11 de maio de 2009

Viva Allan Sales, o Pernambucano mais Potiguar que conheço

O CABRA E AS CÓRNEAS DO TRAVECO



I
Ele era bom da vista
Mas ficou com catarata
Foi cegando foi cegando
Até que a visão empata
Ficou cego foi avante
À espera do transplante
Esperou sem ter bravata
II
A estória aqui relata
Eu lhes conto toda aqui
Arranjou um doador
Que morreu lá no Bongi
Faleceu atropelado
Era um rapaz turbinado
Um bonito travesti
III
As córneas da tal Lily
Era o nome boneca
Mandaram pra o Hospital
Geral lá da Muribeca
Chamaram o coitadinho
O danado do ceguinho
Que assim ganhou na loteca
IV
Um cirurgião careca
Que fez tal operação
Pôs as córneas da “menina”
Nos olhos do cidadão
Depois dessa cirurgia
Ex-cego com alegria
Da vista ficando são
V
Teve recuperação
Os olhos com curativo
Até aquilo sarar
Ansioso e apreensivo
Pois voltar a enxergar
Era como ele sonhar
Voltar a ser produtivo
VI
Ele era muito vivo
Esperou até tirar
O curativo dos olhos
Depois daquilo curar
Curativo é retirado
Ele então aliviado
Por voltar a enxergar
VII
Abrir o olho e olhar
Ver o mundo novamente
Mas teve um probleminha
Na córnea sobrevivente
Era córnea de bichinha
Em vida tão saidinha
Pecadora e insolente
VIII
Veja a coisa minha gente
Esse cabra assustado
Com as córneas da Lily
Ficou ele tão mudado
Era o maior esculacho
Quando pasava um macho
Ele olhava de lado
IX
Com o pescoço virado
Não parava de olhar
Ele antes tão machão
Não podia controlar
Era uma praga da córnea
De quem viveu na esbórnia
Só pra macho ele espiar
X
Não podia controlar
Aquele impulso da vista
Era um cabra muito macho
Com córnea de transformista
Era o maior vexame
Foi ele fazer exame
Com um psicanalista
XI
Era um bom analista
Arretado e freudiano
Ouviu todo seu relato
Com um respeito humano
Pôs ele na terapia
Mas isso não resolvia
Ele sofreu desengano
XII
Quase ferveu seu tutano
Sem achar a solução
Procurou um pai de santo
Que no meio da sessão
Baixou nele a “poderosa”
Com uma voz cavernosa
Pediu uma obrigação
XIII
Pra tu voltar ser machão
Tem que fazer ô boneco
Ficar na encruzilhada
Ir pra lá com um traveco
Cantar canção de Madona
Beijar na boca a bichona
E dar pra ela o “caneco”
XIV
Ele virou cacareco
Era macho até demais
Mas se livrar da quizumba
Resolveu correr atrás
Foi lá na Dantas Barreto
Chamou um traveco preto
E chavecou foi demais
XV
Chamou a “moça” o rapaz
Foram pra encruzilhada
Fez do jeito que mandou
Com sua calça arriada
Beijou a biba tão louca
Beijo de língua na boca
E depois a enrabada
XVI
A tremedeira danada
Ele então desmaiou
Um negão tão bem dotado
Quase ele se arrombou
Ficou num transe danado
Bom tempo desacordado
Até que então despertou
XVII
A quizumba ele curou
Pra macho não olhou mais
Mas sentiu diferente
E virou outro rapaz
Ficou do negão lembrando
Continuou se tratando
E diferente hoje faz
XVIII
Pôs silicones e tais
Hoje vive “batalhando”
Lily era zombeteira
Sacaneou lhe ferrando
Quem era bicha na vista
Virou total transformista
Pois acabou foi gostando

Classificadas do 4º MPBeco

Sorteio da ordem de apresentação será nesta quarta (13); primeira eliminatória será no próximo sábado (16), na Praça Sete de Setembro, a partir das 17h.


