20 de dezembro de 2010

Diz o novo testamento

Mote: Diz o novo testamento

Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento

Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento

Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem

Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento

Zé Limeira - O poeta do absurdo

19 de dezembro de 2010

Allan Sales em Literatura de Cordel e Xilogravura


Allan Sales em Literatura de Cordel e Xilogravura.
Allan Sales,músico, poeta cordelista e compositor, lança no dia 21 de janeiro de 2011,sexta feira, a partir das 17h, na Cachaçaria Matulão, no Mercado da Boa Vista sua coletânea de 15 folhetos de cordel, agora ilustrados com xilogravuras de sua autoria. As xilogravuras são fruto de seu aprendizado numa oficina ministrada em outubro deste ano pelo poeta cordelista e xilogravurista Marcelo Soares.
Autor de mais de 500 cordéis versando sobre os mais variados temas, sempre os ilustrou com recursos de programas de computador que processam imagens. Agora agregando à obra uma expressão gráfica que foi incorporada ao folheto de cordel como solução de ilustração que os cordelistas ancestrais encontraram no desenvolvimento da arte do cordel no Nordeste Brasileiro.
Por ocasião do lançamento os cordéis estarão à venda, haverá também um recital poético musical eclético do autor acompanhado do seu grupo musical Inclusão Social, estando o microfone aberto aos que desejarem apresentar sua poesia ou música aos presentes ao evento.

18 de dezembro de 2010

A PENA

A PENA

Eu queria apenas uma pena
Leve para esse poema,
Pelo crime de sedução

Praticado sobre você!
Foi apenas paixão sem querer,
Eu sei! Na lesão do coração

Ainda se procura descobrir
Os versos escritos para esculpir
Um só momento de ilusão!

Gilberto Costa

14 de dezembro de 2010

D`elineando

Deputada comemora tombamento do centro de Natal e da Festa de Sant’Ana pelo IPHAN

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) destacou na tribuna da Câmara dos Deputados o tombamento pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na semana passada, o centro histórico de Natal e da Festa de Sant’Ana, em Caicó. “Tombar o centro histórico da cidade de Natal é preservar a nossa memória, é preservar a história da cidade. Ali está a origem da cidade. Na verdade, andar por aquelas ruas, como diz o arquiteto Haroldo Maranhão, é como ouvir a história da cidade.”

Agora, a expectativa da deputada Fátima é que prefeitura de Natal apresente projetos para restaurar prédios em degradação no centro da cidade. “Espero que a prefeitura recupere o tempo perdido e apresente bons projetos para que possamos, de fato, preservar aquela área. Há vários imóveis no centro histórico de Natal em estágio inclusive de degradação. Foi lançado o Pacto pelas Cidades, exatamente um motivo para a prefeitura tomar a iniciativa de apresentar bons projetos para que possamos, com o tombamento, recuperar esses prédios e preservar a história.”

O tombamento da Festa de Sant’Ana também foi motivo de comemoração no discurso da deputada Fátima. “E o outro tombamento foi o da Festa de SantAna, que é seguramente uma das mais tradicionais festas do Seridó potiguar, rica em manifestações culturais, com destaque para o artesanato sertanejo, os famosos bordados de Caicó e de Timbaúba. Quem já não ouviu falar dos bordados de Caicó, de Timbaúba, do Seridó? É rica, também, na gastronomia, nas comidas típicas. Durante a Festa de SantAna acontece a chamada feirinha, é um momento de muita alegria, de celebração.”, destacou.

“Os seridoenses, os caicoenses estão em festa, porque essa medida do IPHAN de tombar a Festa de Sant’Ana é uma medida muito, muito importante, por tudo que representa, pelo simbolismo que tem a tradicional Festa de Sant’Ana lá no semiárido potiguar, na querida cidade de Caicó.”, acrescentou.

