A Rede DHnet-Direitos Humanos e Cultura organizará um evento de comemoração de seus 15 anos de existência cuja programação cultural acontecerá no Restaurante Bardalos, localizado na Rua Gonçalves Ledo, Centro da Cidade, no próximo dia 01 de Maio de 2010, a partir das 13:00h.
A DHnet, gerenciada pelo CENARTE-Centro de Estudos Pesquisa e Ação Cultural é um produto das discussões de um conjunto de ativistas de Direitos Humanos, que no ano de 1994 criaram um grupo de estudos sobre Direitos Humanos e Realidade Virtual.
Em 1o. de maio de 1995, Dia Internacional do Trabalho e da entrada oficial da Internet no Brasil, foi colocado em operação o BBS Direitos Humanos & Cultura, que dois anos depois, tornou-se a Rede DHnet. Nesse sentido a Rede hoje é o provedor de informações, via Internet, que possui o maior acervo de informações e dados sobre Direitos Humanos em língua portuguesa. É filiado ao MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos; à Rede Brasileira de Educação para os Direitos Humanos e à RITS – Rede de Informação para o Terceiro Setor.
A Rede DHnet tem como eixo central a promoção e a difusão de informações sobre Direitos Humanos e Cidadania, distribuídos em grandes sub-temas como Direitos Humanos; Desejos Humanos; Educação para os Direitos Humanos; Cibercidadania; Memória Histórica; Central de Denúncias e Cultura.
Tem tido um grande reconhecimento nacional através da conquista de vários prêmios, entre eles, o III Prêmio de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo-USP, Brasil, Categoria Institucional, entregue em dezembro de 2002 , o IX Prêmio Cidadania Mundial 2005 – A Importância da Mídia Cidadã da Comunidade Bahá'í e por último, o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2007 entregue pela Secretaria Especial de Direitos Humanos e Ministério da Justiça.
A DHnet possui um fluxo diário de 9000 visitas por dia tendo também um instrumental off-line de distribuição de informações que é o CD-ROM Enciclopédia Digital de Direitos Humanos, além da disponibilização de CDtecas, criação de CDs e DVDs educativos, e ainda as Capacitações, Cursos e Oficinas organizadas através do Ponto de Cultura Tecido Cultural.
No evento de aniversário no Bardalos a DHnet estará disponível através de um telão/datashow onde será apresentada toda a trajetória histórica da Rede e sua articulação com os parceiros. Também um bolo comemorativo será distribuído entre os presentes, a partir das 16:00h, fechando a programação festiva desse importante dia.
Maiores informações contatar a DHnet / Ponto de Cultura Tecido Cultural através de Roberto Monte, Fone 3201-4359 / 9977-8702 e Aluízio Matias, Fone 3221-5932 / 9999-7480.
30 de abril de 2010
28 de abril de 2010
26 de abril de 2010
Quem "controla" a mídia?
*Venício Lima
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as amaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.
Venício Lima
Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.
Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.
Na Europa e nos Estados Unidos
Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.
Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.
E no Brasil?
Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o “Brasil Econômico” desde outubro, comprou o grupo “O Dia”, incluindo o “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”. O Ongoing detem 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.
Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.
Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.
Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.
Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.
Quem ameaça a liberdade de expressão?
Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?
Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:
“O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)”.
Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das “ameaças” a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, “controla” a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?
Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as amaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.
Venício Lima
Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já “controlam” boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).
Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a “fazer de conta” que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global, confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos mega empresários.
Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa, tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.
Na Europa e nos Estados Unidos
Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Ropert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem), quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.
Nos Estados Unidos, a News Corporation de Murdoch avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24h na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.
E no Brasil?
Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o “Brasil Econômico” desde outubro, comprou o grupo “O Dia”, incluindo o “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”. O Ongoing detem 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.
Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de radio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.
Desde que a Emenda Constitucional n. 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento, atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.
Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.
Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.
Quem ameaça a liberdade de expressão?
Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?
Em matéria sobre o assunto publicada na revista Carta Capital n. 591 o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:
“O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)”.
Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das “ameaças” a liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, “controla” a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?
Venício Lima é Pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB
Como o Twitter tem sido utilizado para criar e recriar cultura
O Globo - André Miranda
RIO - No futuro, todos teremos os nossos 140 caracteres de fama, diria Andy Warhol, se vivo fosse e participasse de um site que já conta com mais de cem milhões de pessoas no mundo. O Twitter, espécie de microblog em que seus usuários podem escrever textos de até 140 toques, surgiu em 2006 como uma rede social para trocas de mensagens curtas - chamadas "tweets" -, quase instantâneas, com grupos de amigos - chamados "seguidores". Desde então, a criatividade dos internautas fez do Twitter uma aplicação de marketing, de pesquisa de opinião, de campanha política, de jornalismo ou de mobilização. O Twitter, como bem compreenderia Warhol, tornou-se pop. E se tornou, também, uma ferramenta utilizada para gerar cultura e produzir arte.
O valor diferenciado do Twitter para a cultura contemporânea ainda é incerto, e há quem questione a inovação das manifestações artísticas do microblog. Mas, recentemente, o site recebeu respaldo de artes tradicionalmente mais nobres. A Biblioteca do Congresso, instituição bicentenária localizada em Washington, Estados Unidos, anunciou no início de abril que pretende adquirir e arquivar todos os textos já publicados no microblog. "Todos" quer dizer tanto a comemoração de Barack Obama na vitória das eleições presidenciais americanas ("Nós acabamos de fazer História", escreveu) quanto aquela conversa sem pé nem cabeça sobre futebol, "Big Brother" ou "Lost". Apesar de a maioria dos mais de 50 milhões de tweets diários ser aparentemente irrelevante, o objetivo da biblioteca é tentar mapear os costumes dos usuários de internet. E isso não tem nada de irrelevante.
- É preciso desfazer certos dogmas antimodernidade, de que a internet é destruidora de cultura. Isso é uma visão conservadora e um tanto anacrônica - diz Marcos Vinicios Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL).
A ABL foi outra instituição que percebeu o valor do Twitter. Em março, a Academia lançou um concurso de microcontos com o limite de 140 caracteres. O prazo de inscrição vai até 30 de abril, e até agora cerca de 1.500 textos já foram enviados para a avaliação dos acadêmicos. O primeiro lugar vai ganhar um "Vocabulário ortográfico da língua portuguesa", o segundo, um minidicionário da ABL, e o terceiro, um minidicionário do imortal Evanildo Bechara.
- Eu estou muito satisfeito com a repercussão e com a compreensão do concurso. Pode parecer uma coisa afrontosa à intelectualidade escrever um conto com tão poucos toques, mas a lógica foi outra: muita gente valorizou a ideia como um esforço de síntese - explica Vilaça. - Para mim, o mais importante é ofertar uma nova oportunidade de se ter acesso à Academia, e uma nova possibilidade de se ter acesso à produção cultural.
Mas talvez o modelo mais significativo seja o proposto pela Royal Shakespeare Company, uma das mais importantes companhias de teatro do mundo. Há poucos dias, o grupo inglês criado em 1879 se juntou à empresa de conteúdo para celulares Mudlark e começou a reescrever "Romeu e Julieta", de Shakespeare, pelo Twitter. O projeto se chama Such Tweet Sorrow (algo como "Este lamento gorjeado"). O resultado, um sacrilégio para os puristas, mas perfeitamente moderno para adolescentes, é sem dúvida hilário. O nome de Julieta Capuleto na ferramenta é @julietcap16 . Ela segue as páginas de Shakira, Justin Timberlake, Alicia Keys e de seu primo, Teobaldo Capuleto. Anteontem, ela escreveu sobre a festa que estava prestes a começar em sua casa, justamente aquela em que se apaixona por Romeu - ao menos na versão oficial. "Os garotos estão aqui? Ah, meu Deus", disse Julieta, toda serelepe. Já Romeu Montecchio atende pelo apelido @romeo_mo . Muitos de seus textos são conversas com o amigo Mercúrio sobre seu prazer em jogar o videogame Xbox. Antes da festa na casa dos Capuleto, ele escreveu: "Esperando pelo táxi com Mercúrio e com uma bela cerveja. Dias felizes".