O 4º Festival de Música do Beco da Lama – MPBeco 2009 anuncia as 24 canções classificadas que concorrem a R$ 13 mil em prêmios a partir do próximo sábado (16), quando será realizada a primeira eliminatória do evento. O sorteio da ordem de apresentação será realizado na quinta-feira (14), no colégio Ciências Aplicadas, ocasião em que será lançado o DVD com as 10 finalistas da edição 2008 do MPBeco.

Confira as músicas selecionadas este ano, por ordem alfabética:

01 - A louca cinematográfica – Fellipe César C. Monteiro
02 - As cores que o mundo tem para dar – Franklin Mário
03 - Brinque o seu carnaval que eu brinco o meu – Luís Araújo / Vernon Bitu
04 - Cegos no precipício – Antonio Carlos Spinelli
05 - Côco de Patané – Leonardo Pinheiro Neto / Alexandre Lacerda
06 - Daqui de cima – Preto Bronx / JH Gofú
07 - Ela sim – Clara Pinheiro / Gabi Barbalho
08 - Essa boe – Priguissa
09 - Feliz ano inteiro – Jorge Negão
10 - Há sempre música – Júlio Lima
11 - Mãe Luíza ontem, hoje e sempre – João Martins de Souza
12 - Maria da Conceição – Nubilene Fernandes
13 - Miguxa do funk – Luciano Sabino da Costa / Danielle Lisboa Fontes
14 - Na quina – Diogo Guanabara / Rodrigo Levino
15 - Não vou mais – Jordan Luiz Santiago
16 - Pião Mariana – Dany-L Oliveira / Zé do Rock
17 - Pra que serve a Croácia – Carlos Bem / Romildo Soares
18 - Pretinha cor-de-rosa – Emmanuel de Andrade / Luiz Cajú
19 - São jorges – Iggor Dantas / Marcelo Veni
20 – Sentimentos – Gustavo Brat de Carvalho
21 - Tem a ver – Paulo Ricardo da Silva Gomes (Maguinho DaSilva)
22 - Um xote no tempo – Joana Medeiros / Genildo Mateus
23 - Vem no bem bolado – Miguel Carcará
24 - Viagem ácida – Paulo Ricardo Fernandes Gurgel


O 4º Festival de Música do Beco da Lama – MPBeco 2009 bateu recorde de inscrições em relação às edições anteriores. Foram 149 inscrições, o que resultou em 324 canções disputando as 24 vagas disponíveis para as eliminatórias. Estiveram na disputa músicos de Natal, Currais Novos, Santa Cruz, Macaíba, Messias Targino, Caraúbas, Parelhas, Goianinha, Mossoró, São Gonçalo, Ceará-Mirim, Extremoz e Parnamirim.

As eliminatórias serão disputadas nos próximos sábados (dias 16 e 23) e a finalíssima será no dia 30 de maio, sempre a partir das 17h30, com o palco montado na Praça Sete de Setembro, Centro Histórico de Natal, em frente ao Palácio da Cultura. Os três dias de festa terão transmissão ao da TV Assembleia.

Os finalistas disputam a seguinte premiação:

• Prêmio Bosco Lopes de Melhor Intérprete do Festival - R$ 1.500;
• Prêmio Maestro Mainha de melhor arranjo musical - R$ 1.500;
• Prêmio Celso da Silveira - 3ª melhor música do Festival - R$ 2.000;
• Prêmio Newton Navarro - 2ª melhor música do Festival - R$ 2.600;
• Prêmio Nazir Canan - 1ª melhor música do Festival - R$ 3.200;
• Prêmio Elino Julião do Voto Popular - R$ 2.200.
Arte de Venâncio Pinheiro

PASSARINHO DO MATO!

Soube ontem:
"O cantor e compositor paraibano Chico Cesar é o novo presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Ele aceitou o convite feito pelo prefeito Ricardo Coutinho na noite desta quinta-feira (07). A posse no cargo está prevista para segunda-feira (11), as 15 horas, durante solenidade no Paço Municipal."
http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?94337

Mais tarde soube mais: Pedro Osmar será seu assessor.

