Número de Vagas: Vinte e cinco

Pré-Requisito: Preferencialmente ser produtor, roteirista ou diretor audiovisual.

Inscrição: sede da ZooN (edifício 21 de Março, 4º andar, sala 410 - rua Vigário Bartolomeu, 635, Cidade Alta – 3211 2921) até o dia 19/11/2010.

Obs. Curso realizado em parceria com o Goiamum Audiovisual



Informações do conteúdo das Oficinas e dos seus ministrantes:

Oficina: Edição Básica

Pretende-se, através desta oficina, capacitar o aluno a entender o trabalho do editor e a saber como funciona o processo de edição em Adobe Premiere desde a captura do material até a gravação de um DVD. Também serão enfocados conceitos da teoria da montagem e linguagem cinematográfica.

A Oficina de Edição Básica será ministrada por Fernanda Gurgel. Fernanda trabalha como editora de vídeo em Natal desde 2005 e tem experiência em vídeos institucionais, programas de televisão, comerciais e campanhas políticas. Nesses anos já trabalhou com softwares como Premiere, Final Cut e Avid, além de outros programas relacionados à edição e finalização como After Effects, Adobe Photoshop, Adobe Encore e Dvd Studio Pro. De setembro de 2007 a Julho de 2010 estudou no curso regular da Escola de Cinema e Televisão de Cuba (EICTV), com especialização em edição para cinema e TV.



Oficina: Preparação de ator para o audiovisual

Esta oficina irá abordar fundamentos específicos do ator na área do audiovisual, preparação do ator, compreensão do roteiro e dos enquadramentos da câmera, desenvolvimento de personagens do documental ao ficcional e a dramaturgia para a câmera.

O ministrante desta oficina é Makários Maia Barbosa. Aator, encenador, dramaturgo, cenógrafo, compositor e pesquisador das artes do espetáculo, Makários possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988) e mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2005). Atualmente é estudante de pós-graduação a nível de doutorado em convênio da Universidade Federal da Bahia com a Université Paris 10 - Nanterre (Cotutela) e professor assistente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na Paraíba, Makários participou de diversas produções audiovisuais.



Oficina: Direção de fotografia para cinema

A Oficina vai abordar noções básicas de como trabalhar a fotografia em cinema e vídeo - o impacto estético das tecnologias na linguagem visual, a imagem através da lente e na tela e como expor, iluminar e enquadrar uma imagem, por exemplo. A oficina é voltada para quem tem noções básicas de fotografia e vídeo.

O professor desta oficina é Alexandre Ramos que possui mais de 14 anos de experiência. Como Assistente de Câmera trabalhou em aproximadamente 250 comerciais em 35 e 16 mm e cerca de 70 filmes publicitários internacionais. Foram mais de 40 longas metragens como Primeiro Assistente, incluindo alguns grandes filmes internacionais. Há 2 anos trabalha exclusivamente como Diretor de Fotografia e já tem no currículo dois filmes premiados: o longa “5 X Favela – agora por nós mesmos” e o curta “Vozes”. Em paralelo, ministra aulas em cursos e oficinas de Cinema e Fotografia, tanto em comunidades e favelas cariocas, quanto em instituições particulares renomadas como a PUC-RJ.



Oficina: Elaboração de Projetos Culturais para Leis de Incentivo ao Audiovisual

Os alunos vão conhecer os recursos utilizados na escrita e execução de um projeto voltado para os diversos segmentos do audiovisual (longa-metragem, curta, documentário, novas mídias, etc). A oficina visa também à elaboração de projetos bem formatados e criativos em sua abordagem, tanto no âmbito imagético quanto na escrita. Ao final, cada participante deverá ter elaborado um projeto, tendo como base o edital da Lei do Audiovisual. Para se inscrever é necessário ter ao menos uma idéia de projeto voltado para o audiovisual e levar um mini-currículo.

A oficina será ministrada por Izadora Fernandes , pós-graduada em Marketing Cultural pelo Centro Universitário UNA em 2006 e em Literatura Contemporânea Latina pela PUC/Minas em 2008. Desde 1999 trabalha como gestora cultural atuando principalmente na área de elaboração de projetos culturais, captação de recursos financeiros e desenvolvimento de projetos. Ministra cursos de Elaboração de projetos culturais na área de extensão para o Centro Universitário UNA de Belo Horizonte e para gestores culturais no interior do país através do Ministério da Cultura. Também elabora projetos de leis de incentivo para diversos grupos artísticos, ONGS e empresas do país, além de elaborar projetos para inserção no portal de convênios do governo federal – SINCOV para diversas entidades brasileiras. Izadora também atuou como produtora em diversos documentários brasileiros e atualmente coordena o projeto “Brazil for Beginners” uma produção da TV Belga Kanakna Productions NV que documenta a vida cultural, política, religiosa e artística do Brasil.



O Núcleo de Produção Digital - NPD Natal está com inscrições abertas para quatro oficinas na área do audiovisual a serem realizados entre os dias 26 de novembro a 05 de dezembro de 2010. Elas são: Edição Básica, Preparação de ator para o audiovisual, Direção de Fotografia e Elaboração de projetos culturais para leis de incentivo ao audiovisual. Todas as oficinas têm carga horária de 20 horas e as duas últimas desta lista acontecem em parceria com o Festival Goiamum Audiovisual. Segundo a coordenadora do NPD Natal, Mary Land Brito, “estamos tentando preparar alunos em diferentes habilidades para que o audiovisual potiguar tenha pessoas capacitadas nos diversos setores que formam a cadeia produtiva audiovisual”.

E é justamente para dar oportunidade ao maior número possível de alunos é que cada pessoa só pode se candidatar a um destes quatro cursos. Qualquer inscrição repetida inviabiliza o aluno de participar do processo seletivo de qualquer uma destas oficinas. Assim espera-se oferecer o conhecimento de acordo com uma área de real interesse do aluno, uma vez que cada uma destas oficinas tem um público alvo bastante específico.

A ficha de inscrição destas oficinas pode ser obtida através do site da Fundação José Augusto (www.fja.rn.gov.br) ou neste e-mail em anexo. O processo seletivo será por análise do currículo e da carta de interesse e, como em todas as oficinas do NPD Natal, será feito pelos membros do Conselho Gestor que forma o NPD Natal: UFRN, UNP, UERN, IFRN, Secretaria Estadual de Educação, Fundação José Augusto, Cineclube Natal e ONG Zoon.

Os NPDs – Núcleos de Produção Digital são locais de apoio à produção independente, implantados através de convênios entre o Ministério da Cultura, dentro do Programa Olhar Brasil. As oficinas e cursos realizados pelo NPD são todos gratuitos, aqui no Rio Grande do Norte foram realizados três cursos através do NPD: Linguagem Cinematográfica, Produção para vídeo e cinema e Roteiro de Ficção. Qualquer informação sobre as oficinas podem ser obtidas através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com.

O NPD Natal também está com uma mostra de vídeo na programação do Goiamum Audiovisual. No dia 03 de dezembro às 18h30 os potiguares poderão conhecer um pouco do que está sendo produzido por outros NPDs do Brasil que já receberam os equipamentos de gravação e edição. Durante a mostra também acontecerá a palestra “Os NPDs e os objetivos estratégicos do Programa Olha Brasil” com a coordenadora do NPD Natal Mary Land Brito e o coordenador do Programa Olhar Brasil Hermano Figueiredo.