O bacana da adaptação é poder acompanhar o ponto de vista de cada personagem, numa linguagem coloquial e contemporânea. São atores da própria Royal Shakespeare Company que escrevem os textos no Twitter, a partir de um roteiro elaborado pela companhia. Julieta, por exemplo, é vivida por Charlotte Wakefield, atriz que recentemente interpretou a Wendla de "O despertar da primavera", no West End londrino. Suas aventuras, da paixão por Romeu até o fatídico destino dos amantes, ainda vão durar três semanas.
- O Twitter é um instrumento para desenvolver tramas, enredos, de certa forma provocar, exercitar malícia e ironia. Ele cria duplicidade, ambiguidade. Nos ensina a não ser tão lineares - diz o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.
Em 2009, Carpinejar lançou o livro "www.twitter.com/carpinejar" (Bertrand Brasil), uma compilação de 416 textos escritos em seu Twitter. Hoje, ele continua usando a ferramenta e já conta com 25,4 mil seguidores. Entre suas últimas mensagens estão "Canalha pede desculpa antecipado. Cafajeste pede desculpa tarde demais", "Gaúcho quando vem ao RJ tem a sensação que passou a vida inteira num internato" e "Quando eu me tiro para dançar nunca me devolvo".
- Eu coloco lampejos do momento. Eu acredito que o Twitter serve para sublimar detalhes e revelar insignificâncias. É um rascunho, mas com a diferença de ser digital. A Clarice Lispector, em "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres", usou como rascunhos várias de suas crônicas. Ela transformou crônicas da primeira pessoa para a terceira pessoa. É possível usar o Twitter para fazer o mesmo - explica. - Acho que será natural que eu publique um segundo livro com textos do Twitter. Afinal, o veneno tem que ser impresso.
RIO - No futuro, todos teremos os nossos 140 caracteres de fama, diria Andy Warhol, se vivo fosse e participasse de um site que já conta com mais de cem milhões de pessoas no mundo. O Twitter, espécie de microblog em que seus usuários podem escrever textos de até 140 toques, surgiu em 2006 como uma rede social para trocas de mensagens curtas - chamadas "tweets" -, quase instantâneas, com grupos de amigos - chamados "seguidores". Desde então, a criatividade dos internautas fez do Twitter uma aplicação de marketing, de pesquisa de opinião, de campanha política, de jornalismo ou de mobilização. O Twitter, como bem compreenderia Warhol, tornou-se pop. E se tornou, também, uma ferramenta utilizada para gerar cultura e produzir arte.
O valor diferenciado do Twitter para a cultura contemporânea ainda é incerto, e há quem questione a inovação das manifestações artísticas do microblog. Mas, recentemente, o site recebeu respaldo de artes tradicionalmente mais nobres. A Biblioteca do Congresso, instituição bicentenária localizada em Washington, Estados Unidos, anunciou no início de abril que pretende adquirir e arquivar todos os textos já publicados no microblog. "Todos" quer dizer tanto a comemoração de Barack Obama na vitória das eleições presidenciais americanas ("Nós acabamos de fazer História", escreveu) quanto aquela conversa sem pé nem cabeça sobre futebol, "Big Brother" ou "Lost". Apesar de a maioria dos mais de 50 milhões de tweets diários ser aparentemente irrelevante, o objetivo da biblioteca é tentar mapear os costumes dos usuários de internet. E isso não tem nada de irrelevante.
- É preciso desfazer certos dogmas antimodernidade, de que a internet é destruidora de cultura. Isso é uma visão conservadora e um tanto anacrônica - diz Marcos Vinicios Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL).