E hoje recebo de Pedro esse texto:

PASSARINHO DO MATO: Chico César na Funjope!


(Pedro Osmar). 10.05.2009. SP.



Qual o significado de um artista como Chico César à frente da instituição municipal de cultura mais importante da cidade, considerando sua história de luta, que é anterior à sua carreira profissional de artista popular mundialmente conhecido? Será, certamente, um delicioso retorno às suas origens! Com a diferença que ele terá em suas mãos a direção da Funjope e todo o seu complexo de atividades e compromissos educativos com a cidade de João Pessoa (não sendo portanto, apenas o menino de recados de um mero projeto divulgador de festas para fazer a cidade cantar, dançar e se divertir), cidade que Chico conhece tão bem (becos, vielas, favelas, comunidades mais distantes), pois nela morou e trabalhou em grande parte de sua vida estudantil, poética, musical e jornalística. Sim, Chico César é um jornalista formado pela UFPB, na mesma turma de Walter Santos, Silvio Osias e Carlos César, tendo como seu maior farol intelectual figuras como Raimundo Nonato Batista e Jomard Muniz de Brito, ícones de toda uma geração! Este será o significado da presença dele a partir de agora!

Hoje Chico volta como um professor que dá suas aulas a cada show/recital/entrevista e palestra que realiza pelo país e pelo mundo. Um profissional que aprendeu com a vida (e vida aqui, no sentido de pensar e repensar e agir e interagir produtivamente aos conceitos, novos conceitos que defende como massa crítica de sua sobrevivência intelectual e política) em que os “signos” estão sempre em rotação, que as relações de poder estão sempre em mutação, quando o poder é exercido democraticamente por quem quer que seja, por ele, por seus parceiros de trabalho, pelo prefeito e toda a complexidade política que faz João Pessoa ser a cidade que “é”, no projeto político do nordeste. Nos perguntamos: João Pessoa poderia ser mais do que é? Poderia dar melhores exemplos e condições de vida aos seus moradores e populações? A certeza é que um dia a cidade, a partir de administrações mais democráticas e equilibradas, terá as condições objetivas para conquistar esse avanço, pois como diria David Cooper: “Não existe esperança. Existe uma luta, e esta é a nossa esperança”.

A chegada de um cara como Chico César à Funjope se reveste de uma importância singular, dada a pluralidade com que acentua e confirma a competência do seu discurso em tudo que faz: sua música, seus poemas, e agora, certamente, uma possível e provável administração democrática e socialista que poderá imprimir à frente da Funjope. O ser plural que ele é (e singular, em seu competente projeto criativo no contexto da música paraibana, nordestina e brasileira), terá condições de dialogar com as “esferas” (leia-se diferenças e contradições) da complexidade da política paraibana, sempre às voltas com as naturais polêmicas do exercício do poder que nos governa, um projeto de poder estadual ainda bem atrasado e burro, mas que se, futuramente, manipulado de forma coerente, inteligente e progressista (um dia será revolucionária), poderá gerar cada vez mais condições para que a democracia popular se instale de vez na cidade de João Pessoa, bem como em todo o estado. Ou seja, cenas de um cotidiano poderoso (ainda não popular) que terá na ação administrativa da equipe da Funjope (com Chico César à frente!), uma outra postura e uma série de novos entendimentos. Este será o nosso desafio!

Que tenhamos vida e fôlego e paciência para ajudar em todo o processo, até porque, depois de Lau Siqueira, ninguém melhor do que Chico César para entender essas necessidades e facilitar um trâmite próprio dessa máquina municipal de poder em que agora ele está inserido. E estamos todos com ele, disso ele não tenha dúvida. Até porque muito do que ele viveu na sua militância de políticas alternativas de cultura a partir dos anos 80, tem a ver com essas “irmandades comunitárias”, tem a ver com as ações guerrilheiras de cultura criadas e mantidas pelos projetos que ele participou: Musiclube, Fala Bairros e Movimento dos Escritores Independentes, que praticamente atuou e mexeu decisivamente (durante pelo menos uns dez anos), com a cena da música, da poesia e da cultura na cidade de João Pessoa.