Abaixo seguem informações específicas de cada oficina:

Oficina: Edição Básica

Professora: Fernanda Gurgel

Data: 26 a 28/11 (sexta feira: noite; sábado e domingo: manhã e tarde)

Número de Vagas: Quinze

Pré-Requisito: Preferencialmente ter noções de photoshop e programas básicos de edição

Inscrição: através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com entre os dias 18 e 21/11/2010. Ficha de inscrição no site www.fja.rn.gov.br



Oficina: Preparação de ator para o audiovisual

Professor: Makários Maia Barbosa

Data: 03 a 05/12 (sexta feira: noite; sábado e domingo: manhã e tarde)

Número de Vagas: Quinze

Pré-Requisito: Ser ator atuante em qualquer área artística ou diretor audiovisual

Inscrição: através do e-mail npdnatal.rn@gmail.com entre os dias 22 a 26/11/2010. Ficha de inscrição no site www.fja.rn.gov.br



Oficina: Direção de Fotografia para Cinema

Professor: Alexandre Ramos

Data: 29/11 a 03/12 – (tarde)

Número de Vagas: trinta

Pré-Requisito: Ter noções de planos e enquadramento. Preferencialmente ter experiência como cinegrafista, fotógrafo ou diretor de fotografia.

Inscrição: sede da ZooN (edifício 21 de Março, 4º andar, sala 410 - rua Vigário Bartolomeu, 635, Cidade Alta – 3211 2921) até o dia 19/11/2010.

Obs. Curso realizado em parceria com o Goiamum Audiovisual



Oficina: Elaboração de Projetos Culturais para Leis de Incentivo ao Audiovisual

Professor: Izadora Fernandes

Data: 29/11 a 03/12 – (tarde)

Número de Vagas: Vinte e cinco

Pré-Requisito: Preferencialmente ser produtor, roteirista ou diretor audiovisual.

Inscrição: sede da ZooN (edifício 21 de Março, 4º andar, sala 410 - rua Vigário Bartolomeu, 635, Cidade Alta – 3211 2921) até o dia 19/11/2010.

Obs. Curso realizado em parceria com o Goiamum Audiovisual



Informações do conteúdo das Oficinas e dos seus ministrantes:

Oficina: Edição Básica

Pretende-se, através desta oficina, capacitar o aluno a entender o trabalho do editor e a saber como funciona o processo de edição em Adobe Premiere desde a captura do material até a gravação de um DVD. Também serão enfocados conceitos da teoria da montagem e linguagem cinematográfica.

A Oficina de Edição Básica será ministrada por Fernanda Gurgel. Fernanda trabalha como editora de vídeo em Natal desde 2005 e tem experiência em vídeos institucionais, programas de televisão, comerciais e campanhas políticas. Nesses anos já trabalhou com softwares como Premiere, Final Cut e Avid, além de outros programas relacionados à edição e finalização como After Effects, Adobe Photoshop, Adobe Encore e Dvd Studio Pro. De setembro de 2007 a Julho de 2010 estudou no curso regular da Escola de Cinema e Televisão de Cuba (EICTV), com especialização em edição para cinema e TV.



Oficina: Preparação de ator para o audiovisual

Esta oficina irá abordar fundamentos específicos do ator na área do audiovisual, preparação do ator, compreensão do roteiro e dos enquadramentos da câmera, desenvolvimento de personagens do documental ao ficcional e a dramaturgia para a câmera.

O ministrante desta oficina é Makários Maia Barbosa. Aator, encenador, dramaturgo, cenógrafo, compositor e pesquisador das artes do espetáculo, Makários possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1988) e mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2005). Atualmente é estudante de pós-graduação a nível de doutorado em convênio da Universidade Federal da Bahia com a Université Paris 10 - Nanterre (Cotutela) e professor assistente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na Paraíba, Makários participou de diversas produções audiovisuais.



Oficina: Direção de fotografia para cinema

A Oficina vai abordar noções básicas de como trabalhar a fotografia em cinema e vídeo - o impacto estético das tecnologias na linguagem visual, a imagem através da lente e na tela e como expor, iluminar e enquadrar uma imagem, por exemplo. A oficina é voltada para quem tem noções básicas de fotografia e vídeo.

O professor desta oficina é Alexandre Ramos que possui mais de 14 anos de experiência. Como Assistente de Câmera trabalhou em aproximadamente 250 comerciais em 35 e 16 mm e cerca de 70 filmes publicitários internacionais. Foram mais de 40 longas metragens como Primeiro Assistente, incluindo alguns grandes filmes internacionais. Há 2 anos trabalha exclusivamente como Diretor de Fotografia e já tem no currículo dois filmes premiados: o longa “5 X Favela – agora por nós mesmos” e o curta “Vozes”. Em paralelo, ministra aulas em cursos e oficinas de Cinema e Fotografia, tanto em comunidades e favelas cariocas, quanto em instituições particulares renomadas como a PUC-RJ.



Oficina: Elaboração de Projetos Culturais para Leis de Incentivo ao Audiovisual

Os alunos vão conhecer os recursos utilizados na escrita e execução de um projeto voltado para os diversos segmentos do audiovisual (longa-metragem, curta, documentário, novas mídias, etc). A oficina visa também à elaboração de projetos bem formatados e criativos em sua abordagem, tanto no âmbito imagético quanto na escrita. Ao final, cada participante deverá ter elaborado um projeto, tendo como base o edital da Lei do Audiovisual. Para se inscrever é necessário ter ao menos uma idéia de projeto voltado para o audiovisual e levar um mini-currículo.

A oficina será ministrada por Izadora Fernandes , pós-graduada em Marketing Cultural pelo Centro Universitário UNA em 2006 e em Literatura Contemporânea Latina pela PUC/Minas em 2008. Desde 1999 trabalha como gestora cultural atuando principalmente na área de elaboração de projetos culturais, captação de recursos financeiros e desenvolvimento de projetos. Ministra cursos de Elaboração de projetos culturais na área de extensão para o Centro Universitário UNA de Belo Horizonte e para gestores culturais no interior do país através do Ministério da Cultura. Também elabora projetos de leis de incentivo para diversos grupos artísticos, ONGS e empresas do país, além de elaborar projetos para inserção no portal de convênios do governo federal – SINCOV para diversas entidades brasileiras. Izadora também atuou como produtora em diversos documentários brasileiros e atualmente coordena o projeto “Brazil for Beginners” uma produção da TV Belga Kanakna Productions NV que documenta a vida cultural, política, religiosa e artística do Brasil.

16 de novembro de 2010

Fátima registra Caminhada pela Paz de Caicó

A deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) registrou na tribuna da Câmara dos Deputados a Caminhada pela Paz realizada ontem, 15, em Caicó, com cerca de duas mil pessoas. No discurso, a parlamentar lembrou o “covarde assassinato” do jornalista F. Gomes e ressaltou a mobilização da sociedade civil pela reativação do posto avançado da Polícia Federal no município.

Fátima ressaltou que já solicitou uma audiência com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ainda para este mês, para apresentar ao ministro a necessidade de reinstalação do posto da Polícia Federal em Caicó. “Essa é uma reivindicação antiga nossa e de toda a sociedade da região, uma reivindicação mais do que justa, é necessária”, destacou.

A deputada também salientou que a segurança pública é uma das prioridades do governo da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, por isso acredita que a reinstalação de um posto da Polícia Federal em Caicó será conquistada.

9 de novembro de 2010

Senado aprova substitutivo de Fátima ao Plano Nacional de Cultura

Senado aprova substitutivo de Fátima ao Plano Nacional de Cultura

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 9, em caráter terminativo, o projeto de lei que institui o Plano Nacional de Cultura (PNC). A relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), não alterou o substitutivo ao projeto feito pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN) na Câmara dos Deputados. O Plano estabelece um novo modelo de gestão da política cultural do país e cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais. Agora o projeto será enviado para sanção do Presidente Lula.