A ABL foi outra instituição que percebeu o valor do Twitter. Em março, a Academia lançou um concurso de microcontos com o limite de 140 caracteres. O prazo de inscrição vai até 30 de abril, e até agora cerca de 1.500 textos já foram enviados para a avaliação dos acadêmicos. O primeiro lugar vai ganhar um "Vocabulário ortográfico da língua portuguesa", o segundo, um minidicionário da ABL, e o terceiro, um minidicionário do imortal Evanildo Bechara.
- Eu estou muito satisfeito com a repercussão e com a compreensão do concurso. Pode parecer uma coisa afrontosa à intelectualidade escrever um conto com tão poucos toques, mas a lógica foi outra: muita gente valorizou a ideia como um esforço de síntese - explica Vilaça. - Para mim, o mais importante é ofertar uma nova oportunidade de se ter acesso à Academia, e uma nova possibilidade de se ter acesso à produção cultural.
Mas talvez o modelo mais significativo seja o proposto pela Royal Shakespeare Company, uma das mais importantes companhias de teatro do mundo. Há poucos dias, o grupo inglês criado em 1879 se juntou à empresa de conteúdo para celulares Mudlark e começou a reescrever "Romeu e Julieta", de Shakespeare, pelo Twitter. O projeto se chama Such Tweet Sorrow (algo como "Este lamento gorjeado"). O resultado, um sacrilégio para os puristas, mas perfeitamente moderno para adolescentes, é sem dúvida hilário. O nome de Julieta Capuleto na ferramenta é @julietcap16 . Ela segue as páginas de Shakira, Justin Timberlake, Alicia Keys e de seu primo, Teobaldo Capuleto. Anteontem, ela escreveu sobre a festa que estava prestes a começar em sua casa, justamente aquela em que se apaixona por Romeu - ao menos na versão oficial. "Os garotos estão aqui? Ah, meu Deus", disse Julieta, toda serelepe. Já Romeu Montecchio atende pelo apelido @romeo_mo . Muitos de seus textos são conversas com o amigo Mercúrio sobre seu prazer em jogar o videogame Xbox. Antes da festa na casa dos Capuleto, ele escreveu: "Esperando pelo táxi com Mercúrio e com uma bela cerveja. Dias felizes".
O bacana da adaptação é poder acompanhar o ponto de vista de cada personagem, numa linguagem coloquial e contemporânea. São atores da própria Royal Shakespeare Company que escrevem os textos no Twitter, a partir de um roteiro elaborado pela companhia. Julieta, por exemplo, é vivida por Charlotte Wakefield, atriz que recentemente interpretou a Wendla de "O despertar da primavera", no West End londrino. Suas aventuras, da paixão por Romeu até o fatídico destino dos amantes, ainda vão durar três semanas.
- O Twitter é um instrumento para desenvolver tramas, enredos, de certa forma provocar, exercitar malícia e ironia. Ele cria duplicidade, ambiguidade. Nos ensina a não ser tão lineares - diz o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.
Em 2009, Carpinejar lançou o livro "www.twitter.com/carpinejar" (Bertrand Brasil), uma compilação de 416 textos escritos em seu Twitter. Hoje, ele continua usando a ferramenta e já conta com 25,4 mil seguidores. Entre suas últimas mensagens estão "Canalha pede desculpa antecipado. Cafajeste pede desculpa tarde demais", "Gaúcho quando vem ao RJ tem a sensação que passou a vida inteira num internato" e "Quando eu me tiro para dançar nunca me devolvo".
- Eu coloco lampejos do momento. Eu acredito que o Twitter serve para sublimar detalhes e revelar insignificâncias. É um rascunho, mas com a diferença de ser digital. A Clarice Lispector, em "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres", usou como rascunhos várias de suas crônicas. Ela transformou crônicas da primeira pessoa para a terceira pessoa. É possível usar o Twitter para fazer o mesmo - explica. - Acho que será natural que eu publique um segundo livro com textos do Twitter. Afinal, o veneno tem que ser impresso.
22 de abril de 2010
Fortaleza dos Reis Magos

Fortaleza dos Reis Magos
Forte militar, um dos mais importantes do país, nascido com a cidade do Natal em 1598.