Chico estava de dentro, contribuindo, influindo e interferindo de forma crítica e criativa com suas idéias, que sempre fundiram “chão rachado, aboio, jovem guarda, bossa nova e tropicalismo com as mais novas e avançadas tecnologias da informação das vanguardas da Semana de 22” (vanguarda européia e modernismo brasileiro), que fomos aprendendo nas relações de poder da luta política de cultura da cidade de João Pessoa daquele período. Certamente que o grupo Jaguaribe Carne tem muito a ver com isso. Não soará estranho agora se a Funjope passar a defender causas de “intercambio”, formação e preparo cultural entre os artistas e as populações nos bairros, assim como nas cidades paraibanas e capitais nordestinas, como base de sua política de trabalho, pois esse é o nosso maior aprendizado nas ações de guerrilha cultural que realizamos coletivamente através do Musiclube, do Fala Bairros e do Movimento dos Escritores Independentes. Essa noção Chico tem, e ela será muito valiosa no momento em que a cultura da cidade procurar um “chão” por onde se sustentar, caminhar e se equilibrar.

Enfim, são expectativas. Bom será a conquista de tudo isso pela coletividade pessoense, tendo claro que muita coisa terá de ser revista e ampliada, seja do lado do poder, seja do lado do povo organizado, para que a cultura na cidade tenha melhores dias. Democracia é essa capacidade de estarmos abertos ao aprendizado que o rolo compressor da vida sempre nos coloca, por bem ou por mal. Esperamos que a vinda de Chico César possa nos ajudar a compreender melhor tudo isso.

Vamos à luta!

9 de maio de 2009

Video muito legal sobre elaboração de projeto cultural

Informativo Fundação José Augusto


N.º12 | 2009

Sexta-feira | 08 de maio

FJA

EDITAIS DE TEATRO – até 05 de junho

Prêmio Lula Medeiros de Teatro de Rua

O total de recursos disponíveis para premiação é de R$ 120.000,00, onde serão premiados 15 Grupos e/ou Companhias de Teatro de Rua, no valor bruto de R$ 8.000,00 para cada. Como contrapartida, o edital prevê duas apresentações, uma a ser destinada aos alunos da Rede Pública Estadual, e outra de livre escolha na cidade de origem do grupo.

Prêmio Chico Villa de Circulação Teatral

O concurso tem como objeto de selecionar 13 projetos de artistas potiguares, que concorram com obras de sua própria autoria ou de outros autores potiguares.

Está destinado ao prêmio um total de R$ 139.000,00, divididos da seguinte forma: Módulo 1 - mínimo de 5 projetos de até R$ 15.000,00 e Módulo 2 - mínimo de 8 projetos de até R$ 8.000,00.

Como contrapartida, deverão ser realizadas obrigatoriamente duas apresentações, em duas cidades distintas do Rio Grande do Norte (o proponente não poderá inscrever sua cidade de origem como local de apresentação). Além de oferecer, obrigatoriamente, a realização de uma oficina com carga horária de 8 horas e contemplar no mínimo uma dessas apresentações em algum dos espaços sob a administração da Fundação José Augusto: Teatro Alberto Maranhão (Natal), Teatro de Cultura Popular (Natal), Teatro Lauro Monte Filho (Mossoró), Teatro Adjuto Dias (Caicó) e Casas de Cultura.

PRÊMIO CORNÉLIO CAMPINA DE CULTURA POPULAR – Até 08 de junho

Com inscrições abertas até 08 de junho, o prêmio visa a seleção de projetos de grupos tradicionais da cultura popular do Estado do Rio Grande do Norte que estejam em atividade há pelo menos 05 anos. Por manifestações tradicionais compreendem-se celebrações, rituais, festas e práticas sociais reconhecidas pelas comunidades como parte de seu patrimônio cultural. Serão premiados 25 projetos no valor bruto de R$ 6.000,00 cada, que poderão ser usados para atividades, tais como aquisição de indumentária, adereços, estandartes e instrumentos musicais; apresentação, circulação e registro da manifestação; transmissão de conhecimentos, criação de acervo e formação de jovens. O total de recursos disponível para a premiação é de R$ 150.000,00.