O objetivo do PNC é integrar as iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural. O texto visa também garantir a produção, promoção e difusão dos bens culturais; a formação de pessoal qualificado para a gestão do setor; a democratização do acesso aos bens culturais e a valorização da diversidade étnica e regional.

A deputada Fátima Bezerra acompanhou e defendeu a aprovação do projeto no Senado. Fátima explicou que a proposta original do Plano, apresentada pelo deputado Gilmar Machado (PT-MG) e pela ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), teve como base as sugestões apresentadas durante a 1ª Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005.

Como foram identificadas algumas lacunas da agenda cultural do século XXI, Fátima apresentou um substitutivo à proposta, incorporando assuntos como a cultura digital, a cultura e o desenvolvimento sustentável e o turismo cultural.

O projeto aprovado traz como princípios norteadores do Plano Nacional de Cultura: liberdade de expressão; diversidade cultural; respeito aos direitos humanos; direito de todos à arte e à cultura; direito à informação, à comunicação e à crítica cultural; direito à memória e às tradições e responsabilidade socioambiental.

Viva a Frasqueira - ABC X Salgueiro - Brasil fora de série

7 de novembro de 2010

Catita - K-ximbinho, pra começar bem a semana

Entrevista com João Sanata

Além de ser o responsável pelas propagandas de TV e de rádio de Dilma, atuou também na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e na eleição do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em 2009.

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Em uma de suas raras entrevistas, Santana, 57 anos, falou à Folha na última quarta-feira, em sua casa de veraneio próxima a Salvador, na Bahia. Fez uma ampla análise do processo eleitoral brasileiro e da última campanha.

Sobre as razões de a disputa ter sido remetida ao segundo turno, aponta como principal fator o escândalo de suspeita de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo Erenice Guerra, sucessora de Dilma naquela pasta:

"O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão e implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil."

Pesquisas mostraram, diz Santana, que a onda religiosa e o debate sobre aborto tiveram efeito limitado. Ele faz uma autocrítica: "Erramos quando, no primeiro momento embarcamos nessa onda, e erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra [PSDB, adversário de Dilma] no segundo turno".

Contratado eventual do PT, Santana também atuou como consultor de imagem de Lula nos últimos quatro anos. Jornalista de formação, o marqueteiro baiano foi o criador de algumas das marcas e siglas mais famosas do lulismo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida (cujo nome inicial proposto pela burocracia do governo era o anódino "Casa para Todos").

Assim como Lula, faz algumas metáforas futebolísticas. "A substituição de Lula por Dilma foi como a troca de Pelé por Amarildo na Copa de 1962. Mas o Amarildo entrou e deu conta do recado", diz ele, evocando o episódio em que a seleção brasileira de futebol ficou sem seu principal jogador na disputa que rendeu o segundo título mundial ao país.

Gosta de elucubrar sobre a troca de poder de Lula para Dilma. "As paixões populares são múltiplas porque o povo não é politicamente monogâmico. O povo é, por natureza, sincretista e politicamente polígamo", diz Santana. Para ele, haverá um "vazio oceânico" com a saída de Lula. Mas haveria "na mitologia política e sentimental brasileira uma imensa cadeira vazia" que ele chama "metaforicamente de 'cadeira da rainha', e que poderá ser ocupada por Dilma". E arrisca um conselho aos políticos em geral: "Não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente".

O marqueteiro lembra que "a República brasileira não produziu uma única grande figura feminina, nem mesmo conjugal" até hoje. "Dilma tem tudo para ocupar esse espaço", apesar da sua proverbial falta de carisma.

Logo após o caso Erenice, Santana relata ter sido necessária uma reaproximação entre Lula e Dilma 'de emergência'. Mas a superexposição do presidente, de maneira exaltada, em comícios no final do segundo turno mereceu reprovação do marqueteiro: "Alguém quando está no palanque esquece que trechos editados de sua fala podem aparecer em telejornais de grande audiência".

Muito próximo tanto de Lula como de Dilma durante os últimos 12 meses, ele fala também com um pouco de ironia sobre a mudança estética e o treinamento da candidata neófita em disputas eleitorais: "A decisão de fazer a operação plástica, por exemplo, foi dela. Como toda mulher, quando se trata de estética, ela gosta de ela mesma tomar iniciativa. Ou, pelo menos, de pensar que foi dela a decisão".

Na semana passada, o marqueteiro fez mais um trabalho para Lula: dirigiu o depoimento do presidente à nação que foi transmitido na sexta-feira à noite em cadeia de rádio e de TV. Agora, pretende tirar alguns dias de férias. Estudar propostas de trabalho que recebeu para atuar em eleições presidenciais em cinco países: Peru, Argentina, Guatemala, República Dominicana e México.

A seguir, trechos da entrevista de Santana à Folha:

Folha - O sr. fez o marketing das duas últimas campanhas presidenciais vitoriosas no Brasil. Quais as diferenças e semelhanças?
João Santana - Foram campanhas profundamente dessemelhantes.

Destaco alguns dos pontos que tiveram em comum: o profundo desdém da oposição aos candidatos Lula e Dilma nas pré-campanhas; o susto que eles tomaram no início dos dois primeiros turnos com o crescimento rápido e vigoroso dos nossos dois candidatos; a falsa ilusão de vitória que eles criaram na passagem do primeiro para o segundo turno, e a desilusão e desfecho finais.

Entre os vários pontos de dessemelhança, eu gostaria de frisar apenas um, e que diz respeito diretamente à minha área: apesar das aparências, a campanha de 2010 foi de uma complexidade estratégica, e principalmente tática, imensamente maior do que a de 2006. Eu diria, até, que do ponto de vista do marketing, esta talvez tenha sido a campanha presidencial mais complexa dos últimos tempos no Brasil.

A percepção da oposição, então, segundo sua avaliação, foi equivocada?
Na pré-campanha de 2006, a oposição imaginou, erroneamente, que Lula estivesse destruído com o escândalo do mensalão. Imaginou que um discurso udenista, neurótico e tardio, pudesse influenciar amplas camadas da população na campanha. Não perceberam o incipiente, porém já vigoroso, movimento de ascensão social e de gratificação simbólica e material que vinha sendo produzido pelo governo Lula.

Na pré-campanha de 2010, houve um erro porque menosprezaram o valor pessoal e o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de Lula. É o período da arrogante, equivocada e elitista 'teoria do poste'.

O grande crescimento que Lula, em 2006, e Dilma, em 2010, tiveram no final das pré-campanhas, e especialmente no início do primeiro turno, deixou-os atordoados. Só se recuperaram um pouco quando foram favorecidos por fatores extracampanhas, o caso dos aloprados e o escândalo Erenice.

Por que Dilma não venceu no 1º turno? Lembro-me que as previsões internas eram de que ela teria de 56% a 57% dos votos...
Por vários fatores, alguns já facilmente percebidos e explicados. Outros que levarão ainda algum tempo para serem corretamente analisados. Começo indo na contramão da maioria dos analistas: o eleitorado brasileiro é, hoje, um dos mais maduros do mundo. E cada dia sabe jogar melhor.

Uma das provas desse amadurecimento é a consolidação, cada vez maior, da "cultura de segundo turno" nas eleições presidenciais. E ela atua, paradoxalmente, junto com a consolidação de um outro comportamento aparentemente antagônico: a consagração do princípio da reeleição. O de deixar um bom governo continuar, mas, ao mesmo tempo não aceitar passivamente tudo o que ele faz. Este conflito é uma forte demonstração de amadurecimento do eleitor brasileiro. No fundo é aquele maravilhoso conflito humano entre a reflexão e a decisão, entre a fé a descrença, entre a confiança e a suspeita, entre a entrega e a autodefesa.