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Assessoria de Imprensa
Dep. Federal Fátima Bezerra - PT/RN

10 de dezembro de 2010

Centro histórico de Natal ganha título de patrimônio cultural do Brasil


Centro histórico de Natal ganha título de patrimônio cultural do Brasil


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou hoje proposta de tombamento do Centro Histórico de Natal apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. O Conselho que está reunido hoje e amanhã (10) no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro tem oito candidaturas na pauta de discussão. Grande parte da história social, econômica, política e urbana de Natal, no Rio Grande do Norte, pode ser contada por seu centro histórico que mescla uma malha urbana colonial com um conjunto arquitetônico de todas as épocas, mas em que o século XX deixou a sua maior marca. Apesar das intervenções contemporâneas incorporadas ao longo dos anos, a área que deu início à cidade ainda conserva conjuntos de edifícios e bairros com suficiente representatividade histórica, justificando o de sua preservação como patrimônio cultural brasileiro.


O parecer elaborado pelo Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização – Depam/Iphan ressalta que já existe uma tendência entre urbanistas de que é na heterogeneidade fragmentária, ou seja, no conjunto entre os monumentos antigos e o traço moderno, que se pode ter, no tecido urbano, um sentido de passado. Desta forma, a necessidade e a justificativa para o tombamento não se restringe apenas a um aspecto estático do patrimônio cultural, mas a um conjunto de fatores que incluem o sentimento de pertencimento da sociedade em relação a seus bens culturais. É com base nessas considerações que o Iphan propõe o tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade de Natal, englobando a Cidade Alta e parte do Bairro da Ribeira. O Depam reforça ainda a importância histórica e paisagística do rio Potengi para a cidade e o fato de que ele ainda representa importante papel no transporte de mercadorias e pessoas.

A origem da cidade de Natal

Implantada para defesa das incursões francesas na América do Sul, promovidas para a conquista do território no extremo norte do continente, durante a união das coroas de Portugal e Espanha, no século XVI, a cidade teve origem militar-estratégica a partir da construção do Forte dos Reis Magos, em 1599, na foz do rio Potengi, e uma pequena ocupação próxima, em área inundável. Neste local ficou definida a edificação da primeira igreja, em uma elevação há aproximados 10 km do forte, onde hoje está erguida a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação. A cidade formada no alto dessa elevação, paralela ao rio, teve como marco zero o largo em frente à igreja.

A Cidade Alta concentrava o poder religioso, administrativo e o uso residencial, numa ocupação marcada pelos vazios dos largos e quintais. Na parte baixa, uma ocupação de chácaras se estendia ao longo do caminho para o Forte. Até quase meados do século XVIII, um braço do rio Potengi representou um obstáculo na ligação da cidade alta com a baixa. As duas áreas foram ligadas em 1732, com a construção de uma ponte de 132 metros. A parte baixa, o bairro da Ribeira, historicamente serviu ao comércio e ao trânsito de pessoas para a capital. A Ribeira por varias ocasiões representou o local de cultura e lazer da cidade.

Analisando os dois bairros, o poder religioso permanece representado na Cidade Alta, que ainda mantém uma ocupação mais arejada, com espaços abertos das praças, ruas, pátios e quintais. Em contraponto, o bairro da Ribeira é adensado com uma configuração urbana predominantemente colonial. A arquitetura no Centro Histórico de Natal reúne todos os estilos, do colonial ao contemporâneo, sendo a grande maioria das edificações construídas no século XX, com exceção das igrejas do século XVIII e alguns monumentos do final do século XIX.

O caráter militar da região foi mantido no século XX. A década de 1940 se caracterizou pela implantação de complexos militares em Natal, justificados pela segunda guerra mundial e pela situação geográfica estratégica no Atlântico, no extremo leste da América do Sul. Em 1941 a marinha criou uma base naval no Refoles, trazendo navios e caçasubmarinos americanos. Em 1942, a Força Aérea Brasileira - FAB instalou uma base em Parnamirim e no mesmo ano, militares americanos, com o apoio do governo brasileiro, montaram uma base próxima, a Parnamirim Field. Foi também instalada a chamada Base da Rampa, nas Rocas, área contígua à Ribeira, onde atracavam principalmente hidroaviões.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Além do Centro Histórico de Natal, a pauta da reunião do Conselho Consultivo inclui a proposta de registro como Patrimônio Cultural da Festa de Sant’Ana do Caicó. Os conselheiros avaliarão também a possibilidade de tombamento do Conjunto Histórico do Município de Paracatu, em Minas Gerais; da Igreja Positivista, na cidade do Rio de Janeiro; do Conjunto Urbanístico e Paisagístico do Município de Cáceres, em Mato Grosso, e do Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga, em São Paulo. Integra a pauta da reunião do Conselho Consultivo a proposta de tombamento para o patrimônio naval do Brasil, protegendo o acervo do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul – Santa Catarina, a Canoa de Tolda Luzitânia, de Sergipe, o Saveiro de Vela de Içar Sombra da Lua, da Bahia, a Canoa Costeira Dinamar, do Maranhão, e a Canoa de Pranchão Tradição, do Rio Grande do Sul.



Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 2024-6194
(61) 9972-0050
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr

Saudade é tudo que fica Daquilo que não ficou

MOTE
Saudade é tudo que fica
Daquilo que não ficou

GLOSA
Um adeus não justifica
Que a gente leve saudade...
Porque na realidade
Saudade é tudo que fica
Na memória não se explica
O que, esse adeus provocou
Sabe apenas que marcou
Um momento na existência
Pra sentir a sua ausência
Daquilo que não ficou

RENATO CALDAS - Poeta Potiguar

9 de dezembro de 2010

Centro Histórico de Natal recebe título de patrimônio cultural

Tribuna do Norte | Centro Histórico de Natal recebe título de patrimônio cultural

Fátima se solidariza com luta de jornalistas do RN

Fátima se solidariza com mobilização de jornalistas do RN por melhores salários

A deputada Fátima Bezerra se solidarizou à mobilização dos jornalistas do Rio Grande do Norte que estão na luta por um reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Fátima ressaltou os baixos salários desses profissionais. “Os jornalistas do meu Estado, o Rio Grande Norte, infelizmente recebem o mais baixo salário da categoria no País, apenas 900 reais. Diante desse quadro, os jornalistas estão mais uma vez em campanha salarial, lutando tanto por melhoria salarial, por melhores condições de trabalho.”

Fátima disse esperar que empresários e jornalistas cheguem a um entendimento o mais rápido possível. “Quero mais uma vez reiterar o nosso apelo para que as empresas de comunicação cheguem a um acordo e que, de fato, possam tirar os jornalistas do Rio Grande do Norte desse patamar de receberem hoje infelizmente os mais baixos salários da categoria de jornalistas no nosso País. Os jornalistas continuam mobilizados, repito, lutando. Daí a nossa expectativa para que os empresários da comunicação cheguem a um acordo a fim de melhorar os salários e as condições de trabalho desses profissionais. Profissionais, todos sabemos, enfrentam forte estresse, trabalham sob pressão do horário de fechamento dos meios de comunicação, muitas vezes com até 12 horas de trabalho diário.”, ressaltou a deputada.

Outro ponto de destaque no discurso da deputada foi a necessidade de aprovação de projeto de lei na Câmara dos Deputados que regulamenta a contratação de jornalistas profissionais na administração pública. “Importante passo para a valorização profissional dos jornalistas é a necessidade de esta Casa aprovar projetos de lei, como o do companheiro deputado Paulo Pimenta, o qual disciplina a admissão de jornalistas profissionais no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Quero inclusive saudar o companheiro deputado estadual do PT, Fernando Mineiro, e parabenizar a Assembleia Legislativa do meu Estado, Rio Grande do Norte, que aprovou iniciativa semelhante”.

7 de dezembro de 2010

Alzeny Nelo interpretando os clássicos da música francesa

Alzeny Nelo interpretando os clássicos da música francesa

“Chansons”, espetáculo musical entre a França e o Brasil, na voz da premiada soprano Alzeny Nelo, acompanhada por grandes nomes da cena musical potiguar. Sergio Farias na direção musical e os músicos: Darlan Marley (bateria), José Fontes (baixo), Eduardo Taufic (piano) e o próprio Sérgio (Violão e guitarra jazz).
O show reúne canções como “Ne me quitte pas”, “Non, je ne regrette rien”, “Les moulins de mon coeur”,”La vie em rose”, entre outras que marcaram época através de grandes compositores e interpretes como Edith Piaf, Barbara, Jacques Brel entre outros nomes.
O espetáculo estará na Casa da Ribeira nos dias 09 e 10 de dezembro para o lançamento do DVD gravado ao vivo em 2009, ano cultural da França no Brasil.
O DVD "Chansons" estará disponível ao público dos shows exclusivamente nas noites de lançamento, na Casa da Ribeira 09 e 10/12. Quem sabe, um presente natalino original!