PRÊMIO DE DANÇA ROOSEVELT PIMENTA - Até 12 de junho

O Concurso Roosevelt Pimenta é um incentivo para Circulação de Grupos e Companhias de Dança do Rio Grande do Norte, em terras Potiguares e tem como objetivo a seleção de projetos de espetáculos para circulação em duas cidades do Estado, que não a de origem do Grupo/Companhia. O objetivo é estimular a circulação de obras coreográficas potiguares, além de incentivar, valorizar e divulgar a dança. Serão selecionados 5 projetos de espetáculos para receber cada um, o valor bruto de R$ 8.220,00. Totalizando um investimento de R$ 41.100,00.

PRÊMIO MOACY CIRNE DE QUADRINHOS - Até 12 de junho

Serão escolhidos 10 quadrinistas potiguares que integrarão uma coletânea de quadrinhos. O prêmio tem o objetivo de revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores que militam na arte dos quadrinhos no Rio Grande do Norte, além de impulsionar a produção artística nessa área.

Serão concedidos 10 prêmios de histórias em quadrinhos, totalizando a soma de R$ 40.000,00, divididos da seguinte forma.

a) Infantil - 1º lugar: R$ 4.250,00 e 2º lugar: R$ 3.250,00

b) Histórico - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00

c) Aventura, Humor e Ficção - 1º lugar: R$ 6.000,00 e 2º lugar: R$ 5.000,00

d) Jovens Artistas - 1º lugar: R$ 1.500,00 e 2º lugar: R$ 900,00

e) Tema Livre - 1º lugar: R$ 4.550,00 e 2º lugar: R$ 3.550,00

PRÊMIO WILLIAM COBBET DE CINEMA – Até 15 de junho

Ë um concurso para produção de curtas metragens. A idéia do edital foi fruto das discussões ocorridas durante o ano passado na câmara setorial de audiovisual. As inscrições começam no dia 30 de abril e prosseguem até 15 de junho. O objeto é selecionar projetos de 04 filmes de curta metragem, do gênero documentário e ficção, com duração máxima de 30 minutos. Os projetos devem abordar necessariamente temas característicos do Estado do Rio Grande do Norte: um local, logradouro, estabelecimento, evento ou personagem. O valor destinado a cada um dos projetos será de R$ 20.000,00.

OFICINAS DE CAPACITAÇÃO PARA OS EDITAIS

A Fundação José Augusto irá promover uma série de oficinas para os interessados em participarem dos editais que estão abertos e que são de responsabilidade da instituição. Os editais fazem parte do Programa de Desenvolvimento da Cultura no Rio Grande do Norte. As oficinas serão realizadas no Auditório Franco Jasielo – na própria FJA – sempre às 15 horas.

Dia 13.05 – Prêmio Chico Villa e Lula Medeiros

Dia 14.05 – Prêmio Moacy Cirne

Dia 15.05 – Prêmio William Cobbet

Mais informações sobre os editais na Assessoria de Projetos Culturais - 3232- 5324 (com atendimento de 8 às 13 horas) ou na página de internet www.fja.rn.gov.br.

EDTAM

O Grupo Clássico Infantil da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM), apresenta no palco do Teatro Alberto Maranhão no próximo dia 11 de maio (segunda-feira) o espetáculo “Estilo”. Serão duas apresentações: uma às 16 horas e outra às 20 horas.