Nas últimas eleições, parte do eleitorado tinha um fabuloso atalho, que era a candidatura Marina, para praticar o "voto de espera", o voto reflexivo. E utilizou este ancoradouro, este auxílio luxuoso que era a candidatura Marina, para mandar alguns recados para os dois principais candidatos. Por essas e por outras razões houve segundo turno.

Que recados foram estes que os eleitores mandaram para Dilma e para Serra?
No nosso caso foi: "Olha, eu aprovo o governo de vocês, mas não concordo com tudo que acontece dentro dele; adoro o Lula mas quero conhecer melhor a Dilma".

No caso do Serra: "Seja mais você mesmo, porque desse jeito aí você não me engana; mas afinal, qual é mesmo esse Brasil novo que você propõe?; me diga lá: você é candidato a prefeito, a pastor ou a presidente?".

Os candidatos, no segundo turno, deram respostas eficientes a esses recados dos eleitores?
Nenhuma campanha, em nenhum lugar do mundo, responde a todas as perguntas, preenche todas dúvidas, nem atenua, completamente, os conflitos racionais e emocionais dos eleitores. Uma campanha será sempre um copo com água pela metade, meio vazio pra alguns, meio cheio pra outros.

No nosso caso, acho que respondemos algumas perguntas. A prova é que não apenas crescemos quantitativamente, como houve uma melhoria, mais que significativa, na percepção dos atributos da nossa candidata.

Em que se sustenta a tese de que essa foi a mais complexa campanha, estratégica e taticamente dos últimos tempos?
Por várias características atípicas, originais e exclusivas desta campanha. Para não me alongar muito, vou comentar apenas alguns fatores do nosso lado. Nós tínhamos um presidente, em final de mandato, com avaliação recorde, paixão popular sem limite e personalidade vulcânica.

Uma caso único não só na história brasileira como mundial. Uma espécie de titã moderno.

Do outro lado, tínhamos uma candidata, escolhida por ele, que era uma pessoa de grande valor, enorme potencial, porém muitíssimo pouco conhecida.

Tínhamos o desafio de transformar em voto direto, e apaixonado, uma pessoa que chegava à primeira cena por força de uma escolha indireta, quase imperial. Tínhamos que transformar a força vulcânica de Lula em fator equilibrado de transferência de voto, com o risco permanente da transfusão virar overdose e aniquilar o receptor.

Tínhamos a missão de fazer Dilma conhecida e ao mesmo tempo amada; uma personagem original, independente, de ideias próprias e, ao mesmo tempo, uma pessoa umbilicalmente ligada a Lula; uma pessoa capaz de continuar o governo Lula mas também capaz de inovar.

Tudo isso dentro de um curtíssimo prazo e dentro do cenário de uma das maiores, mais vibrantes e maravilhosamente mal construída democracias do mundo, que é a democracia brasileira. E que tem um dos modelos de propaganda eleitoral, ao mesmo tempo, mais permissivo e restritivo do mundo; um calendário eleitoral hipocritamente dos mais curtos, e, na prática, dos mais longos do mundo. Isso é dose. É um coquetel infernal.

O que mais facilitou e atrapalhou o trabalho?
Acho que o que mais nos ajudou foram as lendas equivocadas que a oposição, secundada por alguns setores da mídia, foi construindo sistematicamente. E se aferrando desesperadamente a elas, mesmo que os fatos fossem derrotando uma após outra.

No início, construíram quatro lendas eleitorais: que Lula não transferia voto, que Dilma ia ser péssima na TV, que Dilma ia ser um desastre nos debates e que Dilma, a qualquer momento, iria provocar uma gafe irremediável nas entrevistas. Nada disso ocorreu, muito pelo contrário.

Construíram, pelo menos, quatro lendas biográficas: que Dilma tinha um passado obscuro na luta armada, que era uma pessoa de currículo inconsistente, que teve um mau desempenho no governo Lula, e que o fato de ter tido câncer seria fatal para a candidatura. Nada disso se confirmou.

E construíram lendas políticas. As principais eram que Dilma não uniria o PT, não teria jogo de cintura para as negociações políticas e que não saberia dialogar com a base aliada. Outra vez, tudo foi por terra.

Ora, com tantas apostas equivocadas, o resultado não podia ser outro. Se você permitir, eu gostaria adiante de comentar sobre novas lendas equivocadas que já estão começando a construir em relação ao futuro governo Dilma.

Na fase final, a oposição apostou numa guerra moral e religiosa, no mundo da ética e dos valores. Isso não atrapalhou?
De forma irreversível, não. Acho, inclusive, que no final o feitiço virou mais contra o feiticeiro. As questões do aborto e da suposta blasfêmia foram apenas vírgulas que ajudaram a nos levar para o segundo turno. Repito, apenas vírgulas.

O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão e implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil.

Por motivos óbvios, vínhamos ressaltando, com grande ênfase, a importância da Casa Civil. Na cabeça das pessoas, a Casa Civil estava se transformando numa espécie de gabinete paralelo da presidência. E o escândalo Erenice abalou, justamente, esse alicerce.

Voltando à questão da moral religiosa: como a oposição abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra.

Mas essa opção às vezes à direita da oposição, em certa medida, era algo esperado. Ou não?
Eu alertei sobre isso, inclusive, em um seminário interno da Folha que participei em maio. Este é um fenômeno que infelizmente vem acontecendo, na América Latina, com alguns setores desgarrados, que antes de autointitulavam de socialdemocratas e se inclinaram perigosamente para a direita.

Passaram a utilizar, em suas campanhas, um mix de técnicas do Partido Republicano americano, mais ferramentas da direita espanhola e de operadores antichavistas da Venezuela.

Eu me defrontei com este aparato na campanha que fiz para o presidente Mauricio Funes, em El Salvador. Fomos vítimas de uma das mais insidiosas e obscuras campanhas negativas. Mas vencemos. O ideário é o mesmo, os conceitos manipulados semelhantes, as técnicas de medo iguais. O que varia é a dosagem e os instrumentos.

Aqui a direitização ficou mais circunscrita a certos tabus morais e religiosos. Mas também trafegou, principalmente na internet, no obscurantismo político de pior extração. Quem estuda este fenômeno e viu um vídeo que circulou na internet, intitulado a 'Dama de Vermelho', sabe do que estou falando. Por sinal, este vídeo é uma réplica de alguns que foram produzidos contra Mauricio Funes, em El Salvador, e a favor da campanha de Felipe Calderón no México.

No início da entrevista, o sr. disse que iria comentar o que considera 'novas lendas equivocadas' projetadas para o governo Dilma. Do que se trata?
Eu acho necessário um humilde alerta: não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente.

Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem.

Não há dúvida de que a ausência de Lula deixa uma espécie de vazio oceânico. Lula é uma figura única, que uma nação precisa de séculos pra construir. Mas Dilma, em lugar de ser prejudicada por este vazio, será beneficiada por ele. Basta saber aproveitar --e acho que ela saberá-- a oportunidade única e rara, que tem nas mãos, de se tornar conhecida e amada ao mesmo tempo.

É preciso também estar atento para o fato de que as paixões populares são múltiplas porque o povo não é politicamente monogâmico. O povo é, por natureza, sincretista e politicamente polígamo. E há na mitologia política e sentimental brasileira uma imensa cadeira vazia, que chamo metaforicamente de "cadeira da rainha", e que poderá ser ocupada por Dilma.