QUANDO: 09 e 10 de dezembro 2010 às 20h
ONDE: Centro Cultural Casa da Ribeira
Rua Frei Miguelinho, 52 • Ribeira Natal/RN
INGRESSO + DVD: R$ 15,00
(Informações e reservas: 84 3211.7710)

Salve o Mias Querido, ABC FC

Lançamento de "Canções de abril" de Rizolete Fernandes

5 de dezembro de 2010

2 de dezembro de 2010

Viva o dia do SAMBA

Festival Dosol 2010 - Júlio Lima (RN)

O Plano Nacional de Cultura é do Brasil e dos/as Brasileiros/as

O Plano Nacional de Cultura é do Brasil e dos/as Brasileiros/as

É com muita alegria que assistiremos a sanção da Lei do Plano Nacional de Cultura pelo Presidente Lula. Não é o primeiro plano para a área da Cultura, já que durante a ditadura militar outros documentos de planejamento mereceram este título, em especial na década de 70. Mas é o primeiro que foi construído com ampla participação da sociedade, com debates em todos os estados da federação e tendo passado pelo crivo de duas Conferências Nacionais de Cultura em 2005 e 2010.

Sendo fruto de um processo tão amplo, o Plano é mais um instrumento da Sociedade do que propriamente do Governo. Para o Executivo, as leis são obrigações a cumprir, cabendo a nós, militantes e ativistas da Cultura, fiscalizar sua implementação bem como contribuir com a avaliação das suas diretrizes através do Conselho Nacional de Políticas Culturas, dos Colegiados Setoriais e de diversos fóruns da sociedade.

Assim como no caso do Plano, o momento que vivemos é especial porque é fruto de ampla participação da sociedade. Um momento em que editais, programas, leis e ideias são construídas por meio de consultas públicas, debates intensos e sem distinção de local ou posicionamento político. Ainda assim, para que tais políticas públicas sejam levadas como Política de Estado é necessário unir mobilização social com a resolução política dos que fazem no dia-a-dia a disputa pelos governos e pelo poder para a condução do Estado. E a instituição que disputa o poder na sociedade, a partir de programas constituídos, são os Partidos Políticos.

Nesse sentido, o Partido dos Trabalhadores trabalha intensamente desde sua fundação para construir junto aos movimentos sociais e culturais políticas públicas de Cultura. É reconhecida em nossa trajetória a participação nas gestões de Cultura em cidades e Estados com referências importantes que ajudaram a constituir parte do que é o Sistema Nacional de Cultura, a valorização de Fundos de Cultura e a participação social como eixo fundamental de todo o processo.

Não é por acaso que a ampla maioria dos projetos de lei que tramitam na Câmara ou no Senado tenha autoria de parlamentares petistas, que atuam com protagonismo na Frente Parlamentar da Cultura.

É legítimo, portanto, neste momento importante de definição do novo governo, que partidos políticos e movimentos coloquem seus principais quadros à disposição da composição da nova gestão. E para um Partido que tem não só bons quadros, mas também uma atuação decisiva na área, isto se torna ainda mais uma obrigação.

Não podemos nos condicionar à lógica das indicações de nomes, condicionando a luta e a busca pela consolidação do projeto ao modelo de que em não tendo um personagem específico se acaba a novela. Consolidar políticas públicas demanda projeto e mobilização. O mais importante é a manutenção e a ampliação de tudo o que tem sido feito até aqui. Somos governo, estaremos juntos e seguiremos sempre na luta por mais cultura para o Brasil seguir mudando.

Morgana Eneile é secretária nacional de Cultura do PT.