PROGRAMAÇÃO PROJETO SEIS E MEIA

O projeto Seis e Meia acontece três vezes por mês, sempre às terças-feiras em Natal, e às sextas, em Mossoró. Em Natal, o Seis e Meia é realizado no Teatro Alberto Maranhão e em Mossoró, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado. A entrada do Projeto custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).
Natal
Maio
12 | 05 - Rita Ribeiro e Nordeste Nato
19 | 05 – Wando e Balalaika Brega Band
Mossoró
Maio
15 | 05 - Rita Ribeiro e Renata Falcão, Alfredo e os Caros
22 | 05 – Wando e Ferreira

PROGRAMAÇÃO DO DIA DO ARTISTA PLÁSTICO

A programação se iniciou hoje (dia 8 de maio), com um café da manhã para os artistas visuais, inauguração de uma exposição coletiva de pintura na Galeria Newton Navarro (FJA). À noite, no Palácio da Cultura, às 18 horas começa a Mesa Redonda “10 Anos de 8 de Maio”, com Pedro Pereira e João Natal - mediador Flávio Freitas. Após o debate, serão inauguradas duas exposições, uma coletiva de arte moderna e contemporânea e outra com o acervo da pinacoteca adquirido nos anos de 2007 e 2008. Completando a programação, tem o lançamento do catálogo do projeto Dencidade. Na mesma noite, só que em São Gonçalo do Amarante, no Teatro Poti Cavalcante, às 20 horas, é a vez do Projeto Musimagem – uma mostra coletiva de artes visuais e show com os grupos Pedubreu e Hannah. No dia 9 de maio (sábado) às 13h30min, o Palácio da Cultura abre suas portas para que o Diretor de Artes Visuais da FUNARTE, Francisco Chaves Bastos (Xico Chaves), faça uma discussão sobre política pública cultural para as artes visuais no Rio Grande do Norte. Encerrando a programação, o restaurante Calígula recebe o Projeto Musimagem, a partir das 22 horas.

POTICANTO

O projeto Poticanto - uma parceria entre o produtor Nelson Rebouças e a Fundação José Augusto, realiza no dia 20 de maio, às 20 horas, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel TCP, a apresentação do cantora potiguar Valéria Oliveira que subirá ao palco para homenagear o também potiguar Romildo Soares. A Entrada gratuita.

MEMORIAL CÂMARA CASCUDO

O Memorial Câmara Cascudo, em comemoração à SEMANA DOS MUSEUS 2009: MUSEUS E TURISMO, apresenta a exposição LER/SONHAR: Signos da busca da brasilidade nas
dedicatórias de Mário de Andrade a Câmara Cascudo. A amizade entre os dois intelectuais brasileiros rendeu uma vasta produção de conhecimento sobre a cultura e a literatura brasileira. A correspondência entre eles estendeu-se de 1924 a 1944 e durante este período foram trocadas várias obras entre os dois. Para resgatar esta história, o Memorial apresenta a exposição LER/SONHAR, composta por 08 (oito) painéis, além de objetos inéditos do público, como o ganzá presenteado pelo coquista potiguar Chico Antônio a Câmara Cascudo, por ocasião de sua visita com Mário de Andrade ao Engenho Bom Jardim (Goianinha/RN) em janeiro de 1929. É uma oportunidade de conhecer um pouco mais da história, da literatura e da cultura brasileira.

LOCAL: Memorial Câmara Cascudo

Praça André de Albuquerque, 30, Centro.

PERÍODO: Até 31 de maio de 2009.

HORA: 8 às 17h. Terça a domingo.

EDITAIS E PRÊMIOS NACIONAIS

PRÊMIO VIVA LEITURA – Até 24 de julho

Com o objetivo de fomentar a leitura e reconhecer as boas práticas que acontecem em todo o Brasil nessa área, os Ministérios da Cultura (MinC), da Educação (MEC) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a educação, a Ciência e a Cultura (OEI), abrem as inscrições para a quarta edição do Prêmio Viva Leitura. O Prêmio é de abrangência nacional e tem o objetivo de fomentar a leitura e também reconhecer as boas práticas que acontecem em todo o Brasil nessa área. É dividido em três categorias: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade (empresas públicas e privadas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). Cada um dos três vencedores (um em cada categoria) vai receber R$ 30 mil , além de diploma e troféu. As inscrições seguem até 24 de julho. Outras informações: www.cultura.gov.br/