A República brasileira não produziu uma única grande figura feminina, nem mesmo conjugal. Dilma tem tudo para ocupar esse espaço. O espaço metafórico da cadeira da rainha só foi parcialmente ocupado pela princesa Isabel. Para um homem sim, seria uma tarefa hercúlea suceder a Lula. Para uma mulher, não. Em especial, uma mulher como Dilma. Lula sabia disso e este talvez seja o conteúdo mais genial da sua escolha.

Quando ficou claro que haveria 2º turno? No dia?
No dia da apuração. Havia fortes indícios de perda de substância da nossa candidata, porém, os indicadores nos davam uma relativa segurança de que ganharíamos no primeiro turno.

Ao contrário da eleição de 2006, quando eu fui o primeiro a alertar o presidente Lula de que iríamos para o 2o turno, desta vez eu fui um dos últimos a admitir isso. Acompanhando a apuração no Alvorada, ao contrário de 2006, eu era um dos poucos que ainda acreditava que ainda ganharíamos por uma margem estreita.

A receita do 2º turno deste ano se assemelha à de 2006: acusar os tucanos de serem privatistas e contra o patrimônio nacional. Mas desta vez o efeito não foi tão forte como há quatro anos. Essa fórmula está perto do esgotamento?
É reducionismo dizer que a receita do segundo turno foi a de acusar os tucanos de privatistas. Se você rever os programas e comerciais, vai constatar que discutimos modelo de política econômica, políticas sociais, modelo de desenvolvimento, entre outros temas.

Fui o responsável pela introdução do tema privatizações em 2006. Na verdade, não estava muito apaixonado pela ideia de utilizá-lo outra vez nesta campanha. Inclusive porque, ao contrário de certos homens marketing, não gosto de repetir fórmulas. Mas havia um consenso, na cúpula da campanha, de que o tema ainda estava vivo. Meu convencimento final veio quando decidimos acoplá-lo, de forma mais que justa, ao futuro do pré-sal.

Essa abordagem sobre 'tucanos privatistas X petistas defensores do patrimônio nacional' não seria uma exploração indevida do imaginário popular?
Já falei sobre isso e não fui muito bem interpretado. Tucanos e petistas divergem, de fato, profundamente neste tema. A sociedade brasileira sempre acompanhou com o máximo de interesse, receio e com muita cautela essa discussão.

O debate continua vivo. Por que é manipulação reacender ou esquentar esse debate? A propaganda eleitoral brasileira é um espaço bastante democrático, e mais que apropriado para este tipo de discussão. Nela, cada um pode expor seu pontos de vista e estabelecer o contraditório. Com fatos e argumentos. Sem medo e sem timidez.

Por que o Vox Populi, contratado pela campanha de Dilma, não captou a queda nas pesquisas de maneira mais precisa?
Essa é uma pergunta que o instituto pode responder melhor do que eu.

Quando as pesquisas diárias ('trackings') começaram as ser feitas? E os grupos de análise qualitativa? Dilma assistiu a alguns desses grupos?
Os trackings começaram uma semana antes da propaganda eleitoral. Os grupos de pesquisas qualitativas começaram também nesse período, e eram quase diários.

No segundo turno, os grupos de qualis eram diários. Eram 12 grupos, distribuídos pelas várias regiões do país. Em São Paulo, eram sempre quatro grupos, variando entre capital e interior. Duas empresas faziam esse trabalho. Em São Paulo, a Oma Pesquisas. No restante do país, a Síntese. A candidata Dilma não assistiu aos grupos por falta de tempo e de interesse direto.

Foi um erro a forma como Lula fez alguns comícios na parte final do 1º turno, falando em extirpar o DEM da política e dizendo que 'a opinião pública somos nós'?
Como eu já disse, o presidente tem uma personalidade vulcânica. Sua intuição emocional faz com que ele acerte bastante, e às vezes cometa erros. Mas o saldo nesta e em outras campanhas sempre foi muito positivo.

Mas houve uma certa overdose de Lula no final do 1º turno, com ele aparecendo não de forma exaltada em comícios?
Na propaganda eleitoral, não. Desde o início, eu sabia que uma das coisas mais difíceis era a modulação da presença de Lula. Fiz um desenho estático que considero correto. Dividi a campanha com base nos 45 dias de TV e rádio em três fases iguais de 15 dias cada. A primeira, consistiu em colar bastante Lula a Dilma. Depois, seria preciso atenuar um pouco a presença dele no meio da campanha. E, por fim, voltar a colá-los fortemente no final.

Na primeira fase, era preciso mostrar aos eleitores que havia afinidade, respeito e confiança entre eles. Consumado isso em 15 dias, como eu esperava, com êxito, era então necessário reforçar a identidade própria de Dilma. Isso só seria possível se as pessoas conseguissem enxergá-la sem a sombra luminosa de Lula. Assim, os segundos 15 dias da campanha tiveram a troca da persona Lula pela intensificação da representação simbólica do governo Lula.

Só que no final dessa segunda fase ocorreu uma trágica coincidência: o escândalo Erenice.

E o que foi feito?
Fomos forçados a fazer uma reaproximação entre Lula e Dilma de emergência.

Mas Lula não se excedeu nos comícios?
De certa forma, sim. Mas isso é até explicável. A presença de um político no palanque permite certo tipo de arroubo que a propaganda eleitoral não comporta. Acontece que alguém quando está no palanque esquece que trechos editados de sua fala podem aparecer em telejornais de grande audiência.

Na passagem do 1º para o 2º turno, ele deu uma sumida. Por quê?
Foi por um período muito curto. Foi intencional por dois motivos. Primeiro, porque era necessário dar um certo refresco para a imagem do presidente por causa do uso excessivo em todas as campanhas em todas as unidades da Federação. Os candidatos em todos os níveis usaram e abusaram da imagem de Lula de forma excessiva e até irresponsável como nunca ocorrera antes.

Segundo, estávamos fazendo um reposicionamento estratégico, e antes que as transições conceituais ficassem claras, era importante preservar o nosso principal trunfo, que era o presidente. Foi uma operação tão delicada e corajosa que o próprio presidente Lula, na passagem do primeiro para o segundo turno, chegou a me questionar a respeito.

Muitos temeram a derrota nessa fase?
Temer a derrota é inerente a qualquer um envolvido em uma campanha. Sobretudo quando há uma quebra de expectativa, que foi o que ocorreu com a ida para o segundo turno.

De certa maneira, esse mesmo sentimento perpassou a campanha de 2006, no início daquele segundo turno.

Quando Dilma teve câncer, o que a área de marketing da pré-campanha fez?
Primeiro, foi um susto. Uma situação insólita. Iniciar uma campanha com uma candidata pouco conhecida e enfrentando um desafio dessa magnitude. Só havia então um caminho que era buscar o máximo de transparência. Todo o tratamento foi ampla e livremente noticiado pela mídia. Num caso como este não se pode, nem se deve inventar ou maquiar nada. A verdade é o melhor remédio. Até porque ela sempre prevalece.

A sua contratação ocorreu a partir de quando?
O PT me contratou para dar consultoria e fazer as propagandas partidárias em 2009.

Como Dilma reagiu à necessidade de fazer operação plástica no rosto e na região do pescoço, mudar o vestuário, treinar oratória, aceitar cabeleireiro e maquiadora sempre perto?
Variou. A decisão de fazer a operação plástica, por exemplo, foi dela. Como toda mulher, quando se trata de estética, ela gosta de ela mesma tomar iniciativa. Ou, pelo menos, de pensar que foi dela a decisão.

Por que Dilma tem dificuldade para falar em público, às vezes não completando um raciocínio?
Durante toda a sua vida, Dilma foi treinada mais para fazer do que para falar. Além disso, ela é daquelas pessoas que tem raciocínio mais rápido do que a verbalização. E algo ainda mais complexo: imagine uma pessoa que nunca foi candidata a nada inaugurando sua vida eleitoral sendo candidata a presidente de um país do tamanho do Brasil?