Foi ocupado pelos holandeses, quando tomou o nome de Kastell Keulen.
O chefe da Revolução no Rio Grande do Norte a favor da libertação do domínio monárquico, André de Albuquerque, morreu preso e vítima de ferimento grave em uma das celas da Fortaleza no ano de 1817.
Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é um dos principais pontos de visitação turística do Estado.
“O forte se erguia, a setecentos e cinqüenta metros da barra, em cima do arrecife, ilhado nas marés altas. É lugar melhor e mais lógico, anunciando e defendendo a cidade futura. A planta é do jesuíta Gaspar de Samperes, que fora mestre nas traças de engenharia, na Espanha e Flandres, antes de pertencer à Companhia de Jesus.
É a forma clássica do forte marítimo, afetando o modelo do polígono estrelado. O tenalhão abica para o norte, mirando a barra, com os dois salientes. No final, a gola termia dois por dois baluartes. O da destra, na curvatura, oculta o portão, entrada única, ainda defendida por um cofre de franqueamento, para quatro atiradores e, sobrepostos à cortina ou gola, os caminhos de ronda e uma banqueta de mosquetaria. Com sessenta e quatro metros de comprimento, perímetro de duzentos e quarenta, frente e gola de sessenta metros, o forte artilhava-se de maneira irrepreensível. Atiraria por canhoneiras e a mosqueteira pela gola em seteira no cofre ou de visada na banqueta. A artilharia principal atirava a barbeta.”
Luís da Câmara Cascudo
História da Cidade do Natal
R$ 56 milhões para as artes
Funarte lança 34 editais para premiar mil artistas
Com o maior orçamento dos últimos 20 anos definido pelo Ministério da Cultura, a Funarte acaba de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.
Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular. Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.
ORÇAMENTO RECORDE – O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país.
Confira os editais 2010 da Funarte/MinC que estão com inscrições abertas:
Prêmio de Produção Crítica em Música – Edital para apoio a dez trabalhos de pesquisa sobre música brasileira, com prêmios de R$ 15 mil para cada contemplado. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Composição Clássica – Edital para apoio a 70 obras inéditas para a XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com prêmios de R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil e R$ 30 mil. Inscrições até 30 de setembro.
Prêmio de Concertos Didáticos – Edital para apoio a 16 projetos de concertos didáticos em escolas da rede pública, com prêmios de até R$ 20 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 28 de maio.
Prêmio Circuito de Música Clássica – Edital para apoio a 12 projetos de recitais de música de concerto, com prêmios de até R$ 75 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 27 de maio.
Prêmio Circuito de Música Popular – Edital para apoio a 12 projetos de turnês de espetáculos de música popular, com prêmios de R$ 65 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Edital para apoio a 20 projetos de gravação e difusão da música popular, com prêmios de R$ 35 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Dança Klauss Vianna - Edital para apoio a 40 projetos de atividades e espetáculos de dança, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 60 mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio de Teatro Myriam Muniz – Edital para apoio a 34 projetos de circulação de espetáculos, com prêmios de R$ 90 mil e R$ 150 mil, e 36 de montagem de espetáculos, com prêmios de R$ 60 mil, R$ 90 mil e R$ 120 mil. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio Festivais de Artes Cênicas – Edital para apoio a 36 projetos de festivais de teatro, circo e dança, com prêmios de R$ 50 mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.
Bolsa de Residências em Artes Cênicas – Edital para seleção de 43 propostas de residência artística para profissionais de teatro, dança ou circo, com bolsa de R$ 45 mil para cada beneficiado. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio Artes Cênicas na Rua – Edital para apoio a 63 projetos de apresentação, registro ou preservação de atividades artísticas, com prêmios de R$ 20 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil. Inscrições até 23 de maio.
IBERESCENA - Fundo intergovernamental de apoio às artes cênicas. Criadores e produtores podem inscrever projetos em quatro categorias. Editais e mais informações em www.iberescena. org. Inscrições até 3 de setembro.
Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo – Edital para apoio a 103 projetos de artes circenses nas diversas regiões do país, com prêmios de R$ 15 mil, R$ 25 mil e R$ 40 mil. Inscrições até 23 de maio.
Bolsa para Formação em Artes Circenses – A Escola Nacional de Circo, situada no Rio de Janeiro, amplia seu caráter nacional ao conceder 15 bolsas de R$ 20 mil para alunos de outras áreas. Inscrições abertas até 23 de maio.
Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais – Edital para apoio a 30 trabalhos de reflexão crítica e teórica sobre a cultura brasileira, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Rede Nacional Artes Visuais – Edital para apoio a 40 projetos de fomento às artes visuais, com prêmios de R$ 20 mil e R$ 30 mil. Inscrições até 24 de maio.
Bolsa de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais – Edital para apoio a dez trabalhos de criação e de pesquisa em artes visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais – Edital para apoio a dez projetos de produção crítica em artes visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 24 de maio.
Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais de Artes Visuais – Edital para apoio à realização de festivais de fotografia e/ou performances e de salões regionais, com prêmios de R$ 95 mil e R$ 260 mil. Inscrições até 24 de maio.
Prêmio Marc Ferrez de Fotografia – Edital de apoio a 36 projetos de no campo da fotografia, com prêmios de R$ 10 mil e R$ 40 mil. Inscrições até 24 de maio.
Conexão Artes Visuais - Edital de apoio a 30 projetos de festivais, salões de arte, mostras, palestras, seminários, debates, oficinas, mapeamentos, publicações e exposições, com prêmios de R$ 55 mil. Inscrições até 8 de maio. Patrocínio: Petrobras.
Bolsa de Criação Literária – Edital para apoio a 60 trabalhos de produção de textos literários, nos gêneros lírico ou narrativo, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Circulação Literária – Edital para apoio a 50 projetos de atividades de promoção e difusão da literatura, em municípios do Programa Territórios da Cidadania, com bolsas de R$ 40 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet – 60 pesquisadores receberão R$ 30 mil para desenvolver textos críticos sobre arte em mídia digital, ou produzir conteúdo digital para a web.
Prêmio de Arte Contemporânea – Edital para apoio a 15 projetos de artes visuais para exposição nos espaços culturais da Funarte/MinC no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil. Inscrições até 27 de maio.
Além de editais para a ocupação de galerias e outros espaços expositivos, foram lançadas 11 seleções públicas para projetos de música e de artes cênicas a serem desenvolvidos em salas de espetáculos e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Ascom Funarte
Mais informações: www.funarte.gov.br - Portal das Artes Funarte
Com o maior orçamento dos últimos 20 anos definido pelo Ministério da Cultura, a Funarte acaba de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.
Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular. Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.
ORÇAMENTO RECORDE – O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país.
Confira os editais 2010 da Funarte/MinC que estão com inscrições abertas:
Prêmio de Produção Crítica em Música – Edital para apoio a dez trabalhos de pesquisa sobre música brasileira, com prêmios de R$ 15 mil para cada contemplado. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Composição Clássica – Edital para apoio a 70 obras inéditas para a XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com prêmios de R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil e R$ 30 mil. Inscrições até 30 de setembro.
Prêmio de Concertos Didáticos – Edital para apoio a 16 projetos de concertos didáticos em escolas da rede pública, com prêmios de até R$ 20 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 28 de maio.
Prêmio Circuito de Música Clássica – Edital para apoio a 12 projetos de recitais de música de concerto, com prêmios de até R$ 75 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 27 de maio.
Prêmio Circuito de Música Popular – Edital para apoio a 12 projetos de turnês de espetáculos de música popular, com prêmios de R$ 65 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Edital para apoio a 20 projetos de gravação e difusão da música popular, com prêmios de R$ 35 mil para cada proposta selecionada. Inscrições até 26 de maio.