POESIA - Até 31 de agosto

A revista cultural Oca das Letras está lançando o I Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana – 2009. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 31 de agosto, por meio da página www.ocadasletras.com.br/ . O prêmio contempla poesias concebidas nas línguas portuguesa, espanhola e Guarani. Os trabalhos contemplados farão parte de uma antologia poética contendo três poemas de cada um dos 20 primeiros colocados. Também será publicado um livro do autor vencedor. Os concorrentes poderão participar com três poesias, cada uma limitada a 25 linhas de 60 caracteres. As obras inscritas deverão ser inéditas e não podem ter sido premiadas em outro concurso de poesia. Outras informações na página da revista: www.ocdasletras.com.br/ .

AUDIOVISUAL

CPLP - Até 21 de maio

Estão abertas até 21 de maiso, as inscrições para o Primeiro Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - DOCTV CPLP. Para participar do concurso, o autor do projeto deverá possuir nacionalidade relacionada ao país da candidatura e efetivar a inscrição online, até 21 de maio de 2009, no site do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) de Portugal: www.ica-ip.pt. Cada país irá contemplar um projeto vencedor com um contrato de financiamento no valor de € 50 mil. O tema do concurso é livre. Outras informações: www.cultura.gov.br/

RUMOS CINEMA E VÍDEO – 29 de maio

Estão abertas as inscrições para a sexta edição do programa Rumos Cinema e Vídeo (2009 - 2011), promovido pelo Itaú Cultural, que se destina a apoiar a produção audiovisual contemporânea. O edital seleciona obras em três categorias - Filmes e Vídeos Experimentais, Eventos Multimídia e Documentário para Web, as quais deverão explorar os temas velocidade ou ruído. Mais informações: www.itaucultural.org.br/ .

COMUNICURTAS - Até 26 de junho

Estão abertas até o dia 26 de junho as inscrições de vídeos para a quarta edição do Comunicurtas - Festival Audiovisual de Campina Grande, que acontece de 24 a 28 de agosto. Este ano, o evento homenageará a atriz paraibana Marcélia Cartaxo. Além das mostras competitivas de curtas-metragens, o festival contemplará reportagens de televisão, com a Mostra Tropeiros de Telejornalismo, e peças publicitárias na mostra A Ideia é... voltadas à produções paraibanas. Foi criada ainda, para vídeos de um minuto, produzidos em qualquer formato, a mostra Estalo, direcionada a diretores e produções campinenses. Para participar o interessado deve preencher a ficha disponível na página do Comunicurtas www.comunicurtas.com.br e enviá-la até o dia 26 de junho, por sedex, juntamente com uma cópia do vídeo para o endereço: Departamento de Comunicação Social da UEPB, Rua Pedro I, S/N - bairro São José - CEP 58.107-615 - Campina Grande – PB. A postagem deve ser enviada aos cuidados de André da Costa Pinto. Maiores informações: comunicurtasprogramacao@gmail.com./

Fontes:

Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura

Fundação José Augusto

Produtores e Divulgadores Culturais

Acesse a página da Fundação José Augusto na Internet:

www.fja.rn.gov.br

Equipe Responsável:

Assessoria de Comunicação FJA

Entre em contato conosco:

assecomfja@rn.gov.br

7 de maio de 2009

O modelo de financiamento federal da cultura em discussão

O modelo de financiamento federal da cultura em discussão

por Joãozinho Ribeiro

O modelo de financiamento da cultura no Brasil, nos últimos tempos, tem sido objeto de vários debates públicos, promovidos tanto por iniciativa de órgãos governamentais quanto por instituições privadas, entidades profissionais e, recentemente, chancelado por importante evento promovido pela Folha de São Paulo para discutir mudanças na Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivos à Cultura).

Muitos pesquisadores têm se debruçado sobre a matéria, muitas teses de doutoramento e dissertações de mestrado em muitos renomados centros acadêmicos do país vem se multiplicando, principalmente pela posição estratégica e central que a cultura, em suas múltiplas dimensões, passou a ocupar na agenda nacional e internacional, através de tratados, convenções e acordos celebrados mundialmente (TRIPs, Agenda 21 da Cultura para as Cidades, Fórum Cultural Mundial, Convenção da Diversidade, Conferência Nacional de Cultura etc.).