Tudo isso provoca um tipo de tensão e ansiedade que obviamente repercute na maneira de se comunicar. Porém, o mais surpreendente, é que Dilma superou todos esses obstáculos de maneira brilhante. O mérito maior é dela.

Como era sua equipe na campanha?
Tive a felicidade de formar um "dream team". Cerca de 200 pessoas estiveram envolvidas. Alguns já trabalhavam comigo há muito anos como Eduardo Costa, meu braço direito e um dos grandes responsáveis pelo sucesso da campanha. Outros se reaproximaram e foram fundamentais como Marcelo Kértesz, Lô Politi e Giovani Lima, como diretores de vídeo. Sem falar da presença essencial de Mônica Moura, minha mulher e sócia.

Como presidente Lula interagiu com Dilma durante a campanha?
Em termos presenciais, o contato foi muito menor do que quando ela estava no governo.

Haveria alguma forma de o PSDB usar de maneira positiva, em nível nacional, a imagem de FHC em uma campanha presidencial?
Num período muito curto de campanha, seria muito difícil, quase impossível. Se eu estivesse no lugar de Luiz Gonzalez [publicitário da campanha de José Serra], que considero um dos melhores marqueteiros do Brasil, talvez eu fizesse o mesmo que ele fez.

O uso da imagem de FHC só seria viável eleitoralmente depois de um trabalho consistente ao longo de um período de vários anos. Seria preciso recuperar uma narrativa do governo tucano, que teve méritos, mas ficou com a imagem avariada por causa do final da administração FHC.

Creio ter havido um desleixo da parte do próprio Fernando Henrique, com uma atitude olímpica. Quem sabe, por vício acadêmico, ele esperava um resgate histórico que viesse apenas por gravidade. Mas, no seu caso, seria necessário mais do que isso. Ele e seu partido teriam de se esforçar para defender a imagem daquela administração, deixando de lado a timidez ou o medo que demonstram ter.

Teria sido possível neste ano eleger José Serra ou algum candidato de oposição? Com qual estratégia?
Muito improvável. A menos que cometêssemos alguns erros e a oposição milhões de acertos

Aécio Neves teria tido condições de vencer Dilma?
Poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado.

Como foi e com qual frequência se deu neste ano sua relação com o publicitário de Serra, Luiz González?
Sempre tivemos uma boa relação. Admiro o González tanto por sua competência como por seu caráter. E é sempre uma parada dura enfrentá-lo numa campanha. Nos falamos várias vezes durante esta campanha para negociarmos regras de debates e outros detalhes envolvendo participações dos nossos candidatos.

A negociação mais insólita foi quando liguei, pra ele, na véspera do Círio de Belém, sugerindo que abríssemos mão da propaganda eleitoral na TV no dia da festa, no Pará. Ele pediu pra consultar o Serra e topou. Tenho certeza que os paraenses gostaram muito desta atitude e Nossa Senhora de Nazaré, com certeza, abençoou os dois candidatos.

Esta eleição teve dez debates. Quais foram os mais úteis eleitoralmente? Os da Globo, pela alta audiência?
Todos foram importantes, mas nenhum decisivo.

Todos os debates foram engessados por regras impostas pelos candidatos e seus assessores. O que seria necessário para haver debates mais livres?
Os debates, como algumas regras da propaganda eleitoral, têm de ser revistos. O problema dos debates é que dependem da vontade dos candidatos. E vontade dos candidatos é a coisa mais difícil de administrar.

E no caso do horário eleitoral, o que pode ser feito?
Eu acho que a lei de propaganda eleitoral é uma das mais modernas do mundo. Porém, há situações anômalas que devem ser corrigidas. Por exemplo, a legislação sobre pré-campanha. Outra, a legislação do segundo turno.

No caso do segundo turno, como está concebido, é uma violência contra os candidatos, contra os partidos, contra os eleitores e contra as equipes que produzem os programas eleitorais. Deveria haver menos propaganda, mais debates obrigatórios, mais liberdade de entrevistas nos meios de comunicação eletrônicos e a eleição em si ser mais próxima da do primeiro turno.

Qual foi a importância da internet na campanha?
Ao contrário do que se fala, a internet teve um papel importante nesta eleição. Pena que tenha sido usada, muito fortemente, para veicular campanha negativa raivosa, anônima e, muitas vezes, criminosa. Isso terminou por diminuir muito a credibilidade do material que circulava na web. Mas a cada dia o papel da internet será maior nas eleições brasileiras. E isso é muito bom para a disputa eleitoral e para o avanço democrático.

Nos EUA, a web é usada na difusão de propaganda negativa, mas também na arrecadação de fundos. Quando haverá isso aqui?
Como já disse, houve um predomínio de propaganda negativa. Mas a mobilização nas redes sociais foi também intensa. Esta é a grande chave, no futuro, para aumentar o impacto da web nas eleições.

Qual foi o saldo da contratação de técnicos que trabalharam na campanha da web de Barack Obama?
A participação deles ficou praticamente restrita à transferência de tecnologia e de ferramentas. Não participaram da estratégia nem da conceituação da campanha em nenhum nível. Mas são profissionais bem competentes em sua área.

Teria sido possível eleger algum outro ministro técnico como Dilma usando a mesma estratégia?
Acho que seria muito difícil. A escolha de Dilma foi uma das maiores provas da intuição e da genialidade política do presidente Lula. Eu tive o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a saber da decisão do presidente e a fazer estudos sobre isso, a pedido dele.

Desde o início ficou claro que a transferência de votos se daria de forma harmônica e fluídica. Está provado que a transferência, na maioria das vezes, se dá mais pelas características do receptor do que do doador. De todos os possíveis candidatos, Dilma reunia as melhores condições para isso. Era mulher, ocupava um papel-chave no governo, tinha passado e presente limpos, era competente, firme, corajosa, combativa e tinha fidelidade absoluta ao presidente.

Além disso, por causa do tipo de personalidade de Lula, era muito mais natural e com maior poder de sedução junto ao seu eleitorado, ele pedir voto para uma mulher do que para um homem.

Em 2014, os parâmetros de exigência da população estarão elevados para outro patamar e o Bolsa Família terá menos importância?
Primeiro é bom esclarecer, que no campo da psicologia do voto, o Bolsa Família é percebido pelos seus beneficiários como um detalhe importante, porém um detalhe, de uma coisa ainda maior e mais forte para eles que é o olhar social do governo Lula.

O programa, em si, tem apelo eleitoral? Tem. Porém menos do que se apregoa. E, como já disse, não funciona de forma isolada. Acho que poucos governos, como o do presidente Lula, e, tenho certeza, o da presidenta Dilma, reúnem tantas condições de poder acompanhar o que você chama de elevação de parâmetros de exigência da população.

Na verdade é mais do que isso. Quando o governo Lula retirou 28 milhões de pessoas da miséria e levou 36 milhões para a classe média estava, ao mesmo tempo, dando vida digna e cidadania a estas pessoas, elevando seu nível de vida e, simultaneamente, elevando os seus 'parâmetros de exigência'. Ou seja, as políticas públicas de Lula e de Dilma são maiores do que qualquer tipo de pragmatismo eleitoral.

Se quiser vencer, o que deve fazer a oposição daqui até 2014?
Não me sinto apto a dar conselhos à oposição. Ela tem consultores mais competentes do que eu para isso.

O sr. foi convidado a continuar prestando assessoria de imagem e marketing para Dilma Rousseff?
A presidenta eleita não me falou nada sobre isso e eu tenho uma agenda internacional carregada, nos próximos três anos, que atrapalharia bastante um trabalho deste tipo.