Prêmio de Dança Klauss Vianna - Edital para apoio a 40 projetos de atividades e espetáculos de dança, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 60 mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio de Teatro Myriam Muniz – Edital para apoio a 34 projetos de circulação de espetáculos, com prêmios de R$ 90 mil e R$ 150 mil, e 36 de montagem de espetáculos, com prêmios de R$ 60 mil, R$ 90 mil e R$ 120 mil. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio Festivais de Artes Cênicas – Edital para apoio a 36 projetos de festivais de teatro, circo e dança, com prêmios de R$ 50 mil, R$ 80 mil e R$ 100 mil. Inscrições até 23 de maio.
Bolsa de Residências em Artes Cênicas – Edital para seleção de 43 propostas de residência artística para profissionais de teatro, dança ou circo, com bolsa de R$ 45 mil para cada beneficiado. Inscrições até 23 de maio.
Prêmio Artes Cênicas na Rua – Edital para apoio a 63 projetos de apresentação, registro ou preservação de atividades artísticas, com prêmios de R$ 20 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil. Inscrições até 23 de maio.
IBERESCENA - Fundo intergovernamental de apoio às artes cênicas. Criadores e produtores podem inscrever projetos em quatro categorias. Editais e mais informações em www.iberescena. org. Inscrições até 3 de setembro.
Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo – Edital para apoio a 103 projetos de artes circenses nas diversas regiões do país, com prêmios de R$ 15 mil, R$ 25 mil e R$ 40 mil. Inscrições até 23 de maio.
Bolsa para Formação em Artes Circenses – A Escola Nacional de Circo, situada no Rio de Janeiro, amplia seu caráter nacional ao conceder 15 bolsas de R$ 20 mil para alunos de outras áreas. Inscrições abertas até 23 de maio.
Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais – Edital para apoio a 30 trabalhos de reflexão crítica e teórica sobre a cultura brasileira, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Rede Nacional Artes Visuais – Edital para apoio a 40 projetos de fomento às artes visuais, com prêmios de R$ 20 mil e R$ 30 mil. Inscrições até 24 de maio.
Bolsa de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais – Edital para apoio a dez trabalhos de criação e de pesquisa em artes visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais – Edital para apoio a dez projetos de produção crítica em artes visuais, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 24 de maio.
Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais de Artes Visuais – Edital para apoio à realização de festivais de fotografia e/ou performances e de salões regionais, com prêmios de R$ 95 mil e R$ 260 mil. Inscrições até 24 de maio.
Prêmio Marc Ferrez de Fotografia – Edital de apoio a 36 projetos de no campo da fotografia, com prêmios de R$ 10 mil e R$ 40 mil. Inscrições até 24 de maio.
Conexão Artes Visuais - Edital de apoio a 30 projetos de festivais, salões de arte, mostras, palestras, seminários, debates, oficinas, mapeamentos, publicações e exposições, com prêmios de R$ 55 mil. Inscrições até 8 de maio. Patrocínio: Petrobras.
Bolsa de Criação Literária – Edital para apoio a 60 trabalhos de produção de textos literários, nos gêneros lírico ou narrativo, com bolsas de R$ 30 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Circulação Literária – Edital para apoio a 50 projetos de atividades de promoção e difusão da literatura, em municípios do Programa Territórios da Cidadania, com bolsas de R$ 40 mil. Inscrições até 27 de maio.
Bolsa de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet – 60 pesquisadores receberão R$ 30 mil para desenvolver textos críticos sobre arte em mídia digital, ou produzir conteúdo digital para a web.
Prêmio de Arte Contemporânea – Edital para apoio a 15 projetos de artes visuais para exposição nos espaços culturais da Funarte/MinC no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, com prêmios de R$ 40 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil. Inscrições até 27 de maio.
Além de editais para a ocupação de galerias e outros espaços expositivos, foram lançadas 11 seleções públicas para projetos de música e de artes cênicas a serem desenvolvidos em salas de espetáculos e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Ascom Funarte
Mais informações: www.funarte.gov.br - Portal das Artes Funarte
21 de abril de 2010
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