Apesar de toda reconhecida grandeza da nossa produção cultural, a ausência de marcos regulatórios transparentes e democráticos neste setor, tanto reivindicados para outras áreas da economia do país, se constitui atualmente em verdadeiro gargalo, que no mínimo merece ser discutido, com certo distanciamento de algumas engessadas posições de segmentos artísticos e empresariais que não querem abrir mão de privilégios e do acesso a verbas públicas que sempre foram objeto de uma espécie de monopólio privado.

Não se trata aqui de bloquear o debate ou de conduzi-lo em cima de questões que pretendem se colocar acima do bem e do mal, como é a questão do "dirigismo", seja ele estatal ou privado. A questão maior que se coloca é que cultura também é direito; direito humano, direito fundamental, assim reconhecido pelas inúmeras declarações da ONU, incorporadas ao texto da Constituição da República Federativa do Brasil, que em seus fundamentos, enumerados no art. 3º, claramente dispõe:

Art. 3º. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

Sobre esse prisma, o modelo híbrido de financiamento federal da cultura em nosso país, calcado na renúncia fiscal e na disposição de fundos públicos, infelizmente tem contribuído, de forma contundente, para o aprofundamento das desigualdades regionais, afrontando um dos objetivos fundamentais da República.

Dados do próprio Ministério da Cultura explicitam esta situação de forma irrefutável, que pode perfeitamente ser aferida pelo seguinte quadro demonstrativo:

O Ministro Juca Ferreira resolveu colocar o dedo na ferida e discutir de forma democrática e descentralizada a questão, que a bem da verdade já vinha sendo objeto de visíveis descontentamentos há muito tempo em todo território nacional, constituindo-se em um dos temas mais debatidos na I Conferência Nacional de Cultura, realizada em dezembro de 2005. Em 2007 e 2008 continuou sendo ponto de pauta preferencial nas reuniões do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, em vários seminários, fóruns e audiências públicas promovidas por respeitáveis instituições da sociedade civil.

O que nos causa um certo desconforto, em relação aos pontos de vista expostos durante o debate realizado pela Folha de São Paulo, são posições corporativistas e descoladas da realidade cultural do país, como a do produtor paulista Paulo Pélico (Apetesp), assim publicada pela edição do dia 04 de abril do corrente do citado matutino: "Não podemos demonizar o incentivo fiscal porque o bumba-meu-boi está sem apoio", ao rebater uma afirmação do Ministro Juca Ferreira analisando que, nos moldes atuais, a Lei Rouanet concentra recursos em projetos do Sudeste e em artistas consagrados.

O Ministro Juca foi categórico e objetivo em sua resposta, conforme divulgou A Folha: "[Citar dessa forma o] Bumba-meu-boi é uma discussão pejorativa. Vocês vão acabar atraindo a antipatia do Brasil para São Paulo. Quem tem acesso [à lei] evidentemente não quer perdê-lo. Não quer ter critério público. Não quer critério nenhum.

Qualquer brasileiro tem direito de acesso à cultura. Todos os brasileiros, inclusive os do Piauí".

Ponto para o enfoque do Ministro Juca Ferreira, não só por defender uma das maiores expressões culturais do Brasil e do Maranhão - o Bumba-meu-boi - como por invocar a dimensão cidadã da Cultura - a dimensão da Cultura enquanto direito, humano e fundamental.

Atualmente, a minuta do projeto que prevê alterações na Lei Rouanet encontra-se sob consulta pública, abrigada no site do Ministério da Cultura (até o dia 06/05/2009). Após este período, será encaminhada pelo presidente da República para o Congresso Nacional, onde esperamos que a nossa bancada federal e os senadores que representam o Maranhão estejam atentos para não deixar passar esta preciosa oportunidade de corrigir tão importante ferramenta legislativa, capaz de propiciar a redução das desigualdades sociais e regionais do nosso país.