Uma ala do PT, entre os quais José Dirceu e Fernando Pimentel, desejava a sua saída e a volta de Duda Mendonça. Como foi essa disputa?
É natural que na política, nos negócios e no amor as pessoas queiram se associar com quem têm afinidade. Até hoje, não sei exatamente quem participou dessa articulação. Só sei que foi um grupo muito pequeno e que não contava com o apoio da cúpula da campanha nem do PT. Lula e Dilma sempre me apoiaram integralmente. O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini e o presidente atual da legenda, José Eduardo Dutra, sempre me deram todo apoio.

Quais são os seus planos profissionais a partir de agora?
Eu tenho muitos clientes fora do Brasil e provavelmente me dedique mais a eles, nos próximos dois anos. Estou examinando também, com carinho, uma proposta de sociedade de uma empresa americana de marketing político para atuação junto ao eleitorado latino, nos Estados Unidos.

Quero ver, também, se tenho tempo de terminar dois livros que estou escrevendo, um romance e outro sobre marketing político. Além disso, quero ver se volto a me dedicar à música.

Quanto o sr. cobrou para fazer a campanha de Dilma Rousseff?
O custo total da área de propaganda e marketing, incluindo as pesquisas qualitativas e as quantis estratégicas, foi de R$$ 44 milhões.

O Brasil é o país latino-americano no qual as campanhas políticas são as mais caras?
O custo das campanhas no Brasil está diretamente relacionado ao tamanho do eleitorado, à força de sua economia e à qualidade e sofisticação do seu marketing eleitoral. Sem dúvida, um dos melhores do mundo.

Continua a existir uma imagem negativa dos marqueteiros. Esse é um problema de marketing que os principais envolvidos não conseguem solucionar?
Acho que esta suposta imagem negativa está circunscrita a determinados setores da sociedade que não entendem --ou não querem entender-- o verdadeiro papel do marketing político.

Para a maioria da população ocorre exatamente o contrário: há uma profunda curiosidade e atração pelo nosso trabalho. Assim como somos um país com dezenas de milhões de técnicos de futebol, estamos também nos transformando num país com milhões de marqueteiros.

É incrível como hoje todo mundo discute e "entende" de marketing político. Chega a ser pitoresco, nos grupos de pesquisa qualitativa, como eleitores de todas as camadas sociais comentam, opinam e desvendam os segredos do marketing. É uma escola de prática de política.

Há semelhanças entre a transferência de poder do russo Vladimir Putin para Dmitri Medvedev, em 2008, e agora no caso dos brasileiros Lula e Dilma?
Li sobre isso na mídia internacional. É um equívoco absoluto, uma leitura caricata e ligeira. A democracia no Brasil é mais complexa e sofisticada. Mas isso me faz lembrar uma história curiosa.

Como a eleição brasileira chama a atenção em vários países, no início de maio, um emissário não oficial do governo russo mandou um recado para a campanha de Dilma. Essa pessoa queria oferecer o que seria uma técnica que dizia ser infalível de transferência de votos baseada na experiência exitosa de Putin para Medvedev.

Demos muita risada e é claro que recusamos. Mas tenho a impressão que um ou outro integrante da nossa campanha chegou a ficar tentado em pelo menos ouvir o que os russos tinham a dizer. Mas é óbvio que nenhum contato foi feito, embora o episódio demonstre como era imprevisível para alguns a capacidade de Lula de transferir votos para Dilma
Fonte: Folha Poder

6 de novembro de 2010

Artistas de Mossoró lançam manifesto para Rosalba

ARTISTAS LANÇAM MANIFESTO PRÓ-CULTURA

31 de outubro de 2010

Este manifesto é resultado de uma articulação de agentes culturais e artistas, aborda de forma sucinta uma fotografia da cultura do Estado do RN, e delineia um perfil para o cargo de gestor cultural. Trata-se de uma produção textual coletiva com a participação de Augusto Pinto, Aldacir de França, Carlindo, Ceição Maciel, Cleide, Lenilda Sousa, Joriana Pontes, Messias, Nonato Santos, Toinha Lopes.

Senhora governadora Rosalba Ciarline:
Somos produtores culturais, artistas profissionais, e em formação das áreas de musica, teatro, Artes visuais, Cinema, Dança e poesia. Trabalhadores da arte, com extensa folha de serviço prestado ao povo de Mossoró e do rio grande do norte, de forma presente, pulsante e continua temos trabalhado a serviço da produção, circulação e fruição dos bens culturais, bem como da democratização da arte, como forma de garantir cidadania ao povo potiguar.

Nosso compromisso ético é com a função social da arte. O que nos une no que denominamos de Articulação em Defesa da Cultura Potiguar é desejo de contribuir com o governo da Sra. Rosalba Ciarlini que em seu programa de gestão já se anuncia novo, sensível e comprometido com os sonhos dos que fazem a cultura do nosso estado, quando se compromete de imediato encaminhar projete lei para criar o Fundo Estadual de Cultura com destinação de 1% da arrecadação o ICMS anual, criando assim uma fonte estável e permanente para o financiamento das atividades e iniciativas culturais.

Entendemos que a criação do Fundo Estadual de Cultura pressupõe a elaboração de um Plano Estadual da Cultura, com formação do conselho paritário para que as políticas culturais sejam formuladas de forma democrática e tenham a sua continuidade garantida.

Entendemos ainda que uma intensa movimentação cultural, não constitui uma política de cultura, pois de fato a política cultural que limita se à promoção de alguns eventos, os grandes espetáculos a céu aberto, os quais, ainda que se imponham como grandes realizações estéticas, não têm contribuído como se esperava para o incremento da produção artística local; por outro, entendemos que o dinheiro público deve servir principalmente, para financiar shows, eventos e projetos a que venha contribuir com os processos de socialização, de criatividade, que venham realçar os valores humanos.

No entanto as nossas perspectivas positivas com relação a uma nova gestão para a cultura do Rio Grande do Norte, que entendemos tende a ouvir e atender os anseios do movimento cultural; preocupa-nos a manutenção de alguns avanços pontuais que consideramos conquistas da classe artística até o presente passamos a enumerá-las:

Política de editais
Nos últimos dois anos foram inúmeros editais lançados pela FJA, podemos citar o Premio Chico Villa, Lula Medeiros, Micros Projetos + Cultura, Premio Nubia Lafaete, Premio Cornelio Campina, Premio Willian Colbert, Prêmio de Dança Roosevelt Pimenta, Prêmio Moacyr Cirne de Quadrinhos, entre outros que com a seleção pública de projetos culturais, atraves utilização de editais, representou uma forma democrática e republicana para a distribuição de recursos públicos aos p rojetos e atividades culturais. Os editais fazem com que a destinação dos recursos públicos para a área cultural seja feita de forma transparente e aberta, com regras claras e critérios objetivos, tornando as políticas públicas de cultura mais difundidas e mais acessíveis a produtores e grupos culturais.

Pontos de cultura
Os pontos de cultura (iniciativas culturais desenvolvidas pela sociedade civil que estão sendo potencializadas pelo Governo Federal), que não passava de meia dúzia nos últimos tempos passaram para o numero de 53 em todo estado. Preocupa-nos a continuidade da parceria da fundação José Augusto e ministério da cultura no que se refere a manutenção dos 53 pontos de cultura e mais 13 em processo de implantação, havendo informação de que haveria interesse do ministério em la nçar edital para mais 100.

Projeto Seis e meia
O Projeto Seis e Meia veio para Mossoró pela primeira vez em 1996, ficando até o ano de 1999 Nesta época era muito difícil realizar o projeto na cidade, pois alem de cobrir os custos da produção com a venda de ingressos, diferentemente de Natal, não havia cachê fixo e o artista local recebia o valor referente em ingressos, que ele tinha de vender. No atual formato dos seis e meia o projeto passou a ser totalmente custeado pela fundação e com a contribuição da iniciativa privada em forma de patrocínio. O projeto seis e meia traz ao estado o que tem melhor da música nacional e enaltece os artistas locais.

As casas de cultura
São 25 casas de cultura inauguradas no RN que tiveram como mérito maior o tombamento de alguns prédios históricos para o patrimônio arquitetônico cultural. Que apesar do fato de pouco se conhecer do funcionamento real destes equipamentos, entendemos que \?As Casas\? poderão no futuro constitui-se numa solução a um processo necessário de interiorização da Fundação José Augusto. Além de serem utilizadas para favorecer o acesso da população aos bens culturais, podem dinamizar a promoção da cidadania.

Teatro Estadual Lauro Monte Filho e Teatro Adjunto Dias
Estes espaços teatrais conquistados pela classe artística ainda no governo Garibaldi já tiveram em tempos áureos intensa programação cultural, nos últimos anos por falta de manutenção e ausência de critérios técnicos na contratação de pessoal e mesmo a inexistência de funcionários, se tornaram verdadeiros elefantes brancos, assim se faz necessário além da manutenção dos espaços e a devida dotação orçamentária a contrataç ão de pessoal especializado em curto prazo e em longo prazo a realização e concursos para compor o quadro técnico especializado permanente destes equipamentos.

Agosto de Teatro
Em sua segunda edição e sucesso de público, o Festival Agosto de Teatro promovido pelo Governo do Estado e realizado pela Fundação José Augusto, tendo como objetivo geral reunir os fazedores de Teatro do estado, o festival agosto de teatro veio ocupar uma lacuna enquanto espaço vitrine da produção local, possibilitando a apreciação, reflexão e discussão dos espetáculos, como também, oferecer ao público acesso às mais variadas produções teatrais potiguares promovendo o intercâmbio entre os artistas e proporcionando o debate de temas pertinentes ao fazer teatral, se constituindo como espaço de discussão de espetáculos e formação de platéias.

Além destas ações que gostaríamos que houvesse continuidade e atenção por parte do novo governo, e ainda com base nos compromissos de campanha através do programa de cultura, no que diz respeito à interiorização das escolas de arte e a estimulação da cultura de produção e consumo da arte de sugerimos a realização das ações:

Poesia Popular Nordestina
A Fundação José Augusto em parceria com a Secretaria da Educação, através oficinas de literatura de cordel e da prática do repente possibilitará a descoberta de novos valores poéticos, o que por consequência, poderá resultar numa relevante produção poética no contexto da Poesia Popular. Além da possibilidade de criar e ampliar o mercado de trabalho para cordelistas, declamadores e repentistas, o projeto será uma forma de reconhecimento e valorização dos mest res da poesia popular.

Festivais e Mostra de Cultura Popular
Aproveitando os equipamentos já existentes das Casas de Cultura, propomos ainda, a realização de Festivais de Repentistas, Festivais de Sanfoneiros, Mostras de Teatro de Bonecos, Oficinas e Cursos sobre as normas técnicas da Poesia Popular Nordestinas, Festivais de Humor, de Teatro ( cursos e oficinas ), de Música, de Folclore, todas essa ações objetivando a descoberta de novos talentos capazes de produzir arte, poesia, música e humor, o que indubitalvemen te, enriquecerá e ampliará ainda mais, a cultura a arte do nosso Estado.

Balcão de Ferramentas Culturais
Considerando a existência de inúmeros editais no campo cultural e que Dentro da cultura, o sub setor do entretenimento que reúne cinema, teatro, televisão e música são um dos mais intensivos em trabalho (Publicado no O Estado de S. Paulo, 29/04/2008), sugerimos a criação de um balcão da cultura com atuação voltada especificamente para o fomento da economia da cultura, culturalização da economia e atividades do entretenimento. Podendo atuar tanto na capacitação de artistas e produtores e na captação de recursos, bem como da criação de uma linha de financiamento para aquisição de equipamentos e instrumentos musicais.

Ponto de Vista da Classe artística:
Acreditamos que o fortalecimento e desenvolvimento da arte e da cultura do Rio Grande do Norte, além da vontade política da governado ra passam também pela habilidade administrativa e pela capacidade técnica do futuro presidente da Fundação José Augusto dada a oportunidade sugerimos um perfil que consideramos ideal para um gestor público da área cultural:

1. Acesso: Direto a governadora e outras esferas do poder executivo estadual através da utilização correta do feedback.

2. Experiência: na gestão da cultura e positividade na resolução dos problemas

3 Sensibilidade: para perceber o outro e habilidade para fazer articulações.

4. Formação: caráter e atitudes pluridisciplinar das tarefas faz imprescindível um nível altivo de formação tanto em disciplinas humanísticas como em gestão.

5. Abertura Intelectual: estar disposto à troca e a inovação, as propostas diferentes, as posições fechadas limita as ações de um gestor cultural.

6. Aprimoramento: Capacidade de lidar com relações interpessoais, de lidar com trabalhadores da arte, respeitando as diferenças e necessidades das pessoas físicas ou jurídicas.

7. ?Ouvido?: se vincula a sensibilidade e a abertura intelectual, e as disposições a escutar o outro para obter objetivos comuns.

8.Utilização de uma comunicação que facilite compreender e ser compreendido pelos artistas promovendo um clima de confiabilidade na demanda da cultura. Percepção dos mecanismos geradores de conflitos e busca de alternativas para solucioná-las

9. Reflexos: para reagir ante o inesperado, a surpresa, o impensado, que é bastante comum no campo da cultura; destreza para improvisar.

10. Capacidade de adaptação e organização: indispensável para se adequar a realidade alterada, a equipes de trabalho (os gestores individualistas se esgotam rápido).

11. Paciência: Em miúdos, os resultados tardam bastante em chegar, os processos são lentos?

12. Atitude de serviços: se trabalha por um projeto e para as pessoas, não para satisfazer o próprio ego.

13. Criatividade: indispensável para resolver situações novas, para gerar ações.

14. Compreensão da administração: o gestor tem de lidar com burocracias de todas as formas, oficial e privada, e tem que estar preparado para fazê-lo com habilidade e paciência.

15. A gestão da área cultural é bastante complexa, pois dialoga com outras áreas e outros saberes desta forma para dar conta de toda a diversidade exige do gestor uma formação interdisciplinar onde haja noção de economia da cultura, marketing, ética profissional, princípios jurídicos, bem como dominar técnicas de planejamento e gerenciamento organizacional levando em consideração as diferentes áreas culturais, e suas ocorrências. È indispensável que acompanhe de forma ativa as políticas culturais vigentes em todos os níveis governamentais: Municipal Estadual Federal.

Esta é nossa contribuição para o momento, e aproveitando o reiteramos aqui a nossa vontade e disposição de contribuir junto ao novo governo para o desenvolvimento artístico e cultural do nosso estado, e acreditamos que continuaremos avançando sem retrocessos. Dirigimo-nos a senhora governadora a nosso público, e ao povo do RN com a convicção que estamos no rumo certo e disposto a apoiar as políticas de investimentos para produção cultural. Finalizamos está comunicação prestando o nosso reconhecimento e estima a senhora Governadora Rosalba Ciarline e a todos e todas que acreditam na arte e na cultura como elemento propulsor para o avanço da sociedade.

?Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade?
Raul Seixas